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25 de Novembro: o Mar virou Sertão no Recife

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No último dia 25 de Novembro, dia nacional de luta contra os ataques aos direitos do povo, milhares de pessoas saíram às ruas para expressar sua indignação contra Temer e sua quadrilha.

Os estudantes da UPE campus Petrolina, junto com outros campi (Garanhuns, Palmares, Recife e Nazaré da Mata), professores, secundaristas, lutadores por moradia e camponeses foram até Recife, capital de Pernambuco, participar de audiência pública na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco para discutir as pautas do movimento grevista. Além da audiência pública, o objetivo da mobilização era também levar um combativo bloco de estudantes e camponeses ao grande ato nacional.

O campus Petrolina da UPE se encontra já há quase 50 dias ocupado pelos estudantes, sendo esta a ocupação de maior importância e influência do Estado e da região do Vale do São Francisco, por sua combatividade e organização.  A partir da ocupação em Petrolina, as demais universidades públicas do Vale foram ocupadas ou reocupadas, além de instituições federais e escolas de secundaristas.

Pela manhã, os estudantes e camponeses da Liga dos Camponeses Pobres seguiram em marcha rumo à ALEPE para participar da audiência. Seguiram agitando bandeiras e palavras de ordem em defesa da educação e da UPE e contra o gerenciamento Temer e de Paulo Câmara. Ao chegar à porta da ALEPE a polícia queria impedir a entrada, mandando soltarem as bandeiras. Mas, os estudantes não se intimidaram e mantiveram a firmeza e altivez com a qual seguiram todo o ato e entraram empunhando suas bandeiras.

Durante a audiência, representantes do governo, da reitoria, da ALEPE, dos sindicatos de professores e dos estudantes fizeram falas. Os estudantes e professores fizeram denúncias sobre questões mínimas ao funcionamento da universidade, como assistência estudantil e contratação de professores, além da falta de estrutura das unidades e hospitais universitários. Tornou-se evidente, que o governo do estado (Paulo Câmara/PSB) tem por objetivo o retorno de cobrança de taxas na universidade, taxas estas que foram barradas pela luta combativa dos estudantes impulsionada pela mesma unidade em Petrolina.

 

“Paulo Câmara, se não negociar não vai ter vestibular!”

Diante de tal situação e da não abertura de diálogo com os estudantes, o movimento mandou recado pela representante do governo, a secretária de Ciência e Tecnologia, sobre a necessidade de uma reunião ampla de negociação do governador com os três segmentos (estudantes, professores e técnicos) para poder ser realizado o vestibular seriado da instituição. Pouco tempo antes da assembleia, temendo a mobilização dos estudantes, o governo adiou o vestibular para Janeiro. Essa é mais uma vitória política para o movimento e derrota ao governo estadual.

Fascistas, não passarão!

Na saída da audiência, quando o movimento se preparava para sair de forma organizada assim como havia chegado, um fascistóide acelerou o carro para cima de duas camponesas e atropelou uma delas, quebrando seu pé. A revolta e pressão popular foi tamanha assim como o apoio advogada popular Drª Maria José do Ammaral, que obrigou a polícia a prendê-lo. Claramente, a polícia pretendia liberá-lo. Mas, este senhor reacionário teve que entrar no camburão e segue sendo processado. Agora, cresce a campanha em solidariedade a companheira e a Liga dos Camponeses Pobres.

Petrolina Combativa

Os estudantes e camponeses não baixaram a cabeça e à tarde foram somar na grande manifestação nacional no centro da cidade. O ato estava muito massivo e dentro do ato o bloco com a bandeira vermelha da LCP e os estudantes em fileira com seus batuques e bandeiras do ocUPE formava o bloco mais combativo e agitado de toda a manifestação.

Este dia histórico para o movimento de ocupações, demonstrou aos estudantes que eles também são parte do povo e devem vincular-se à sua justa luta, particularmente, aos camponeses, grande maioria da população brasileira. Além disso, os estudantes viram que os camponeses apoiam sua luta, pois sabem que a universidade é uma caixa de ressonância na cidade da luta que acontece no campo. Ao fim das atividades na cidade, os estudantes carregaram com alegria os sacos de batata e macaxeira doados pelos camponeses para sua ocupação.

 

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