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AM: ato denuncia desmonte na saúde e educação

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Reproduzimos a matéria relatando um importante ato em defesa da saúde pública ocorrido na farsa de “reinauguração” do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV da UFAM. A matéria foi publicada originalmente no Blog da Redação do Jornal A Nova Democracia – www.andblog.com.br.


 

AM: ato denuncia desmonte na saúde e educação

Apoiador de AND em Manaus/AM

Neste 25 de novembro, cerca de 300 pessoas entre estudantes, técnicos administrativos e professores tomaram o espaço da solenidade de reinauguração do Hospital Universitário Getúlio Vargas – HUGV, denunciando o desmonte na saúde e educação e desmascarando a farsa da administração superior da Universidade Federal do Amazonas e do gerenciamento federal em sua campanha de “UFAM eu cuido” e “Brasil: Ordem e Progresso”. Eufemismos usados pelas gestões vendidas aos ditames do imperialismo.

Com obras iniciadas em 2012, o Hospital Universitário teve contrato de privatização assinado com a EBSERH – Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, nesse mesmo ano. Após vários adiamentos e atrasos na data de entrega, o hospital teve sua primeira etapa dita “concluída” sem ao menos finalizar as obras e sem os equipamentos instalados, uma clara manobra para acalmar os ânimos da comunidade acadêmica e da comunidade externa que é atendida pelos serviços do hospital, além de maquiar o caos em que se encontra a saúde e a educação públicas.

O propósito era realizar uma solenidade cheia de pompa como manda o tutorial de grandes espetáculos da grande burguesia, com circulação de figuras caricatas e alvo de desprezo da população – da política amazonense e do gerenciamento federal -, tudo regado a dinheiro público. Uma verdadeira afronta tal acontecimento cheio de canalhas que diariamente chicoteiam e ludibriam ao povo. A chegada de carros e mais carros cercados de seguranças de onde desciam gentes – ou ratos? – com ar de superioridade e desprezo demonstrava a quem servia tudo aquilo. E ao povo somente as migalhas.

Se fizeram presentes nomes como o governador José Melo, alvo de investigações sobre fraudes no sistema de saúde público e que teve sua posse de gerente estadual cassada várias vezes por compra de votos; Rossiele Soares, Secretário de Educação Básica do MEC, representando o ministro Mendonça Filho, pessoas tais que defendem a reforma do ensino médio e o consequente sucateamento e privatização da educação; além de desembargadores, ex-secretários e médicos. Dias antes o ministro da saúde, engenheiro Ricardo Barros, defensor das arbitrariedades da PEC 55/2016 que promoverá com maior intensidade o desmonte do SUS e que de acordo com diversas investigações é financiado por planos de saúde privados, visitou também as dependências do novo prédio.

Os manifestantes então tomaram o local onde aconteceria a solenidade de reinauguração, impedindo assim que a cerimônia prosseguisse como planejado. Gritando a plenos pulmões palavras de ordem como: “Marcia Perales* cara de pau, Tu é capacho do Banco Mundial” e, “1, 2, 3, 4, cinco mil, ou pára a 55 ou paramos o Brasil”, obrigaram a organização a improvisar a realização do evento e os convidados a ficarem por quase 2 horas dentro do Hospital com receio de serem hostilizados. Logo mandaram reprimir a manifestação. Um contingente de policiais civis, militares e federais cercou as entradas do local na tentativa de impedir a entrada de professores, técnicos e estudantes na cerimônia e correntes com cadeados foram colocados nas portas. O ato prosseguiu fazendo soar para dentro do hall e aos ouvidos dos convidados os gritos de protesto.

Foi um momento em que também pôde-se escancarar o papel dos oportunistas de amansar a rebelião das massas, desviando-as do seu correto caminho combativo. Perdiam-se em confabulações e rodinhas de discussão nos momentos em que os estudantes e profissionais da saúde e educação partiam para o repúdio aberto e decidido aos sanguessugas presentes, comprovando a validez da análise realizada neste editorial de AND nº 181: “[A situação exige] denunciar e desmascarar por completo o revisionismo e todo oportunismo no seio das lutas populares que, caído em desgraça, quer mais uma vez cavalgar as massas para impedir sua radicalização e usar sua luta como moeda de troca por acordos eleitoreiros”.

O exitoso ato foi uma contundente demonstração de que as massas estão se rebelando e vão intensificar sua combatividade na luta contra os ataques do gerenciamento Temer/PMDB aos seus direitos básicos já parcos. Expressou a seguinte verdade: desde que existe opressão há resistência, e nos quatro cantos do Brasil há mostras de um avançar na consciência do povo.

Abaixo a PEC 55!

Abaixo o pacotaço antipovo e vende-pátria de Michel Temer/PMDB!

Eleição não! Revolução sim!

 

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