Por motivo do falecimento do grande comunista, legítimo filho do povo brasileiro, Manoel Coelho Raposo, o MEPR reproduz em sua página a nota publicada pelo blog do jornal A Nova Democracia do qual Raposo integrava seu conselho editorial.
Manoel Coelho Raposo era uma dessas figuras que não se dobram: nem a pobreza no sertão, nem o cárcere durante o regime militar nem a ação nefasta do revisionismo o intimidaram. Pelo contrário: os enfrentou de frente, cabeça erguida, como um legítimo militante proletário. Conscientes da necessidade de mirar em exemplos como esse, rendemos a Raposo nossa humilde homenagem. Homenagem que se torna ainda mais necessária em um momento em que apregoa-se aos quatro ventos a “falência do comunismo e do marxismo”, em que vários guerrilheiros arrependidos ocupam postos no Estado, para o qual se venderam por “um prato de lentilhas”, renegados que são, um momento em que não faltam supostos “partidos comunistas” REVISIONISTAS para negar o marxismo sob a aparência de defende-lo e que tanto lixo ideológico reformista lançam na cabeça das massas do nosso país e particularmente para a juventude, que cresce na sua maior parte sem ter acesso à justa posição revolucionária.
Mas não apenas rendemos homenagens aos valorosos revolucionáros colhidos pelo tempo. Um dos princípios do MEPR, formulado pelo grande chefe proletário Josef Stalin diz que “a juventude deve ser reserva e vanguarda de choque da revolução proletária”. Nos apegamos a esse princípio para afirmar com imenso orgulho que a bandeira carregada pelos revolucionáros que nos antecederam não permitiremos que caia ou que se guarde. Das suas mãos a tomaremos e levaremos adiante, até que seja gloriosamente hasteada no dia da vitória final.
Bertold Brecht
Companheiro Raposo, honraremos seu legado
No último dia 10 de novembro, aos 76 anos, cessou de bater o coração do comunista, poeta, escritor, editor e incansável combatente do proletariado brasileiro, Manoel Coelho Raposo.
Após cerca de 15 dias internado na UTI do Hospital de Messejana, ele faleceu em decorrência de um enfisema pulmonar.
Nascido em Crateús, sertão cearense, mudou-se ainda jovem para a capital Fortaleza. Ao longo de sua vida, forjou na infatigável militância pela causa da libertação dos povos e do socialismo a sua convicção na ciência do proletariado, o marxismo, sustentada corajosamente nas publicações de sua editora. Foi preso político durante o regime militar-fascista e, detrás das grades também ergueu sua trincheira de combate.
Raposo tinha uma inabalável confiança no futuro luminoso da humanidade, na destruição do velho sistema de exploração do homem pelo homem.
Enfrentou durante anos a doença que lhe dificultava a respiração, mas quando gozava de boa saúde, recitava com ardente fôlego de adolescente os seus “cantos de amor e rebeldia”.
Raposo era membro do Conselho Editorial de A Nova Democracia, exercia com vigor e entusiasmo o ofício de escritor e editor. Deixou inúmeros amigos entre índios, camponeses, operários, intelectuais, estudantes, filhos e filhas de nosso povo que com ele lutaram e compartilharam ideais.
AND e toda sua equipe de trabalho, seu conselho editorial, colaboradores e apoiadores rendem as mais sinceras honras ao companheiro Raposo, que nos deixou o legado de inquebrantável confiança no caminho da luta pela conquista de uma nova e verdadeira democracia, rumo ao socialismo.
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