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FERP/CHILE: O CARÁTER DE CLASSE DO ASSÉDIO E DO MACHISMO

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Retirado do Boletim La Rebelion se Justifica nº 7 - disponível em: ferp-larebelionsejustifica.blogspot.com

Movimento Feminino
O CARÁTER DE CLASSE DO ASSÉDIO E DO MACHISMO

 

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Recentemente 16 companheiras da organização Juventude Rebelde (JR) denunciaram asséio e condutas machistas por parte de seus companheiros de organização, e resolveram renunciar a sua militância e difundir amplamente o problema, tentando ser silenciadas por parte da direção da JR.

Entendemos que este problema, que parecia ser entre homens e mulheres, poderá se resolver somente dando luta contra a linha pequeno-burguesa que domina dita organização, e não com uma luta entre homens e mulheres.

O feminismo surge como resposta necessária à opressão e à exploração que sofrem as mulheres na sociedade de classes, sociedade na qual a maioria do povo é oprimido e explorado, homens e mulheres.

Indo à raíz histórica da opressão da mulher, vemos que nem sempre fomos "o sexo frágil". De fato, na sociedade primitiva, a mulher possuía uma grande importância, principalmente porque era quem deixa descendência conhecida (se sabia quem era a mãe dos filhos, não quem era o pai).

A situação mudou com a divisão em classes da sociedade, iniciando a exploração da minoria, que adminsitrava e ficava com as riquezas produzidas por todos, contra a maioria, que era a força de trabalho. Para tal mudança, foi necessário substituir o direito materno sobre a descendência pelo direito paterno e com isto começa o patriarcado e a dupla exploração da mulher. É por isto, porque o patriarcado surge com a sociedade de classes, que defendemos que a emancipação da mulher se dará com a emancipação de toda a classe.

A linha revolucionária a respeito do problema da mulher é a que promove sua participação como ativistas impulsionadoras da luta, como dirigentes revolucionárias que encarnem a ideologia proletária, já que a mulher é a metade do povo, e ao ser duplamente oprimida é também duplamente revolucionária.

Suadamos as companheiras que lutam contra o patriarcado, e se atrevem a alçar a voz numa sociedade machista.

Chamamos a enfocar esta coragem até encarnar uma linha proletária em luta contra a linha pequeno-burguesa na direção de numerosas organizações atualmente, que leva alguns a atuar depreciando o papel revolucionário das mulheres e assediando, como um verdadeiro patrão, as suas companheiras.

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