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Já começou a corrida de 1 bilhão de reais

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Serra_e_Dilma_protagonizam_a_corrida_de_1_Bilho Está  nas ruas novamente, e da maneira exaustiva que lhe caracteriza, um novo cenário da velha farsa eleitoral. Momento por excelência – e único- em que todas as siglas do partido único da reação despejam sua contrapropaganda odiosa (e, diga-se de passagem, cada vez mais despolitizada) sobre o nosso povo e vendem como em um comercial de refrigerantes a imagem da existência de uma suposta “democracia” em nosso País.

Basta comparar o Brasil feliz e harmonioso pintado na televisão com as filas nos hospitais públicos, o aumento comprovado da população de rua nas principais capitais, sobretudo Rio e São Paulo, ou a imagem de um Nordeste dilacerado, dizem, pelas chuvas, mas na realidade pelas seculares oligarquias latifundiárias concentradoras de terras e de homens, para ver e compreender a falsidade e até cinismo daquelas pinturas.

E o contraste entre o que se vende e o que se vive é tão violento, que o momento máximo da contrapropaganda da reação pode se transformar, e efetivamente se transforma, em importante momento de desvendar a verdadeira face desse capitalismo burocrático erigido em nosso país, calcado na base interna do latifúndio semifeudal e do capital monopolista burocrático e comprador, atrelado e até certo ponto fundido com a base externa do imperialismo rapace.

Na verdade, todo esse mundo de fantasias pintado durante o sufrágio tem basicamente uma única matéria-prima: dinheiro, muito dinheiro. Poucas coisas podem ser mais reveladoras de quem de fato manda nas candidaturas de proa ao Executivo e Legislativo, e também nas renhidas disputas de grupos de poderes no interior das classes dominantes, do que saber quem financia os diferentes candidatos e quanto custa todo esse teatro dos vampiros do povo e da nação.

 

A Corrida de R$ 1 Bi de Serra e Dilma:

O_que_gastaram_os_trs_principais_candidatos_em_vos_somente_de_abril_a_junho No dia 17/04 o jornalista Ivan Nunes, de Correio Braziliense, publicou interessante reportagem (é bastante raro encontrar alguma nos monopólios de imprensa) sob o título: “A Corrida de R$ 1 Bilhão”. Segundo o jornalista, na previsão dos respectivos coordenadores de campanha,  somente os dois considerados principais candidatos ao cargo de presidente (gerente) da semicolônia Brasil, Dilma Roussef (PT) e José Serra (PSDB) gastariam cada um, diretamente, até outubro, R$ 500 milhões. Outros R$ 500 milhões seriam gastos no repasse às candidaturas estaduais, na chamada “conformação de palanques” (um nome bonito para o coronelismo do século XXI, baseado atualmente nas chamadas “políticas públicas”, quer dizer, assistencialismo e corporativização das massas). Ou seja, somente José Serra e Dilma Roussef gastariam, juntos, quase R$ 1 bilhão, nessa que já é a eleição mais cara da história do País.

É o que diz textualmente ex-tesoureiro do PT, Paulo Ferreira: “Se você somar as candidaturas presidenciais e os apoios aos estados, dificilmente os dois partidos, juntos, gastarão menos de R$ 1 bilhão”. Se as previsões para o pleito de 2010 se confirmarem (lembrando que essa é a previsão apenas do caixa 1!) tanto PT quanto PSDB gastarão, a mais, pelo menos R$ 170 milhões de reais do que nas eleições de 2006, aonde Luis Inácio declarou gastos de R$ 168 milhões e  Alckmin de R$161 milhões, naquelas que já haviam sido as campanhas mais caras que se teve notícia no Brasil.

Mas é precioso mesmo o que revela o próprio autor da reportagem, quando coloca as coisas da maneira pragmática que caracteriza o noticiário político dos monopólios de imprensa: “Para ter alguma chance de vitória, o patamar mínimo de gastos seria de, pelo menos, R$ 100 milhões, valor almejado pelo deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE)”.

Mais_uma_ao_assassina_da_Polcia_Militar_no_Rio_de_Janeiro Ciro Gomes já saiu da briga, mas o raciocínio é bastante lógico. Como colocamos em nosso editorial do Jornal Estudantes do Povo nº 12: “Quem são os verdadeiros financiadores de campanha eleitoral no Brasil? São exatamente os empreiteiros, banqueiros, industriais monopolistas e latifundiários que sempre dominaram esse país, que se locupletam com as benesses do velho Estado e que, claro, cobram seu preço junto ao eleito. Trata-se de um jogo de cartas marcadas, aonde quem tem mais dinheiro ganha. Nas duas tentativas de reeleição à presidência da República (FHC em 1998 e Lula em 2006) os candidatos obtiveram êxito; nas eleições para prefeito em 2004 o índice de reeleitos foi de 72,7% e, no mais recente pleito para a escolha de governadores (2006) tal índice subiu à 73,7%. (Fonte: Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados). O que pode explicar esses índices senão o enorme poder econômico (através de licitações) e político (todos os tipos de tráficos de influência) que o gerenciamento do aparato estatal, em seus diferentes níveis, propicia para quem o usufrui? Há aqui alguma ilusão com a ‘participação popular’ ou com o ‘poder das urnas’, nesse processo notória e ostensivamente corrupto até à medula? Não há como fugir”.

Abaixo, algumas cifras exorbitantes, citadas na referida reportagem:

Cifras milionárias:

R$ 250 milhões  
Gastos estimados das candidaturas de Dilma Rousseff e de José Serra à Presidência  

R$ 168 milhões  
Custo da campanha de Lula à reeleição em 2006  

R$ 161 milhões  
Valor declarado por Geraldo Alckmin em 2006  

R$ 50 milhões  
Previsão de gastos para a produção do horário eleitoral  

R$ 3,5 milhões  
Custo mensal do aluguel de um jato particular para campanha


O Poder das massas só nasce da Revolução:

O que deve merecer atenção é comparar tais cifras exorbitantes, quase inimagináveis, com a realidade vivida pelo nosso povo em habitações precárias, sem acesso à direitos elementares como emprego, saúde e educação. Comparar tais cifras bilionárias com o salário mínimo de f Situao_do_povo_de_Unio_dos_Palmares_em_Alagoas_aps_as_chuvas_de_junho ome pago ao nosso povo, ou com os miseráveis R$ 90, 00 da Bolsa Esmola apresentada pelo gerenciamento petista como a “redenção” do país. Comparais e vejais que chamar a isso “democracia” é realmente passar os limites do cinismo!

Mais do que nunca devemos dizer em alto e bom som que, nesse velho Estado reacionário, o povo não possui poder e, a rigor, o único direito que lhe pertence é o de ser explorado. Basta olhar a ação da policia e das forças armadas, tanto na história como atualmente, ao menor sinal de rebelião do nosso povo para ver que são eles a medula mesma do sistema de poder das classes dominantes e que não será com belos discursos que essa maldita ordem vigente será derrocada.

O que são essas “benfeitorias” pintadas nas (contra) propagandas eleitorais, ainda que as aceitássemos como verdadeiras, diante do que as massas de operários e camponeses fizeram nos países aonde detinham o poder na ditadura do proletariado, ou quando o detenham num futuro próximo em nosso país? Devemos dizer, não são nada! Os trabalhadores de nosso País, mulheres, homens, jovens, têm direito a muito mais do que lhes é enganosamente oferecido, têm direito a tudo! Para isso é necessário tomar parte ativa na Revolução de Nova Democracia de que tanto necessita nossa nação, que já está em curso como Revolução Agrária, e daí marchar diretamente ao Socialismo e ao Comunismo. Devemos reafirmar uma vez mais e sempre, com o camarada Lênin, que Afora o Poder tudo é Ilusão!

 

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