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Coletivo Bagaço promove festa popular em comemoração ao boicote às eleições

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Esse ano mais 36 milhões de brasileiros não apareceram ou votaram em branco ou nulo no segundo turno das eleições. Isso é motivo de comemoração para todas as pessoas e movimentos que participaram de comitês pelo boicote à farsa eleitoral e apontam o caminho revolucionário como necessidade para uma real transformação em nosso país. Por isso, no último dia 15 de dezembro, o coletivo Bagaço organizou na cidade de Igarassu (Pernambuco), uma festa reunindo vários jovens da comunidade. Teve de tudo: comidas típicas, oficina de cavalo-marinho, apresentação musical, sarau de poesias, roda de capoeira e sessões de vídeos e imagens das ações realizadas durante a campanha.

A festa iniciou por volta das 16 horas coma exibição de vídeos e imagens das várias atividades do coletivo Bagaço, que incluem nesse período principalmente ações ligadas a luta pela punição aos torturadores dor regime militar e a campanha pelo boicote às eleições. A primeira imagem trouxe um texto define logo a intenção do coletivo: “No mundo onde existe um sistema que explora, que espreme o povo e isso é feito até a última gota, até o “bagaço”, só resta ao povo duas alternativas: ou lamentar seu esbagaçamento ou transformar esse em uma fonte de fibra e energia para a modificação das condições reais de sua existência”

 

Em seguida professor de dança popular da comunidade, Joel, contagiou todos iniciando uma oficina de um ritmo muito popular do nordeste, o cavalo marinho. Logo após o “boi cote” entrou em cena junto com as outras figuras do cavalo marinho, dançando ao som da rabeca pernambucana. Na apresentação musical, alguns companheiros tocaram músicas populares e outras compostas por eles próprios, como uma em homenagem a Helenira Rezende feita pelo companheiro do MEPR e da Banda Palafita que diz: “Guerrilheira não tem nome, não existe pausa, o choque que me consome, sucumbe no fronte diante o peso da minha causa... Calar a minha voz? Como? Se é por Gregório, Zé Maria e Grabois (...) Os olhos vazados, a língua cortada, mas diga aos companheiros que eu não abri nada”. No sarau de poesia, várias foram recitadas, entre elas cordéis e pensamentos também foram declamados e compartilhados.

 

   

 

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