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A farsa eleitoral e o desespero da UJS

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Às vésperas do segundo turno do mais recente episódio da farsa eleitoral no Brasil, instrumento para iludir os mais distraídos como se vivêssemos num Estado Democrático de Direito, a revista Veja, bastião ideológico dos setores mais abertamente fascistas das classes dominantes no nosso país, lançou uma edição bem à sua cara: estampando os rostos de seus adversários políticos, no caso a gerentona Rousseff e seu guru Luis Inácio, e afirmando terem conhecimento de “supostas irregularidades” na Petrobras.

 

Ora, é fato que culpados são, pois aqueles que não são protagonistas são, no mínimo, coniventes (por mais que queiram passar por inocentes!) com toda esta podridão que move as engrenagens do Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo que é o brasileiro. Porém, se tratando do auge da mais baixa, ignóbil e despolitizada disputa entre as frações do Partido Único pela gerência do velho Estado que já se viu, a resposta ao ataque foi igualmente ridícula.

 

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A revolta da UJS quando Dilma é atacada. 

 

A vingança dos oportunistas que hoje gerenciam a repressão e a opressão do povo brasileiro veio de forma quase cômica: militantes da UJS – União da Juventude “Socialista” atacaram a sede da Abril, editora responsável pela revista Veja, com faixas, cartazes, jogaram lixo no chão, rasgaram revistas e, pasmem, até pixações!

 

Exatamente. O mesmo bando governista que classificou a justa rebelião popular de Junho/Julho de 2013 como sendo “de direita” e que fez coro junto com o Estado fascista e com o monopólio de imprensa criminalizando a juventude combatente taxando-a de “vândalos Black Blocks”. Esse mesmo bando sai agora, quase como uma criança pirracenta, em defesa justamente da gerente de turno que comandou a mais brutal repressão a essas manifestações, e que segue reprimindo e perseguindo de forma ainda mais fascista a luta pela terra dos camponeses pobres, assim como a juventude combatente que seguiu com as lutas após as jornadas de junho. Não causa espanto que esse mesmo grupelho tenha sido expulso das manifestações de massa no ano passado, com bandeiras e faixas e tudo!

 

O recado da UJS foi dado: “Não mexam com a minha mamãe!”. Afinal, estando há anos encastelados na direção de Une, que foi promovida à sub-secretaria do MEC e instrumento de propaganda do TSE e da FIFA com a ascensão do oportunismo de PT/Pêcêdobê à gerência do fascismo no Brasil, não poderiam deixar de defender os interesses representados por estes e que lhe são próprios: manter o estado de subjugação nacional em que o Brasil se encontra, com um quadro cada vez mais grave de sucateamento das escolas públicas, cada vez menos democráticas, enquanto o povo é submetido a um arrocho cada vez mais intenso e à subseqüente repressão.

 

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Oportunistas de Une e Ubes zombam dos estudantes posando ao lado de Sarney. 

 

A atitude desesperada dos reformistas tem motivo de ser: as massas oprimidas no nosso país cada vez mais tem optado pelo caminho da luta e não o da conciliação. A vitória da fração encabeçada por Rousseff é mais um passo dado na direção do completo desmascaramento do oportunismo, pois esta não será capaz de atender as demandas populares e continuar servindo aos interesses cada vez mais gananciosos do imperialismo, e, claro, como sempre opta por servir ao seu amo ao invés de seu povo. As grandes lutas que virão, desencadeadas pelo aprofundamento da crise geral do imperialismo, passarão a toda velocidade por cima de grupos oportunistas da laia destes, como se deu no ano passado, e só restará a eles a lata de lixo da história.

 

Abaixo a Une, governista, oficial, pelega e reformista!

Viva a juventude combatente!

Rebelar-se é justo!

 

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