gototopgototop

BOLÍVIA: Condenamos ao brutal ataque do MAS de Evo Morales e da burocracia universitária da UMSS contra o movimento estudantil cochabambino

Avaliação do Usuário: / 0
PiorMelhor 

Com informações de https://analisisopinion.wordpress.com

sectores sociales de cochabamba marchan en repudio por la intervencin delincuencial de la universidad por parte de elementos lumpenes del mas

Na madrugada do dia 30 de julho um grupo de delinquentes encapuzados, armados com paus, fogos de artifício e dinamite, seguindo ordens da burocracia universitária e do governo oportunista de Evo Morales (MAS), invadiu a Universidad Mayor de San Simon (UMSS) de Cochabamba. O grupo de meliantes masistas saqueou e queimou a sede da Federação Universitária Local (FUL) e da Rádio Universitária.

Este ataque fascista ao movimento estudantil cochabambino, comandado diretamente pelo governo masista e operado pela burocracia universitária da UMSS com a cooperação do movimento estudantil e sindical governista corporativizado, tem como objetivo coibir a livre organização estudantil na Universidad Mayor de San Simon.


Há cerca de dois meses o movimento estudantil da universidade luta contra uma medida imposta pela burocracia universitária controlada pelo governo masista, que institui a titularização de docentes por decreto, sem nenhum tipo de classificação. Medida antidemocrática que representa um claro desrespeito à autonomia universitária e ao próprio regulamento interno da universidade.

Os estudantes da UMSS denunciam ser comum grupos de poder quase sempre ligados aos gerenciamentos de turno, “aprovarem” resoluções como esta, a despeito da democracia e autonomia universitárias e tendo em vista tão somente os seus interesses privados, agindo como verdadeiros coronéis ao imporem pelo dinheiro, pelo controle dos aparatos burocráticos do velho Estado e pela força os seus escusos designíos.

Afirmam ainda que este processo aprofundou-se com o governo do MAS. No caso da UMSS, o antigo reitor Lucio Gonzáles concorreu à prefeitura da cidade de Cochabamba pelo partido de Evo Morales, deixando seu cargo a seu amigo Waldo Jiménez, outro individuo ligado ao regime do caudilho cocalero. "As gestões destes reitores se resumem na violação da autonomia universitária, porque sempre buscaram a intervenção dos agentes repressores do Estado, da policia, na resolução dos conflitos universitários. O movimento universitário tem buscado apoio junto ao povo e diferentes setores sociais, enquanto o reitor Waldo Jiménez apela aos organismos repressores do Estado, aos fiscais e à polícia".

Desde as primeiras mobilizações estudantis na UMSS, as juventudes masistas, alinhadas e acobertadas pela burocracia universitária e sindical masistas, unem-se à polícia e demais forças repressivas do velho Estado boliviano em sucessivas investidas contra o movimento estudantil. Nas primeiras manifestações, o próprio monopólio da imprensa veiculou as imagens de um individuo agredindo a um estudante universitário, tal agressor não era membro da universidade, mas sim um dos inúmeros "bate-paus" contratados por setores vinculados ao MAS de Evo Morales.

Da mesma forma que nos tempos de Gonzalo Sánchez de Lozada (presidente da Bolívia entre 1993-1997 e 2002-2003), quando grupos delinquentes eram cooptados para assaltar a UMSA ou invadir a UPEA, hoje esta prática é usada pelo MAS contra a luta estudantil na UMSS. A cumplicidade das autoridades antiuniversitárias (Waldo Jiménez y Juan Ríos dirigente dos docentes) e do governo de turno pode-se ver na atuação dos militantes do MAS. As frentes estudantis masistas arremetem constantemente contra a luta universitária, há poucos dias, tais grupos tentaram, em pleno dia, invadir a UMSS armados com cassetetes iguais aos usados pela segurança universitária, gás lacrimogênio como o usado pela polícia, escudos artesanais de metal, dinamites e fogos de artifício. A utilização de equipamentos e artefatos de uso exclusivo da polícia evidencia a participação direta do governo no ataque delinquente à universidade, o que fica ainda mais claro pela liberação imediata dos meliantes envolvidos no sórdido ataque à UMSS.

O dirigente das Juventudes do Trópico (de Cochabamba), Mario Peñasco, em seu afã de se eximir das responsabilidades pela intervenção delinquente na madrugada do último dia 30 de julho acusou a Adhemar Valda (Deputado suplente do MAS) e a Waldo Jiménez (reitor da UMSS) de armarem estes grupos de choque e de financiar a compra da dinamite com 1.000 bolivianos (moeda do país). Por meio de fontes muito confiáveis sabe-se ainda que o dirigente da Central Obrera Boliviana (COB), Max Mendoza, saído da UMSS, mantêm uma permanente política contra o movimento universitário, bloqueando constantemente a solidariedade de outras universidades por meio de sua intervenção junto a Federações Universitárias Locais (FUL`s) controladas por forças políticas governistas masistas.   

A polícia tem liberado aos delinquentes que assaltaram e queimaram a Universidade, apesar de haverem encontrado grande quantidade de armamento e inclusive drogas (maconha e cocaína) com os mesmos. Esta polícia que inocenta aos bandidos juvenis masistas é a mesma que é responsável pelos graves ferimentos sofridos pelo estudante de Agronomia e dirigente estudantil Jhon Copagua, atingido diretamente em sua cabeça ao ser alvejado na cabeça por uma bomba de gás disparada por policiais que protegiam os delinquentes que haviam ocupado a FUL da UMSS.

Estes fatos deixam evidente o caráter reacionário e demagógico do governo do MAS de Morales que joga massas contra massas, arregimentando elementos atrasados do proletariado e ao lumpesinato como parte de sua política repressiva fascista contra o movimento popular de uma forma geral e o movimento estudantil universitário, em particular.

Condenamos a brutal repressão contra o movimento estudantil cochabambino e conclamamos a todo o povo e ao movimento estudantil brasileiro a se solidarizarem com a sua justa luta em defesa da universidade pública, por democracia e autonomia universitárias!

 

Abaixo o gerenciamento fascista de Evo Morales/MAS!

Viva a juventude combatente da Bolívia e de toda a América Latina!

 

Movimento Estudantil Popular Revolucionário - Brasil - Agosto de 2015

 

Celebrações

Teses

Facebook

Jornal A Nova Democracia

FERP (Chile)