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Liberdade para os imigrantes turcos, membros da ATIK, presos políticos na Europa!

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atik rj

Desde o dia 15 de maio, 12 lideranças da Confederação dos Trabalhadores Turos na Europa (ATIK) estão presos. 7 importantes e destacados lutadores do povo turco foram presos na Alemanha, 1 na França, 3 na Grécia e 1 na Suíça.

Entre os presos políticos estão Müslüm Elma, veterano revolucionário preso político do velho Estado turco durante 22 anos. Erhan Akturk, asilado político na Alemanha desde o início da década de 1990. Haydar Bern, com mais de 65 anos de idade é aposentado e vive na Alemanha há aproximadamente 40 anos. Mehmet Yesilçalı, veterano revolucionário, foi preso político do velho Estado turco durante mais de 15 anos. Sami Solmaz, foi preso em fevereiro de 1994 e sofreu severas torturas, sendo que sua saúde deteriorou-se fortemente devido à greve de fome da qual tomou parte no ano de 2000 durante a transição para as famigeradas "prisões do tipo F".

Esta onda de prisões políticas é resultado de uma odiosa campanha contra a livre organização dos trabalhadores imigrantes turcos encabeçada pelo Ministério da Justiça da Alemanha, violando todas as leis européias e internacionais.

Para atacar a ATIK  o Estado imperialista alemão usa da famigerada Lei "Antiterror" de 2001, em mais uma tentativa de justificar seus escusos e inconfessáveis objetivos. A ATIK é uma organização registrada legalmente nos diversos países onda atua e  está sendo perseguida por sempre deixar claro os seus posicionamentos políticos anti-imperialistas e antifascistas.

Este Estado reacionário alemão que acusa a ATIK de "terrorismo" é o mesmo que, incessantemente, desde o inicio do século passado, promove o terror contra os povos e nações oprimidos da África e do Oriente Médio, alvos de suas insaciáveis guerras de rapina. E este gerenciamento de turno de Angela Merkel  que hipocritamente fala em "democracia" e "direitos humanos" é, junto às demais potências imperialistas da Europa,  responsável pela verdadeira tragédia que ceifa a vida de milhares de emigrantes do Leste Europeu, África e Oriente Médio diuturnamente levados à morte ou assassinados pelas forças repressivas do "velho continente", com a complacência da ONU/OTAN e suas hipócritas "ações humanitárias".

Afundados em uma grave e profunda crise econômica e política, os governos dos países imperialistas na Europa, representantes dos interesses rapaces dos banqueiros e dos monopólios, enxergam em organizações classistas e combativas como a ATIK uma séria ameaça aos seus sinistros planos em aumentar ainda mais a exploração e opressão  contra os trabalhadores imigrantes, perseguidos e reprimidos em todo o continente europeu e que têm na ATIK uma importante referência de organização e  resistência.

 Enquanto isso, o velho Estado reacionário turco, que tem suas mãos eternamente manchadas com o sangue dos heroicos povos curdo e armênio, tenta em vão tirar proveito da complexa e aguda situação de conflitos em sua região fronteiriça com a Síria para  frear o crescente descontentamento e protesto popular no país, reprimindo violentamente, sob o pretexto de combater o ISIS (Estado Islâmico), não apenas a tenaz e invencível luta de libertação da nação curda, mas todas as forças progressistas e o movimento popular e juvenil que ganharam grande impulso no país desde as grandes batalhas na Praça Taksim em 2013.

Escalada fascista do velho Estado turco que ficou ainda mais evidente com o criminoso atentado promovido pelo velho Estado turco  na cidade de Suruç, fronteira com a Síria,  contra uma brigada de cerca de 300 ativistas da Federação de Associações de Jovens Socialistas, que se preparava para partir em missão internacionalista de solidariedade para Kobane — cantão da Síria reclamado pelo povo curdo como parte de seu território pátrio recentemente destruído por bombardeios do ISIS - resultando na morte de 31 jovens e em mais de 100 gravemente feridos.

Ataque este usado pelo regime fascista turco gerenciado por Erdogan como justificativa para incrementar a presença militar ianque no seu território, inclusive com a utilização de bases aéreas turcas para bombardear a resistência árabe que, na figura do Estado Islâmico, tem infrigido duros golpes  às forças militares ianques . Motivo pelo qual o monopólio da imprensa internacional tenta fazer crer que o responsável por este covarde e criminoso ataque não tenha sido o próprio velho Estado turco em suas maquinações com a CIA, mas sim o Estado Islâmico,  promovido a principal alvo da farsante “guerra ao terror” das hienas ianques.

Como parte das incontáveis vozes e punhos que se levantam por todo o mundo em solidariedade a justa luta do povo e da juventude combatente turca, curda e dos trabalhadores imigrantes na Europa, condenamos as arbitrárias e ilegais perseguições à ATIK! A Atik não está sozinha! Liberdade imediata para todos os presos políticos!

 

Atik is not Alone!

Rebelar-se é justo!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário - Brasil - agosto de 2015.

 

 

 

 

 

 

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