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MEXICO: prossegue a luta dos pais e companheiros dos estudantes desaparecidos pela polícia em Iguala

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O crime de Estado perpetrado contra os normalistas de Ayotzinapa, na noite do dia 26 e na madrugada do dia 27 de setembro de 2014, em Iguala, Guerrerro, traz a tona a impunidade e a verdadeira ofensiva do gerenciamento de Enrique Peña Nieto contra o movimento popular no país. Este revoltante crime do velho Estado mexicano, que está prestes a completar 1 ano, levantou um forte movimento de solidariedade e cobra o fortalecimento do movimento democrático, popular e revolucionário em defesa dos direitos e liberdades democráticas no México e em toda a América Latina.

Reproduzimos, abaixo, bandeiras de luta e revindicações contidas no comunicado divulgado pelo Comité de Padres y madres de familia de los normalistas de Ayotzinapa, Asamblea Nacional Popular / Convención Nacional Popular, disponível em: http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/2015/09/mexico-contrainforme-de-padres-de.html

"1.- Presentación con vida de los 43 estudiantes y de todos los detenidos-desaparecidos del país.

2.- Castigo a los culpables y justicia para los agraviados.

3.- Libertad a todos los presos y procesados políticos del país.

4.- Fuera Peña Nieto y toda la estructura del Estado, y por un gobierno obrero, campesino, indígena y popular.

5.- Abrogación de las reformas estructurales.

6.- Por la justicia y los derechos humanos, contra los crímenes de Estado:desaparición forzada, tortura y ejecución extra judicial.

7.- Cumplimiento de las recomendaciones del relator de la ONU sobre el tema de la tortura y del grupo de trabajo de la CIDH sobre el tema de las desapariciones forzadas.

8.- Por la soberanía nacional y la autonomía política, económica y social y por la defensa del territorio, el agua y todos los recursos naturales.

9.- La Convención Nacional Popular hace suyas las demandas legítimas del pueblo y abraza todas sus luchas reivindicativas hacia la unidad del Movimiento"

 

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O gerente do velho Estado fascista mexicano, Enrique Peña Nieto, têm se esmerado em aplicar, em todas as esferas, as políticas ditadas pelos instrumentos do imperialismo, principalmente ianque, como o FMI e o Banco Mundial, aprofundado o caráter semicolonial da economia, política e cultura do país, dando sobrevida a um capitalismo burocrático apodrecido e estruturalmente corrupto que sustenta-se na existência do latifúndio e nas subjacentes relações semifeudais de exploração impostas aos camponeses e povos indígenas.

O aprofundamento da dominação imperialista sobre o México se dá de forma semelhante ao que ocorre no Brasil e em toda a América Latina, onde, por meio de um regime demo-liberal farsante, impõe-se uma série de contrarreformas que impulsionam o saqueio dos recursos minerais e naturais, cortes de direitos trabalhistas, previdenciários e sociais fundamentais e a privatização de serviços essenciais para as massas populares da cidade e do campo. Tudo isso, num contexto de sucessivos cortes de verbas, aumento dos impostos, da delinquência e de todas as mazelas geradas e associadas ao agravamento da crise do capitalismo burocrático no país, como parte e potenciada pela crise de todo o sistema imperialista mundial.

Para impor tais contrarreformas, as lutas e as mobilizações populares são duramente reprimidas pelo velho Estado mexicano (umbilicalmente ligado aos quartéis do narcotráfico no país) e, neste sentido, o revoltante assassinato e desaparecimento forçado dos estudantes de Ayotzinapa é mais um capítulo (talvez um dos mais graves e dramáticos das últimas décadas em todo o México) da sistemática repressão perpetrada pelo Estado fascista mexicano contra os trabalhadores e a juventude combatente, como comprovam a cotidiana repressão ao movimento camponês e popular nas regiões de Chiapas, Guerrero, Michoacán, Oaxaca e Puebla. Também de forma semelhante ao que ocorre em nosso país, o suposto combate ao narcotráfico é usado como pretexto para a militarização sem precedente de toda a sociedade e a criminalização da pobreza.

Ainda que este fato não seja assumido publicamente pelas ditas "autoridades", o protesto popular e a dissidência política estão, na prática, proibidos no México, uma vez que as perseguições, prisões políticas e os assassinato seletivo de lideranças sociais, particularmente no campo, são uma verdadeira política de Estado. Como no caso dos 22 jovens executados pelo exército mexicano em Tlatlaya (2014) ou na prisão de 10 integrantes da Coordenação Regional de Autoridades Comunitárias de Guerrero, presos deste agosto de 2013 por meio de um processo clara e completamente político e ilegal.

Abaixo o velho Estado fascista mexicano,  Peña Nieto e seu gerenciamento anti-povo e vende pátria!

Viva a juventude combatente de Iguala!

Liberdade para todos os presos políticos!

Punição imediata para todos os envolvidos nos assassinatos e na cruenta repressão ao movimento estudantil em Iguala!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário - MEPR - Brasil - setembro de 2015.  

 

 

 

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