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31 anos do Dia da Heroicidade: Dia Internacional dos Presos Revolucionários

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Reproduzido de AND

O 19 de junho, Dia da Heroicidade, é anualmente celebrado pelo Partido Comunista do Peru (PCP) e por diversas organizações e partidos revolucionários do mundo, sendo tomado por estes como Dia Internacional dos Presos Revolucionários.

19junho

 

A origem da data remete ao ocorrido há 31 anos, em 1986, quando o gerenciamento do velho Estado peruano encabeçado por Alan García ordenava um dos mais abjetos crimes de guerra já ocorridos contra prisioneiros políticos no mundo

No 19 de junho de 1986, incapaz de impedir a resistência dos prisioneiros políticos do PCP, que converteram as prisões em Luminosas Trincheiras de Combate, o criminoso gerenciamento de García mobilizou exército, marinha, força aérea e polícia para consumar um dos mais infames genocídios da história da América Latina, ocasião que executaram o sinistro plano de eliminar os dirigentes e militantes presos nos presídios de Lurigancho, Callao e na Ilha do Frontón.

Os prisioneiros protagonizaram uma das mais heroicas resistências da história recente da América Latina, combatendo com armas precárias e improvisadas os esbirros das forças armadas reacionárias peruanas. Resistiram ao covarde bombardeio e aos fuzis da reação com altivez. Muitos tombaram em combate entoando a plenos pulmões o hino do proletariado, A Internacional. Outros, gravemente feridos e sem mais condições de se defender, foram fria e covardemente executados.

Luminosas Trincheiras de Combate

Os presos políticos e prisioneiros de guerra, acatando e aplicando a política designada pelo PCP, converteram os campos de concentração, destinados a exterminar moral e fisicamente os revolucionários peruanos, em Luminosas Trincheiras de Combate, onde, com apoio do PCP através dos organismos correspondentes, produziam e dispunham de tudo que necessitavam para viver de modo relativamente autossuficiente, como alimentos e medicamentos, derrotando o sanguinário sonho da reação de convertê-los em monte de cadáveres.

Quando o velho Estado não teve outra forma e partiu à ofensiva militar nos presídios, os prisioneiros revolucionários, sob direção e aplicando a decisão política do PCP, empreenderam vitoriosa resistência.

Conforme assinalou a Declaração conjunta por ocasião do 30º Aniversário do Dia da Heroicidade (2016), assinada por vários partidos maoístas do mundo: “A rebelião dos prisioneiros de guerra e presos políticos não foi um ato de desespero, senão uma ação decidida e planificada pelo PCP, através dos aparatos correspondentes. Foi uma ação militar com claros objetivos políticos, que se dirigia contra a transferência de prisioneiros aos, então, novos campos de concentração que foram erigidos no afã de esmagar a resistência dos prisioneiros de guerra, que não era outra coisa que parte do plano de genocídio em marcha. A rebelião desmascarou ante todo o mundo o verdadeiro caráter genocida do velho Estado peruano”.

O Presidente Gonzalo, chefatura do PCP e da Revolução peruana e o mais importante prisioneiro de guerra do mundo hoje, em junho de 1987 (na ocasião do genocídio e da heroica resistência) afirmou:

“A rebelião dos prisioneiros de guerra, custando a própria vida, conquistou para o Partido e à revolução um grandioso triunfo moral, político e militar, servindo ainda mais notavelmente ao êxito de arrematar o grande salto com chave de ouro [...]”. “[...] os prisioneiros de guerra, como personagens da história, seguem ganhando batalhas além da morte, pois vivem e combatem em nós, conquistando novas vitórias; sentimos palpitante e luminosa sua robusta e inapagável presença, ensinando-nos hoje, amanhã e sempre a dar a vida pelo Partido e à revolução”.


‘Um dos primeiros’

A força dos militantes do Partido realmente sustenta-se na formação ideológica e política; sustenta-se em que os militantes abraçaram a ideologia do proletariado e sua especificação, o marxismo-leninismo-maoismo pensamento gonzalo, o programa e a linha política geral com seu centro, a linha militar. A partir disso desenvolve-se a força da militância. […] Os fatos mostram o grau de heroísmo revolucionário de que são capazes de chegar os militantes, assim como outros filhos do povo.
Presidente Gonzalo, entrevista do século (El Diario, 1988)

Um dos primeiros exemplos de heroísmo revolucionário foi narrado por um prisioneiro de guerra e militante do PCP em anonimato, em um manuscrito intitulado Um dos primeiros. Rosana Bond, jornalista brasileira e membra licenciada do conselho editorial de AND, o recebeu das mãos do guerrilheiro em uma Luminosa Trincheira de Combate, nos anos de 1980, em ocasião registrada em seu livro Peru: do império Inca ao Império da Cocaína.

No manuscrito, o combatente do EGP narra a experiência de sua primeira ação armada, em 1981.

“Os corações batem mais aceleradamente, fala-se pouco, a saliva flui rápido, mais do que o normal. […] Na memória fluem recordações de ações anteriores. Todos estamos convencidos da justa causa que nos move à ação. […] Ante a nós estava uma prova de coragem e a cumpriríamos”, relata o momento de sua primeira ação.

Na retirada, o grupo guerrilheiro em que estava o combatente é identificado por camponeses que serviam aos planos da polícia. Golpeado por um bando e tentando afastar-se, o combatente recorda: “Estava em plena batalha quase sozinho contra estas bestas. Era a ideologia e política do Partido que me fazia forte”.

Descrevendo a postura honrosa de um combatente detido, rememora: “No posto policial vieram golpes piores […] À guerra vamos dispostos a tudo, também à derrota e ao revés que são outras caras que a vida adquire. O compromisso de guardar a ‘regra de ouro’ lateja no pensamento e está encarnado no coração ardente”. “Na medida que se aproximam de mim, minha coragem se agiganta”. “Jogam-me num quarto. Caio, desmaio. Ganhei a batalha”. “Em seguida vejo que se abre a porta. Trazem Henrique — seu camarada — e o jogam também. Ao nos olharmos, ainda temos forças para sorrir sem que notem os cães fardados”.

Ao fim, o combatente afirma: “O Partido aproveita as lições. Como teria avançado nossa Luta Armada sem estes fatos? O sangue derramado, as torturas e a prisão não são senão provas pelas quais passamos nós, combatentes. A cota é modesta para tão altas conquistas alcançadas […] Quem não quer a cota da guerra, não quer a guerra”.

 

 

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