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Divulgado poema do professor Saibaba escrito na prisão de Nagpur (Índia)

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Retirado e traduzido de Dazibaorojo08.blogspot.com

saibaba

Mãe, não chores por mim

Quando venha me ver, 
mãe, não chores por mim.
Não pude ver bem seu rosto
pela janela de fibra de vidro.
Se você olhasse meu corpo aleijado
Chore, mãe, não por minha ausência em casa;
Quando eu morava em casa
Eu tive muitos amigos
pelo mundo,
mas preso nesta prisão,
Anaa Cell
Ganhei muitos outros amigos
em todo o planeta;

Mãe, desespere-se,
mas não por causa da minha saúde debilitada;
quando na minha infância
você não podia pagar por um copo de leite
você me alimentou com suas palavras
com força e coragem.

Neste momento de dor e sofrimento
Eu ainda colho das forças com que
você me alimentou
Mãe, não perca a sua esperança;
Percebi que a prisão não é a morte,
mas meu renascimento,
e irei para casa,
no seu colo que me alimentou,
com esperança e coragem.

Mãe, não temas pela minha liberdade;
diga ao mundo
que minha liberdade perdida
É a liberdade conquistada para as massas.
Como todos aqueles que estão do meu lado
faça da sua causa a miserável da terra
em que minha liberdade é sustentada.

"Escrito depois que você veio me ver através da janela da sala de visita da prisão em 14 de novembro de 2017. Espero que alguém a traduzisse por você. Mãe, me perdoe por escrever isso em uma língua estrangeira que você não entende. Que posso fazer? Não consigo escrever no doce idioma que você me ensinou na minha infância em seu colo. Seu filho com amor"

G.N. Saibaba
Anda cell, Prisão Central de Nagpur
Dezembro, 2017.

 



Sobre a prisão do professor GN Saibaba, o jornal A Nova Democracia publicou na sua edição nº  185:

"Uma reportagem da agência indiana IANS informou neste 8 de março que o professor G.N. Saibaba – prestigioso intelectual revolucionário e democrata consequente – e mais quatro pessoas, dentre eles um estudante membro da União Democrática de Estudantes e um jornalista, foram condenados à prisão perpétua pelo Tribunal de Sessões de Gadchiroli (Maharashtra).

O professor G.N. Saibaba, 47 anos, possui paralisia em 90% do corpo e não pode se locomover sem cadeira de rodas. Ademais, vem sofrendo com problemas de saúde agravados pelas duas vezes que ficou encarcerado, a primeira entre maio de 2014 e junho de 2015, e a segunda entre dezembro de 2015 a abril de 2016. Saibaba chegou a ser internado em fevereiro último no Hospital Rockland, em Delhi, onde foi constatada uma pancreatite aguda que necessitará operação nos próximos meses.

Esta criminosa sentença é um ataque frontal às liberdades democráticas tão caras ao professor Saibaba, que critica duramente a escalada fascista e reacionarização do velho Estado indiano, seus crimes contra o povo, os revolucionários e os democratas.

Tal como afirmamos em AND nº 174, toda a perseguição sobre G.N. Saibaba é a prova de que o velho Estado indiano, de tão podre, reprime ferozmente até mesmo os democratas, e que sua desculpa de “combater os maoístas” significa, na verdade, combater todo e qualquer vestígio de direitos democráticos para manter a Índia afundada na semicolonialidade e semifeudalidade."

 

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