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Sáb, 27 de Fevereiro de 2010
Ciência
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Nós do MEPR publicamos recentemente em nossa página matéria de denúncia sobre a capitulação em relação à luta pela terra propugnada pelo principal dirigente e figura pública do MST, João Pedro Stédile, em entrevista concedida em janeiro último ao jornal Zero Hora.
Publicamos agora texto do geógrafo Ariovaldo Umbelino, questionando o Censo Agropecuário de 2006, divulgado recentemente. O texto mostra como os técnicos do IBGE não recuam ante artifício algum para maquiar a realidade e ocultar a questão da concentração da terra. Importante também é a denúncia da enorme quantidade de terras griladas no nosso país, terras devolutas pertencentes à União e apropriadas pelo latifúndio (um terço do território nacional!). Isso mostra que quem secularmente invade terras no Brasil não são os camponeses, mas sim os bandidos latifundiários. Importante também é a defesa do conceito de campesinato, varrido dos estudos oficiais e, importante dizer, varrido do discurso dos chamados “movimentos sociais” dentre eles o MST, e a substituição desse conceito científico e associado à luta pela radical transformação social por um esquálido “agricultores familiares” ou “trabalhadores rurais”. Ora, basta perguntar: o que prevalece no campo do nosso país são proletários rurais, reivindicando melhores condições de trabalho, ou um numeroso campesinato reivindicando a posse da terra?
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Ter, 16 de Fevereiro de 2010
Ciência
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É com muito interesse que publicamos texto do ano de 1936 da grande revolucionária, camarada-de-armas de Lênin, Nadezhda Konstantinova Krupskaya (1869-1939).
Revolucionária, pedagoga, após o triunfo da revolução socialista de 1917 foi coordenadora do Glavpolitprosvet (o Comitê Principal para Educação Política) e delegada coordenadora no Comissariado para a Instrução Pública, militante bolchevique e membro do Comitê Central do Partido Comunista da Rússia (b) (1927-1939), esposa e camarada de Vladimir Ilich Lênin.
O texto remete exatamente ao ano em que em todo o mundo rufavam os tambores da Segunda Guerra Mundial, resultado da aguda crise geral do sistema capitalista a nível mundial e da necessidade dos grupos mais vorazes do capital financeiro empreenderem nova partilha do mundo. E, uma vez que em um sexto do planeta, no território da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, não apenas não havia crise econômica como se edificava uma nova sociedade, uma cultura e uma vida revolucionárias e progressistas, um novo Homem mesmo, atacar a Pátria do Socialismo, exemplo de uma vida nova para todas as massas exploradas e oprimidas em todo o mundo, era questão crucial. Varrer a União Soviética, o sistema socialista, tal era o sonho dos senhores da guerra em todo o mundo.
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Seg, 08 de Fevereiro de 2010
Ciência
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É com muita honra que temos a oportunidade de publicar em nosso site o texto de autoria de Pankratova, intitulado “Lênin como Propagandista”. A ação tenaz e abnegada de um chefe revolucionário proletário, no trabalho paciente e “invisível” de difundir com firmeza a doutrina do proletariado entre as massas oprimidas da Rússia, tal ação é para nós revolucionários das novas gerações mais do que um exemplo: é um chamado ao dever!
Sim, porque nesses momentos em que o imperialismo e as classes dominantes retrógradas, em um estágio muito agudo de decomposição e fadadas a perecer, recorrem a um cada vez mais sofisticado bombardeio de contra-informação e veneno ideológico-midiático contra as massas, recorrem a milionárias técnicas difusoras de subjugação e pessimismo, ceticismo e obscurantismo, que ganham proporções de verdadeira guerra psicológica mundial, nesse momento em que as chamadas “tecnologias de informação e comunicação” são parte substancial da ação contra-insurgente do imperialismo, precisamente neste momento faz-se necessário como nunca o trabalho cotidiano e “formiguinha” dos revolucionários, pondo a nu em toda a sua mediocridade tal “superstição informatizada” e conclamando as massas a romper com todo torpor e resistir com firmeza.
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Qua, 16 de Dezembro de 2009
Ciência
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Volta e meia aparecem nas universidades, como verdadeira febre, certos "modismos intelectuais", voltados a vulgarizar e tergiversar importantes figuras do pensamento revolucionário. O caso de Marx basta para comprovar o que dizemos. Lênin, em "O Estado e a Revolução" dizia brilhantemente:
"(...) em vida dos grandes revolucionários, as classes opressoras os submetem a constantes perseguições, acolhem suas doutrinas com a raiva mais selvagem, com o ódio mais furioso, com a campanha mais desenfreada de mentiras e calúnias. Depois de sua morte, se tenta converte-los em ícones inofensivos, canoniza-los, por dizer assim, rodear seus nomes com uma certa auréola de glória para ‘consolar’ e enganar as classes oprimidas, castrando o conteúdo revolucionário de sua doutrina revolucionária, melando o fio revolucionário desta, envilecendo-a".
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Ter, 01 de Dezembro de 2009
Ciência
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Publicamos abaixo uma entrevista feita a Karl Marx por suas filhas, entre os anos de 1860-1865. Um revolucionário, consciente dos seus objetivos e disposto a ir até o fim por eles, é o que transparece. Felicidade, diz Marx, “é a luta”. Talvez um Marx um pouco diferente do “acadêmico” imaginado por tantos ditos “marxistas” que, abandonando o conteúdo revolucionário do socialismo científico, em nome de atualiza-lo, o que fazem na verdade é combate-lo.
Jenny e Laura fizeram, um dia, ao pai, por brincadeira, uma série de perguntas, cujas respostas deveriam constituir uma espécie de “confissão”. Esse questionário e as respostas de Marx, redigidos em inglês, referem-se aos anos de 1860-1865:
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Qua, 25 de Novembro de 2009
Ciência
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O texto “Sobre a Autoridade” escrito por Friedrich Engels em março de 1873, ao polemizar com as tendências anarquistas “anti-autoritárias” no movimento comunista internacional à época é de grande atualidade e interesse, particularmente para aqueles que lutam pela construção de um movimento estudantil democrático e revolucionário e que enfrentam nas escolas e universidades todo o tipo de concepções pós-modernas e anti-científicas que tem como objetivo justificar as posições ideológicas individualistas de origem pequeno-burguesa, reforçadas sobremaneira pelo imperialismo.
Tais tendências têm como ideólogos autores como Hannah Arendt, Foucault e Herbert Marcuse. Segundo seus defensores, toda a autoridade representa a imposição da vontade de um pequeno grupo e, desta maneira, qualquer representatividade, seja de um movimento ou entidade significa a violência sobre os indivíduos e o aviltamento das vontades e responsabilidades individuais, sendo, portanto, incompatível com qualquer projeto de transformação social.
Em “Sobre a Autoridade” Engels destrói estas absurdas argumentações, por meio de uma linguagem simples e exemplos concretos que demonstram o fundo reacionário destas teorias que servem a perpetuação da ditadura da burguesia e do latifúndio, a serviço do imperialismo sobre o proletariado, campesinato e demais classes populares: “Já alguma vez viram uma revolução, estes senhores? Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que se possa imaginar; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra por meio das espingardas, das baionetas e dos canhões, meios autoritários como poucos; e o partido vitorioso, se não quer ser combatido em vão, deve manter o seu poder pelo medo que as suas armas inspiram aos reacionários”.
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Ter, 17 de Novembro de 2009
Ciência
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Seguindo no nosso esforço de reproduzir textos clássicos do marxismo, e que permanecem ocultados sobre mil escombros em meio a sistemática propaganda contra o comunismo, colocamos aqui o texto de 1924 do grande dirigente da União Soviética Josef V. Stalin “Trotskysmo ou Leninismo”?
Não será possível no momento entrar a fundo nas grandes questões teóricas, ideológicas e políticas envolvidas na polêmica mas só o suscitamento do debate será válido, em dias em que o marxismo “oficial” das universidades mais esconde e desinteressa a ideologia do proletariado para os estudantes.
Sabemos que não é apenas de maneira explícita que o imperialismo atua para atacar os povos em luta. Também se vale sobremaneira da ação de quinta-coluna do revisonismo, que se apoderando muitas vezes de palavras-de-ordem de “esquerda” não demora a expor a sua degenerada face de traição e renegação da luta revolucionária. Muito se difunde, falsamente, a oposição “Stalin vs Trotsky” quando na verdade o camarada Stalin, como disse várias vezes, não fez mais que sustentar e aprofundar a linha revolucionária aplicada por Lênin. Stalin, aliás, era velho camarada-de-armas de Lênin, diferentemente de Trotsky que, sendo antigo menchevique, passou-se oportunamente para o lado dos bolcheviques ás vésperas da tomada do poder.
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Ter, 10 de Novembro de 2009
Ciência
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Escrito por Friedrich Engels (1820-1895) em 1847, a princípio para ser o projeto do programa da Liga dos Comunistas, o texto “Princípios básicos do Comunismo” constitui até hoje uma magistral análise da sociedade capitalista e das condições em que se dará a destruição desta e a instauração da sociedade socialista.
Antecipando o conjunto dos fundamentos teóricos do socialismo científico, que seriam expostos de maneira sistemática com o aparecimento, em 1848, do Manifesto do Partido Comunista, esse texto de Engels representa uma explanação sintética e incrivelmente clara dos postulados da ideologia científica do proletariado, o marxismo.
Marx, Lenin e Mao Tsetung. Responsáveis pelos três grandes saltos na ideologia científica do proletariado, o Marxismo-Leninismo-Maoismo. O Marxismo de nosso tempo.
É evidente que o mundo de hoje não é idêntico àquele da Europa da primeira metade do século XIX. Inclusive os clássicos do marxismo sempre sustentaram que este não é um dogma, inerte e árido, mas sim um guia para a ação. Lênin, citando o famoso escritor alemão Goethe, dizia “a teoria é cinza, verde é a árvore da vida”. A transição do século XIX para o XX viu desenvolver-se e consolidar-se o Imperialismo, como fase superior e última do capitalismo, enviando para os anais da história o livre-
cambismo dos primeiros tempos do capitalismo. Com o advento do imperialismo, isto é, a divisão do mundo entre um punhado de nações opressoras e a imensa maioria de nações oprimidas e a luta, entre as diversas “potências” e seus grupos monopolistas, por partir e repartir o mundo, assistimos já à duas guerras mundiais. Surgiu o primeiro Estado socialista do mundo, inaugurando nova era na história da Humanidade (Revolução de Outubro)e, com a Grande Revolução Chinesa, em 1949, bem como a ruína do antigo sistema colonial, o sistema socialista chega a atingir o equilíbrio de forças com o sistema imperialista em escala mundial. Entretanto, devido à permanência e recrudescimento da luta de classes em formas mais complexas sob a ditadura do proletariado e à ação vil e sinistra do revisionismo moderno, a burguesia logrou minar o sistema socialista desde dentro e a restauração capitalista soou primeiro na URSS e nos países da Europa do Leste e, posteriormente, na China Popular.
Isso, longe de significar a “falência” do marxismo, do comunismo, como sonham os reacionários empedernidos que nestes dias têm cacarejado tanto a respeito da queda do muro de Berlim (como se o que houvesse ruído ali fosse o socialismo e não o capitalismo agonizante restaurado após o golpe na URSS em 1956), significa que as duras provas passadas pelo proletariado revolucionário nas últimas décadas o tornam ainda mais experimentado para voltar a combater nas batalhas vindouras.
Nunca na história as classes revolucionárias venceram de um só golpe. Mas não importa em meio a que sacrifícios, também nunca na história as classes revolucionárias deixaram finalmente de triunfar algum dia.
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Qua, 14 de Outubro de 2009
Ciência
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Entre os dias 05 e 09 do mês de outubro o MEPR, junto com o mestrado em serviço social da UFAL (Universidade Federal de Alagoas), realizou a II Semana Marxista com o tema Marxismo e a questão agrária: uma homenagem aos 60 anos da Revolução Chinesa.
O Evento contou com a participação de aproximadamente 270 pessoas, número que foi além das expectativas, pois no mesmo período estavam ocorrendo outros Eventos na Universidade. No decorrer da Semana mesmo aqueles que não estavam escritos participaram das palestras.
“Semifeudalidade e Capitalismo Burocrático”; “Marxismo e Questão Feminina”; “Reforma Agrária ou Revolução Agrária” e “O impacto da Revolução Chinesa no Nordeste (atuação do PCdoB, PCR e Ação Popular nas décadas de 60 e 70)”, foram alguns dos temas abordados.
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Qui, 24 de Setembro de 2009
Ciência
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Introdução:
A concepção de mundo materialista dialética fundada há 161 anos (a partir de 1848, com o lançamento do Manifesto do Partido Comunista) por Karl Marx e Friedrich Engels, representando a síntese do que de mais avançado o conhecimento humano havia produzido até então, significou em realidade um enorme salto do mesmo e sentou as bases para a transformação revolucionária da sociedade, assinalando a necessidade e inexorabilidade da marcha da Humanidade para a ditadura do proletariado e o comunismo. Surgia a ideologia científica do proletariado, o marxismo.
Diferentemente dos socialistas utópicos, Marx e Engels concluíam pela substituição do capitalismo por um sistema social mais elevado não a partir de sentimentalidades ou apelos aos escrúpulos desse ou daquele governante mas sim por um minucioso estudo do caminho percorrido pela história através de um longo e doloroso processo de luta de classes (surgida a partir de um determinado estágio de desenvolvimento das forças produtivas) e baseavam cada uma de suas palavras e ações nas leis objetivas que regem a natureza, a sociedade e o pensamento.
A descoberta dessas leis e a sua aplicação constituem uma grande e fundamental, a maior arma com que conta o proletariado e as massas oprimidas de todo o mundo para derrubar a burguesia e marchar para uma nova era. Hoje quando muitos pretensos acadêmicos negam o marxismo, sua vigência e atualidade, hoje quando diuturnamente o imperialismo bombardei-nos com suas rotas teorias de “fim do marxismo” e da história (que, diga-se de passagem, não resistem à manifestação evidente do caráter cíclico das crises sob o capitalismo), auxiliado para tal pela “esquerda” revisionista e oportunista de todas as colorações que faz de tudo para nos apresentar um “marxismo” adocicado e aviltado, estático e sem desenvolvimentos, mais do que nunca devemos os estudantes e jovens em geral estudar os textos clássicos do marxismo-leninismo-maoísmo não para serem guardados em bibliotecas mas para guiar a ação de milhões de Homens no fogo da luta de classes, na luta por sua emancipação.Porque não há nada que possa ser mais revolucionário e científico do que ele.
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