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Desmistificando o aquecimento global

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imperialismo_quer_se_apoderar_das_riquezas_de_nosso_povo Em virtude do grande debate que se trava atualmente em todo o mundo, e da tonelada de papel e dinheiro que se tem gasto (sobretudo as “respeitosas” agências e ONG’s do imperialismo) para a produção de filmes e documentários “inapeláveis” sobre o tal “aquecimento global”, apresentado pelos monopólios dos meios de comunicação como um fato consumado a priori, que não necessita sequer ser explicado, publicamos em nosso sítio artigo do climatólogo da Universidade Federal de Alagoas Luiz Carlos Molion, um dos mais renomados cientistas brasileiros e especialistas sobre o tema na atualidade. Tal artigo, incrivelmente didático, questiona a tal teoria do aquecimento global como um fenômeno relacionado com a ação humana e nega que o mundo esteja marchando, como querem fazer crer alguns, até o seu fim.

Na verdade, se abstrairmos inclusive a discussão técnico-científica sobre o tema e levarmos em consideração as implicações políticas a que esta tese do “aquecimento global” tem conduzido, como uma sanha furiosa dos países imperialistas contra as reservas naturais dos países semicoloniais, desde as mais sofisticadas técnicas de bombardeio ideológico (como as superproduções hollywoodianas), passando pela ação de todo tipo de ONG’s “ambientalistas” até as ações mais furiosas e descaradas, como o inaceitável “crédito de carbono” ou expulsão, através de governos fantoches, de milhões de camponeses e povos nativos –sobretudo das florestas tropicais, as com mais rica biodiversidade, das quais a maior e mais poderosa é a floresta amazônica- tudo isso já seria suficiente para nos levar à conclusão do que exatamente está por trás desse discurso “ecológico”. Aliás, não são poucos os setores que tentam apresentar-se como “progressistas” e que apregoam aos quatro ventos a luta em defesa do “meio ambiente” como novo fator decisivo da história da Humanidade em substituição, portanto, da luta de classes.

 

Do ponto de vista gnoseológico, ou seja, da teoria do conhecimento, este tem sido e será também palco de uma luta das mais importantes na atualidade entre o materialismo e o idealismo e, dentro do campo materialista, entre as concepções do materialismo conseqüente, ou seja, o dialético, e as diferentes escolas de materialismo inconseqüente, mecanicista.

Claro está  que defender uma arbitrária e absurda separação entre o Homem e a natureza, como se a última estivesse fora da História e como se tudo o que o Homem edificou, inclusive as suas maiores construções, não fosse também natureza, natureza transformada pelo trabalho humano, defender uma suposta “consciência da natureza” que estaria se “revoltando” contra os “exageros” cometidos pelos “seres humanos”, ou seja, defender uma consciência exterior à matéria, todas essas teorias, tão em voga na atualidade, sobretudo na academia, aonde não há dúvida que a ofensiva mundial contra-revolucionária combinou-se e combina-se com uma ofensiva idealista –voltada em primeiro lugar contra o materialismo histórico e dialético, o marxismo- são na verdade um puro e crasso ressuscitar da metafísica, o ressuscitar, em última instância, do discurso agnóstico de que o Homem não é capaz de conhecer e portanto fazer trabalhar a seu favor as leis que regem a natureza, ou mesmo que não existem tais leis, e que ao Homem portanto só resta contentar-se em se subordinar aos interesses da “grande mãe”.

Cpula_do_clima_de_Copenhagen_o_fracasso_do_pacto_imperialista Além disso, falar em “fim de mundo”, não pode ser mais que um recurso da ideologia imperialista, no seu mais alto grau de decomposição, para esconder que o que há não é uma crise da humanidade em geral, mas sim uma crise generalizada e profunda do sistema capitalista, em sua fase imperialista. Essas teses somente servem a justificar o niilismo, o ceticismo, a perda de fé no futuro da humanidade, o misticismo afinal. Na verdade, é claro que o mundo se modifica. Aqueles que defendem a matéria como algo imutável, como um monólito, aqueles que no campo das ciências defendem leis e verdades eternas e imutáveis, ao invés de observar rigorosamente que tudo o que existe não é mais que matéria em movimento e que, portanto, o nosso conhecimento dessa matéria que incessantemente se modifica não pode deixar de ser aproximado, relativo, tornado incessantemente mais vasto e profundo ao longo das gerações, num movimento em espiral, aqueles que vêem as coisas de modo estático formam o campo dos materialistas metafísicos, portanto, inconseqüentes. E, toda vez que novos avanços fazem a teoria materialista avançar um passo à frente, jogando fora conceitos obsoletos, é inegável que os idealistas tentam ver nisso a refutação do materialismo e se não se apossam da dialética não podem os cientistas materialistas, em qualquer área do conhecimento que atuem, desembaraçar-se dessa luta.

O mundo, como unidade, incluindo aí seu clima, se modifica? Um materialista dialético só pode responder que sim. O mundo, se o entendemos como matéria, ou seja, como a realidade objetiva existindo independentemente da nossa consciência, acabará? Claro que não, porque a matéria não pode ser abolida, assim como não teve um “ponto zero” a matéria não pode ter um “ponto final”. Aliás, a história prova como o Homem tem como um dos seus pontos distintivos em relação aos outros animais a capacidade de transformar a realidade que o circunda e, supondo que no planeta Terra as condições cheguem a um ponto tal em que a vida humana aqui se torne impossível, não há dúvida que a Humanidade, já num patamar superior de desenvolvimento histórico, e portanto de domínio sobre a natureza, saberá encontrar os meios para sobreviver.

É claro que não podemos afirmar e subscrever as teses defendidas por Molion, ou por qualquer outro cientista nesse terreno, sem um sistemático e rigoroso estudo. Mesmo porque essa discussão envolve imensos e poderosos interesses do imperialismo e das classes dominantes de todos os países, inclusive para muitos setores pertencentes às classes reacionárias é importante opor-se à tese do tal “aquecimento global” (alguns importantes monopólios industriais e agropecuários, por exemplo). E mais: é evidente que a sociedade capitalista, com sua lógica consumista, com todo o caráter anárquico de sua economia e a ausência de uma produção voltada a satisfazer os interesses dos seres humanos mas, pelo contrário, voltada apenas para atingir o lucro máximo, evidentemente que essa sociedade, aonde, por não dominar as suas próprias relações sociais, o Homem não consegue dominar suas relações com a natureza (como provam todas as catástrofes ditas “naturais”, cujo exame minimamente sério nos prova que são todas catástrofes sociais em primeiro lugar), essa sociedade é destrutiva e predatória, e a sua maior presa, aliás, é a população trabalhadora da Terra, os pobres e miseráveis de todo o mundo. Negar isso é também, não há dúvida, fazer o jogo da reação.

A publicação desse texto visa, portanto, em primeiro lugar, fomentar o debate e a discussão. Esperamos que os leitores do nosso site possam contribuir com opiniões e matérias e que, portanto, possamos dar prosseguimento a essa discussão daqui em diante.

 

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