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Sáb, 27 de Fevereiro de 2010
Cultural
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O Grupo IRA apresenta várias músicas que possuem um bom nível político e cultural e em especial queríamos trazer a música “É assim que me querem”. Tal música traz uma visão crítica sobre as drogas e relata como são intencionalmente utilizadas para anestesiar as massas, sobretudo a juventude, e incapacita-las de lutar contra o sistema que as oprime e brutaliza.
É importante ressaltar a importância de que hajam grupos e bandas que ainda se preocupem em trazer uma arte de qualidade ao seu público. E isso é ainda mais notável (e, diga-se de passagem, é a exceção) no meio “rockeiro” pois que esta tem sido exatamente uma das expressões musicais mais utilizadas pelo imperialismo para popularizar uma espécie de “rebeldia oficial” baseada no individualismo e na glamourização do estilo de vida “yuppie”.
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Qui, 10 de Dezembro de 2009
Cultural
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Celebrando os 60 anos da Revolução Chinesa, quando o povo chinês assaltou os céus com a força do fuzil e impôs a democracia das massas por meio da República Popular e avançou ainda mais no luminoso caminho da revolução até o comunismo, o MEPR exibiu, em Goiânia, filmes produzidos na China Popular com o objetivo de propagandear o caminho trilhado pelo heróico povo daquele país, que deve servir como exemplo para que construamos esse luminoso destino em nossa Pátria.
Com a presença de estudantes universitários e secundaristas e intelectuais, além de um professor chinês que viveu até 1965 na China e inclusive fez parte da Guarda Vermelha, os debates foram extremamente ricos e calorosos.
Não obstante alguns ataques a respeito do “culto à personalidade” e dos “milhões de mortos pela Revolução”, estes foram prontamente rechaçados pelos estudantes revolucionários e esclarecidos pelo Professor Tai, que exaltou o Presidente Mao como grande chefe da Revolução Chinesa e falou sobre as mentiras que a mídia ianque difunde a respeito da luta dos povos de todo o mundo. Como dizia Jorge Amado durante sua visita à URSS revolucionária, “os cães ladram e a caravana passa”...
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Qua, 07 de Outubro de 2009
Cultural
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Domingo, 04 de Outubro de 2009: falece em Buenos Aires, aos 74 anos de idade, Haydée Mercedes Sosa. Argentina, cantora, ativista política, Mercedes Sosa pode ser definida como sendo, acima de tudo, uma cidadã latino-americana. Alguém que cantou e ao seu modo enfrentou as mazelas dessa parte do mundo que tanto amamos, cantou e inspirou aos povos que lutaram e lutam pelo ardente sonho de libertação.
Carreira:
Nascida em Tucumán, noroeste da Argentina, iniciou sua carreira em 1950 (com 15 anos de idade) ao vencer o festival de canto em uma emissora de rádio local. Desde esse momento a jovem Mercedes já se identificava com a música folclórica de seu país. Preocupada em retratar a vida do seu povo não se propõe a cantar as fúteis modinhas norte-americanas tão em voga à época, e conquista rapidamente o reconhecimento entre os povos indígenas da Argentina.
Na década de 60, no momento em que se produz na Argentina um modismo em torno da música folclórica, La Negra (apelido ganho por Mercedes devido aos seus traços indígenas, a pele morena e os longos cabelos negros) integrará o movimento conhecido como Nova Canção, uma corrente da música folclórica que propunha colocar o acento na vida cotidiana do homem argentino, com suas alegrias e inquietações e que, por isso mesmo, terá um forte sentimento antiimperialista.
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Dom, 17 de Maio de 2009
Cultural
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Pernambuco, 17 de maio de 2009
No último dia 17 de maio na comunidade Beira-Mar I, município de Igarassu (PE) ocorreu de forma exitosa o mutirão arte revolucionária, evento que foi resultado do trabalho realizado pela escola popular David Siqueiros (batizada com este nome em homenagem ao grande muralista mexicano Siqueiros). Foi realizado na escola popular um mini-curso de graffiti durante três meses, onde eram ministradas aulas de história das artes, história das revoluções e aulas de produção e técnicas de graffiti.
Todo o mutirão e o curso foram construídos através do aprofundamento dos grupos organizadores (MEPR, CR, SDR e parceiros)¹, no seio das massas estudantis, operárias e camponesas. Não houve nenhum patrocínio ou contribuição de Ongs, empresas, siglas eleitoreiras ou gestões públicas; cumprindo assim o objetivo principal de todo o conjunto das atividades realizadas, que é o de construir o poder popular, provando ao povo que “podemos com nossas mãos, fazer tudo que a nós, nos diz respeito”.
A banda Rala Coco Maria abriu o evento enquanto os grafiteiros já começavam a fazer sua arte. Após o show, tivemos uma pausa para o almoço, organizado com a ajuda da própria comunidade, além do apoio da Liga dos Camponeses Pobres [LCP].
O mutirão contou com diversas atividades entre elas o graffiti, break, poesias, roda de capoeira com o grupo “Canoa Grande” e outras bandas como Atack Fulminante, Jov Mc e Relato Consciente. Ocorreu também na associação dos moradores a exposição de telas e gravuras de estudantes de artes plásticas e palestras sobre o dia internacional do proletariado e a revolução agrária, que foram ministradas pelo MFP e pela LCP².
O evento ocorreu perfeitamente bem com alto grau de combatividade e entusiasmo por se tratar de uma linha revolucionária e não oportunista nem eleitoreira. Como o caminho da revolução não é um mar de rosas e sim uma estrada de pedras e espinhos, também contamos com alguns contratempos durante a organização do evento. Parte do que foi solicitado à prefeitura foi negado por não fazermos conchavos eleitoreiros.
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