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Abaixo à “Pátria Educadora” do governo Dilma (PT)/Banco Mundial!

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                                                                                                                              corte-verbas-educacao-dilma

A demagógica “Pátria Educadora” anunciada por DilmaRousseff–PT logo no início de seu segundo mandato é, além de demagógico, um slogan fascista. De um nacionalismo embusteiro, digno do gerenciamento vende-pátria da frente oportunista e eleitoreira de PT/PMDB/PSB/pecedobê que, há mais de 12 anos dá prosseguimento e aprofunda a política, outrora tão criticada em FHC (PSDB), de entreguismo nacional e subserviência ao imperialismo, principalmente ianque.

Projeto que na aparência busca aparentar ser nacionalista e até defende, em suas próprias palavras, a “libertação nacional”, mas na essência, é a continuidade e aprofundamento da lógica de privatização do ensino público em nosso país, assim como do aprofundamento do controle dos monopólios internacionais sobre a produção e difusão dos conhecimentos técnicos e científicos em nosso país, via controle dos chamados “organismos internacionais” (FMI, Banco Mundial, etc.).

 

O documento “Pátria Educadora”, que serviu como base para o assumimento do novo slogan populista do atual gerenciamento de Rousseff (PT), tem como ideólogo Roberto Mangabeira Unger, atual secretário da presidência em “Assuntos Estratégicos”, que mora nos Estados Unidos há 10 anos e é um dos principais porta-vozes do Banco Mundial e formuladores das políticas de privatização do ensino público em nosso país. Aparentemente, urdido no ministério de Assuntos Estratégicos, o documento, na realidade, recicla o já postulado pela Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) na década de 80, com a publicação “Educação e Conhecimento: eixo da transformação produtiva com equidade”.

Não há qualquer contradição no fato do governo anunciar seu lema para o próximo governo como sendo “Pátria Educadora” e cortar R$ 7 bilhões na educação. Isto, pois, o corte de verbas está em consonância com o projeto de educação defendido pela gerência federal.

A tal “Pátria Educadora” faz parte de uma mesma proposta iniciada com os Acordos MEC-USAID durante o regime militar fascista de 1964, continuada ao longo das últimas décadas por meio de sucessivas “reformas” no ensino médio e superior. A lógica é simples, precarização e sucateamento dos serviços públicos como forma de convencimento de que a privatização é o melhor caminho. Se, até então, essas afirmações geravam dúvidas acerca da sua veracidade e os braços do governo federal no movimento estudantil (ou seja, a União Nacional dos Estudantes – UNE) tinham audácia de difamar aqueles que lutavam contra os programas de desmonte, acusando-os de “elitistas” e contrários à “democratização” das universidades, hoje podem envergonhar-se ou mostrar sua verdadeira face, pois o próprio Ministro Mangabeira Unger confessa que nos últimos anos foram tomadas “importantes” medidas no sentido de integrar a educação brasileira na lógica do mercado.

Vejamos alguns pontos que exigem a luta contra a aplicação da “Pátria Educadora”. Em primeiro lugar, deve-se observar que o documento procura, de forma perversa, culpar os professores pela má qualidade da educação em nosso país. Afirma o texto “Os professores vêm comumente dos alunos mais fracos do ensino médio. Encontram maior facilidade em ingressar nas escolas de pedagogia, sobretudo as privadas. Estudos sugerem que a maior parte dos professores do nosso ensino médio sofreu pelo menos uma reprovação. (...) [Os estudantes e professores de pedagogia] Deixam-se fascinar, ao gosto de cada catedrático, com o torneio de manual entre filosofias de educação. Costumam, entretanto, prover ao menos alguns elementos de formação aceitável.”

Essa lógica, de escárnio e deboche com os professores, sobretudo com os pedagogos, são explicitados pela “Pátria Educadora”  quando propõe a formação de um “Centro de Qualificação Avançada”, cujo objetivo seria a criação de vídeos-aula, protocolos e cartilhas para ensinar ao professor dar aulas. Isto mesmo. Segundo o projeto do governo federal, o professor não é capaz de dar aulas e, por isso, precisa decorar cartilhas. Além de insultante, tal proposta também significa a perda de autonomia do professor em sala de aula. No mesmo passo, serão criados os “Centros de Formação de Diretores” para que o MEC possa controlar diretamente as escolas e professores. O projeto afronta uma das poucas conquistas democráticas restantes, ao reivindicar que os diretores não sejam mais eleitos pela comunidade escolar (professores, pais e alunos), mas escolhidos pelo Estado.

Curiosamente, ao mesmo tempo em que fala em melhorar a formação dos jovens brasileiros e na ampliação da instrução geral da população, o documento defende a aprovação automática para todos os níveis de ensino. No que se refere ao ensino superior,a “Pátria Educadora” traz a proposta de diminuir o tempo de formação, retirando disciplinas das grades curriculares e esvaziando seu conteúdo acadêmico-científico. É propugnado que tal medida seria necessária, particularmente nos curso de Pedagogia e demais licenciaturas, aprofundando o tecnicismo no ensino superior brasileiro, pois, segundo Mangabeira Unger, nestes cursos há um torneio de teorias de educação sem serventia. Então para combater o que denomina de “enciclopedismo” seria necessário cortar as matérias básicas de discussão dos cursos superiores.

Para finalizar, a última cartada de transformação do ensino em nosso país seria a exigência de cada professor fosse capaz de lecionar várias matérias no ensino médio. Ou seja, um professor de história que fosse capaz de dar aula em filosofia, sociologia, geografia, português etc. Esta é tônica do projeto, tornar o professor um repetidor dos manuais e vídeo-aulas que nos referimos e para esta tarefa ele não precisa ter propriedade intelectual de qualquer tema, apenas uma formação básica mínima que lhe permita reproduzir as cartilhas.

A argumentação final da “Pátria Educadora” é a idéia da meritocracia, dividindo os professores, diretores, escolas e faculdades cumpridoras das metas que receberão mais verbapública. No mesmo diapasão, seriam criadas novas formas de alocação de recursos públicos nas instituições privadas, que, conforme o próprio documento, seriam privilegiadas na repartição dos fundos públicos. Ou seja, o aprofundamento da lógica do ranqueamento das instituições de ensino já impostas pelos sistemas de avaliação como o ENADE/SINAES e os provões!

O que o documento “Pátria Educadora” faz é constatar o completo abandono da educação pública no Brasil, para logo a seguir, oferecer como remédio aquilo que a envenenou, isto é, a flexibilização de direitos trabalhistas, a destruição da carreira do docente, a diminuição do tempo de formação do profissional de educação e, por último, a privatização. O mais cômico de tudo, senão trágico, é que todas estas propostas, amplamente ao gosto dos empresários da educação e das classes dominantes no Brasil (grande burguesia e latifúndio) são igualzinhas às defendidas/implementadas pelas gerências estaduais/municipais do PSDB que tanto o PT/PCdoB atacam. É incrível a capacidade do PT de fazer tudo igualzinho ao PSDB e dizer que faz diferente. Neste caso, vale à máxima: “O PT pode, o PSDB não!”

Conclamamos todos a nos unirmos na luta democrática em defesa da educação pública, gratuita e a serviço do povo! Unir professores, estudantes, funcionários e todas as comunidades acadêmicas e escolares, ocupando e resistindo em cada escola e faculdade, na preparação da Greve Geral por tempo indeterminado contra o desmonte e privatização da educação brasileira impostas pela “Pátria Educadora” de Dilma Rousseff (PT)/Banco Mundial!

 

Greve Geral pra combater, os pacotes antipovo do PT!

Defender o ensino público, gratuito e a serviço do povo!

 

 

 

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