Nos dias 31, 01 e 02 de novembro ocorreu em Belo Horizonte (UFMG) o 12° FONEPE (Fórum Nacional de Entidades de Pedagogia) com o tema “A regulamentação e a formação do pedagogo em questão” com a participação de cerca de 200 estudantes das 5 regiões do país. Este fórum aconteceu em um importante momento de reorganização do movimento estudantil de pedagogia, onde os estudantes estão procurando avançar no trabalho de reestruturação dos Das, CAs e Executivas estaduais de cada região.
Durante o FONEPE ocorreram debates sobre a reforma universitária, Diretrizes curriculares nacionais de pedagogia, criminalização dos movimentos populares regulamentação e a formação do pedagogo. Além de GDs sobre educação popular, assistência e movimento estudantil de pedagogia.
O professor Lisboa da UFRN e vice-diretor do ANDES (Associação Nacional dos Docentes de Ensino Superior) palestrou na mesa sobre Reforma Universitária, explanando sobre os projetos demagógicos que fazem parte do pacote da reforma universitária do governo que amplia o número de vagas na universidade sem garantir o recurso para qualidade dos cursos e permanência dos estudantes na Universidade. O próprio Ministro da educação Fernando Haddad disse durante a inauguração do novo prédio do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília – UnB, no mês de agosto, que os R$ 2,5 bilhões destinados a financiar os quatro anos de implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) já foram comprometidos nos dois primeiros anos do projeto e não há previsões de como o governo que tomará posse em 2010 arcará com a despesa oriunda desse crescimento desenfreado das universidades públicas, promovido pelo governo Lula.
Na mesa de criminalização dos movimentos populares esteve presente Claudionor Brandão (Diretor do sindicato de trabalhadores da USP), a Liga dos camponeses Pobres - LCP, O movimento de Trabalhadores Rurais Sem terra- MST, a Joanna Piassi e o Ciro (estudantes processados que participaram da manifestação contra as Diretrizes Curriculares Nacionais em frente ao MEC em 2006).
Em todas as intervenções dos palestrantes e dos estudantes, ficou clara a necessidade de se organizar em todo país uma campanha contra a criminalização dos operários, estudantes e camponeses pobres em luta de todo país. Nas outras mesas também ficou viva a necessidade se fomentar o debate sobre a formação e a regulamentação da profissão do pedagogo em cada Universidade.
O MEPR participou ativamente de todo o encontro. Construindo, debatendo e propagandeando as lutas populares que vem acontecendo de norte a sul do país. O Campo de luta, que é uma organização nacional dentro do mepe, também se reuniu no fonepe para debater a reorganização do movimento de pedagogia e sua participação durante o encontro.
Na plenária final, oportunistas tentaram tumultuar a votação dos encaminhamentos dos GD’s, na tentativa de desmobilizar os estudantes para participar desse último momento do encontro. Depois de uma intensa luta politica entre os estudantes, o 12° FONEPE seguiu aprovando as bandeiras de luta do movimento nacional de pedagogia, na certeza que cumpriu no fundamental seu objetivo de realizar o balanço da prática e debater sobre o Movimento estudantil de todo país. A plenária terminou com os estudantes presentes afirmando o compromisso de levar os encaminhamentos das entidades de bases para diversos CAs, Das e particularmente na luta em defesa da educação, pública, gratuita e a serviço do povo.
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