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Radiante estrela vermelha da revolução

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Reproduzimos trechos do comunicado do Comitê Regional de Mindanao Sul do Partido Comunista das Filipinas, emitido em tributo ao combatente Leoncio “Ka Parago” Pitao, destacado membro do Partido Comunista e do Novo Exército do Povo – NEP. Disponível em: http://dazibaorojo08.blogspot.com.br/

"Vida longa à Revolução! Vida longa às massas!’ Estas foram as últimas desafiantes palavras pronunciadas por Ka Parago que ressoam em todo o arquipélago."

ka parago

Seu pai era um camponês humilde que cultivava um pequeno pedaço de terra e aumentou a renda familiar como coletor de tuba (subproduto de uma espécie de palmeira). A pobreza e a fome com que deparava em toda parte, suscitou o jovem Parago a questionar o porquê daquilo e, na tenra idade, aos 22 anos, ingressou nas fileiras do Novo Exército do Povo (NEP). Isso foi em 1979, durante os anos brutais da lei marcial e em meio a condições socioeconômicas duras, quando o movimento revolucionário em Mindanao estava na sua fase nascente e havia apenas algumas centenas de combatentes do NEP.

Ka Parago e seus companheiros organizaram e ensinaram os camponeses a defender suas terras e lutar por seus direitos. Lutou contra os grandes madeireiros. Onde quer que fosse, Ka Parago trabalhou duro pelos interesses e bem estar dos pobres.

O trabalho revolucionário no campo ensinou Ka Parago os caminhos ziguezagueantes da guerra popular.  Ele era mais do que um general nas trincheiras de combate. Ka Parago foi um dos melhores descendentes da revolução de Nova Democracia. Ele mostrou atributos de um lutador e excepcional  membro do Partido Comunista das Filipinas.


Após cumprir importantes tarefas de níveis distritais, ele foi designado para tarefas de nível regional e responsabilidades no Novo Exército do Povo. Como comandante do NEP, Ka Parago treinou inúmeros jovens combatentes na arte da guerra.

Apesar das importantes conquistas, Ka Parago permaneceu humilde e estava sempre aberto a críticas, com o objetivo de melhorar a sua compreensão e seus métodos de trabalho. Ele exerceu grande influência sobre os comandantes  do NEP na região para que compreendessem o chamado nacional do Partido para a construção de bases de apoio, da revolução agrária e da luta armada.

Ele compreendeu profundamente a linha de massas, viveu e lutou com as massas pela libertação nacional e por uma democracia genuína. Em troca, as massas o abraçaram e protegeram, reconhecendo-o como um de seus filhos. 

Quando ele foi detido e torturado em 1999, o inimigo tentou cooptá-lo com o “dinheiro da recompensa”, mas ele manteve-se firme em suas convicções e sempre fiel ao espírito comunista de defender o interesse e a segurança do povo e das forças revolucionárias. Ka Parago é uma estrela vermelha brilhante da revolução.

Mesmo quando estava de luto e sofrendo pela trágica morte de sua filha Rebelyn, que foi estuprada e morta por agentes (MIG21) do Serviço de Inteligência das Forças Armadas, em 2009, Ka Parago exerceu sua sabedoria política.

Ka Parago manteve-se forte e vigilante em face de inúmeras operações e ataques inimigos.

Somente quando ele estava muito doente e fraco os militares lhe acessaram um golpe fatal. Ka Parago foi assassinado a tiros por soldados de duas divisões do exército reacionário quando realizava tratamento para diabetes, hepatite e hipertireoidismo. A médica Ka Kyle (Vanessa Limpag), que realizava seu tratamento, também foi assassinada.

Ka Parago merece a mais alta honraria revolucionária proletária e reconhecimento.

As massas do sul de Mindanao, especialmente os lumads (povo tribal) e os camponeses nas bases guerrilheiras, se lembrarão de Ka Parago como seu “Tatay” (papai) mais amado, que estava sempre ao seu lado, pronto para ouvir e ajudar.

Ka Parago viveu de modo muito simples. Desde o início de sua doença, ele recusou a oferta de uma licença médica do Partido. Tudo o que queria era, até seu último suspiro, viver com as massas camponesas e os lumads para servi-los. Sua vida espartana e seu senso de responsabilidade sem limites fez com que Ka Parago seja um exemplo duradouro para todos os revolucionários que o conheceram e trabalharam com ele.

Ele permanecerá como o grito de guerra que irá mover as pessoas para trabalhar e lutar pela revolução. Milhares de jovens revolucionários que foram inspirados por esse grande combatente agora seguirão os seus passos.

As massas e camaradas lamentam sua morte, sim, mas transformam essa tristeza em maior ardor revolucionário e compromisso, assim como seguirá avançando a guerra popular.

Pelo Comitê Regional do Partido

Mindanao do Sul

 

 

 

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