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Saudações do Movimento Estudantil Popular Revolucionário - MEPR por ocasião da celebração do Dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária.

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Belo Horizonte, 07 de março de 2015.

Em nome do MEPR, gostaríamos de trazer nossas saudações aos companheiros e companheiras.

Saudamos a memória gloriosa das heroínas do povo em todo o mundo e ao longo de milênios na luta contra a opressão e exploração!

Saudamos às bilhões de mulheres trabalhadoras de todo o mundo, em especial o Movimento Feminino Popular, pela sua batalha por despertar em todas as mulheres oprimidas sua fúria revolucionária contra todo o sistema imperialista de opressão e exploração!

Saudamos a todas as professoras que lutam pelo direito de estudar e aprender, negado aos filhos de nosso povo!

Saudamos as mulheres dirigentes e ativistas do movimento camponês combativo, que travam a mais tenaz e decisiva luta para o nosso povo, pela Revolução Agrária, a destruição do latifúndio e a conquista da terra para quem nela trabalha!

Saudamos às mulheres da juventude combatente que, ombro a ombro com os companheiros, enfrentam a repressão policial fascista na luta em defesa dos direitos mais elementares de nosso povo negados por este velho Estado reacionário!

Saudamos de forma especial às mães, irmãs e companheiras dos presos e perseguidos políticos, na pessoa da combativa companheira Jandira Mendes, mãe de nosso companheiro Igor Mendes, preso político encarcerado há 3 meses pelos gerenciamentos de Cabral/Pezão (PMDB) e Dilma Rousseff (PT)!

Ao fazer esta saudação, rechaçamos toda a propaganda hipócrita que as classes dominantes, através dos meios de comunicação que monopolizam, se utiliza para tentar transformar a data do 8 de março, memorável data do proletariado internacional que celebra o dia de luta das mulheres trabalhadoras de todo o mundo, numa data festiva das mulheres de todas as classes, pregando a conciliação de classes, estimulando o consumismo e reforçando o papel da mulher como objeto sexual na sociedade capitalista.

Rechaçamos também, a tentativa dos partidos e organizações revisionistas, oportunistas e eleitoreiras que se aproveitam desta data para tentar enganar e atrair as mulheres para seus projetos de colaboração de classe.

O MEPR, neste dia, demarca claramente a sua posição com os grupos e movimentos feministas burgueses e pequeno-burgueses que acenam com a falsa bandeira de libertação da mulher, colocando o machismo e o que chamam "problemas de gênero" como a causa da opressão feminina, apontando contra os homens de uma forma geral e contra os próprios homens das classes populares.

Como movimento revolucionário, o MEPR luta para mobilizar a juventude na luta de classes, nos seus combates por fortalecer a aliança operário-camponesa e servir a Revolução, para destruir as três montanhas que oprimem nosso povo e subjugam a nação: o latifúndio, o capitalismo burocrático e o imperialismo.

Para o MEPR, ao contrário do feminismo burguês e pequeno-burguês, entendemos que a opressão feminina tem a sua origem e causa na propriedade privada, a qual com o seu surgimento modificou a organização social em todas as esferas, a começar pela base familiar, fazendo sucumbir o matriarcado e dando origem à família monogâmica patriarcal. Foi o aparecimento da propriedade privada que dividiu a sociedade em classes antagônicas há mais de 5.000 anos e que, por consequência, fez surgir o Estado como instrumento especial de repressão das classes dominantes para assegurar a exploração sobre as classes dominadas. É o surgimento da propriedade privada e a consequente divisão da sociedade em classes com interesses e objetivos antagônicos, a origem e a causa da opressão feminina.

A história das sociedades de classes e a luta das classes oprimidas sempre resultam noutro tipo de sociedade, também divididas em classes antagônicas. Foi somente com o surgimento do proletariado que as massas oprimidas puderam conhecer as primeiras experiências em que os oprimidos tomavam o poder e eliminavam a exploração do homem pelo homem. A experiência das Revoluções Socialistas tem comprovado que no Socialismo continuam existindo classes e lutas de classes. Porém, com a dominação da classe operária já não existe exploração e sim a luta de vida e morte contra a burguesia que tenta restaurar a sua velha ordem de exploração, contra a qual o proletariado exerce a sua ditadura, no objetivo de eliminar as diferenças entre a cidade e o campo; entre a classe operária e camponesa; entre o trabalho manual e intelectual e, com isso, por fim, eliminar a existência das classes sociais e todos os seus vestígios, chegando na sociedade sem classes e sem Estado, o luminoso Comunismo.

As experiências das Revoluções Proletárias também comprovam que com a revolução social, a igualdade de direitos entre homens e mulheres pode ser alcançada e isto se expressa na sua crescente participação na produção e em todas as esferas da vida social como uma nova base para eliminar toda a opressão sobre as mulheres. Isto comprova que a emancipação da mulher só pode ser alcançada através da luta de classes e da Revolução Proletária e que, dentro desta luta de classes e da Revolução Proletária, as mulheres trabalhadoras devem se organizar para tomar parte em todas as esferas desta luta e em todos os níveis de sua organização, como militantes e dirigentes.

O MEPR compreende que a manutenção da família patriarcal é parte necessária para dominação de todas as classes trabalhadoras. Que o machismo permeia toda a cultura podre da sociedade de classes baseadas na exploração e que, neste sentido, toda a sociedade é machista. Que cabe aos revolucionários e a todos os lutadores do povo se atrever a lutar contra as suas manifestações, unindo as mulheres e homens das classes exploradas na luta contra as classes dominantes, combatendo todas as formas de descriminação e opressão femininas.

Hoje, quando o imperialismo vive um aprofundamento de sua crise e, para sair desta, lança mão de aumentar a exploração das massas trabalhadoras e a espoliação e opressão dos povos e nações dominadas, aumentando suas guerras de opressão, na disputa por uma nova partilha do mundo entre as potencias e superpotências, rebeliões e revoltas populares estão explodindo por todas as partes do mundo.

Da mesma forma, no Brasil, não se pode mais esconder a profunda crise econômica, política e social. A luta pela Revolução em nosso país necessita da participação massiva das mulheres, pois sendo elas metade das massas populares, a Revolução não pode progredir e nem vencer sem a sua crescente participação.

O MEPR também defende que as mulheres devem fortalecer sua organização específica, como é o MFP, para impulsionar a participação do máximo de mulheres do nosso povo em todos os níveis da luta. Assim como podem e devem fortalecer esta luta, como um contingente e uma força própria, para impor os direitos e interesses das mulheres trabalhadoras e para fazer com que os homens de nossa classe compreendam e reconheçam a importância e a necessidade da igualdade entre homens e mulheres para o crescimento e o desenvolvimento da luta popular revolucionária.

Devemos combater toda hipócrita e mentirosa igualdade de direitos entre homens e mulheres dentro da sociedade capitalista e a falsa ideia de libertação sexual difundida pela propaganda das classes dominantes e seus partidos oportunistas.

Devemos, junto a toda a juventude, debater e cultivar relações verdadeiramente avançadas entre homens e mulheres, para combater toda a podre cultura e moral das classes dominantes. Levantando, desde já, alto a bandeira e a prática do movimento revolucionário, de uma nova moral proletária, uma nova mulher e um novo homem!

 

Viva o Movimento Feminino Popular!

Abaixo o feminismo burguês e pequeno-burguês!

Viva a luta revolucionária pela emancipação da mulher!

Para a mulher se libertar de toda a opressão, só com a luta proletária e a Revolução!

 

DESPERTAR A FÚRIA REVOLUCIONÁRIA DA MULHER!

 

 

 

 

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