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Movimento Estudantil
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Sex, 01 de Julho de 2016 Movimento Estudantil

A onda de ocupações vem sacudindo todo o país levando a ousadia e rebeldia principalmente dos estudantes secundaristas para o meio de um cenário de profunda crise social, econômica, política e moral de todo velho Estado e as diferentes siglas do Partido Único das classes dominantes. Em pouco mais de quatro meses, os estudantes da primeira cidade a ter ocupações de escolas em 2016, Rio de Janeiro, deram sucessivos saltos em sua luta: primeiro ocupando suas escolas, depois indo para as ruas e radicalizando a luta em defesa de escolas que sirvam ao povo e, finalmente, expulsando todas as diferentes entidades e movimentos oportunistas-eleitoreiros, desmoralizadas para as massas junto com seu pacifismo, eleitoralismo e peleguismo.

Publicamos a seguir o histórico recente desta luta em Niterói, município vizinho do Rio de Janeiro, que desenvolveu uma importante experiência para o movimento estudantil não apenas do estado do RJ, mas de todo país. Saudamos a Juventude Combatente de todo país e esperamos que possam seguir trilhando o mesmo caminho dos estudantes cariocas, levantando alto a nova bandeira do Novo Movimento Estudantil independente e combativo!

Manifestação
Manifestação

 
Ter, 28 de Junho de 2016 Movimento Estudantil

Na "cidade olímpica", a quase um mês das "olímpiadas" serem realizadas sob estado de sítio (com operação semelhante a que fora organizada pelo velho Estado na Copa de 2014, mobilizando até a Força Nacional de Segurança), a Juvente Combatente segue firme na luta por escolas de qualidade e em defesa do direito de estudar e aprender!

Nesta altura, alguns colégios foram já desocupados, principalmente pela ação fascista e autoritária do Judiciário do RJ - que determinou que "as ocupações não poderiam ocorrer nas salas de aula", abrindo brecha para criminalização ainda maior da luta estudantil -, mas também pelo desgaste que é natural em um movimento de ocupação de escolas.

Porém apesar de tudo, os estudantes seguem mobilizados em suas escolas. Aproveitando a "volta às aulas" (leia-se: volta a situação precária que encontra-se todo ensino público), os estudantes têm se lançado na tarefa de seguir mobilizando e politizando os estudantes em cada colégio!

Repercutimos a seguir o conteúdo de um panfleto distribuido por estudantes do C.E. Herbert de Souza, colégio que foi ocupado, fazendo um balanço da experiência da ocupação e convocando os estudantes a seguirem na luta:

"

VIVA AS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS! ABAIXO O MOVIMENTO ESTUDANTIL OPORTUNISTA E ELEITOREIRO!

REBELAR-SE É JUSTO!

As ocupações das escolas têm início em São Paulo, onde centenas de escolas são ocupadas contra a decisão do Governo de SP de fechar escolas. Desde então, o exemplo de luta têm sido repercutido por todo país!

 

 
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Seg, 27 de Junho de 2016 Movimento Estudantil

O Movimento Estudantil Popular Revolucionário - MEPR vem por meio desta nota expressar seu apoio ao combativo movimento de ocupação do prédio do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais - IFCS, da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

Escadas do IFCS - UFRJ Estudantes em atividade da ocupação.

Saudamos a capacidade política que os estudantes independentes e combativos demonstraram em reconhecer nas lutas secundaristas, em suas ocupações por todo o país, o que há de mais avançado no movimento estudantil atualmente, caminho trilhado pela juventude dos colégios públicos para defender seu direito a estudar e aprender!

 
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Qua, 22 de Junho de 2016 Movimento Estudantil

Reproduzimos publicação enviada pelo Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação da UFMG:

VITORIOSO 10º ENCONTRO MINEIRO DE ESTUDANTES DE PEDAGOGIA!

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Nos dias 18 e 19 de Junho, ocorreu no campus Pampulha da UFMG (Belo Horizonte/MG) o vitorioso X Encontro Mineiro de Estudantes de Pedagogia. O X EMEPe teve como tema O Movimento Estudantil de Pedagogia (MEPe) e a luta em defesa do Ensino Público.

No debate sobre a situação política do país, com a participação do professor da FaE/UFMG Hormindo Júnior e um representante da Liga Operária, foi debatido a necessidade de uma saída revolucionária para a crise política, econômica e social que vivemos, rompendo com todo este jogo eleitoreiro podre e corrupto.

 
Seg, 06 de Junho de 2016 Movimento Estudantil

 Mais uma ação arbitrária da PM de Confúcio/Ênedy

Jaru, 03 de junho de 2016

Na tarde do dia 24 de maio, a PM de Rondônia deu mais um espetáculo de fascismo, desta vez no centro de Ji Paraná, contra 5 estudantes e um professor que distribuíam um panfleto denunciando crimes do latifúndio e do velho Estado contra camponeses. Em questão de minutos, juntaram 5 viaturas com vários policiais, que apreenderam os materiais e levaram os jovens para a delegacia, um deles algemado. Os apoiadores da sagrada luta pela terra denunciaram a prisão absurda para a população que rapidamente se aglomerou pensando se tratar de um assalto. Eles foram interrogados durante 6 horas, sem cair nas provocações e arbitrariedades típicas da polícia, que pararam imediatamente quando advogados se apresentaram para defendê-los. Quando eles estavam saindo, policiais pararam o carro da advogada e “verificaram” que estava sem a placa dianteira, provavelmente retirada por eles mesmos, na porta da delegacia. Os apoiadores serão processados.

 

O panfleto que os estudantes distribuíam denunciava o arbitrário despejo de dezenas de famílias do Acampamento Jhone Santos de Oliveira, ocorrido no dia 13 de maio, por dezenas de policiais militares e o oficial de justiça Brito que ameaçou os camponeses. Antes, o comandante da PM de Ji-Paraná Braguim realizou operações policiais para provocar e aterrorizar os acampados.

No dia 23 de abril, os camponeses tomaram o latifúndio Agropecuária Amaralina, localizado no distrito de Rondominas, município de Ji Paraná, tem 16.000 alqueires, onde cabem mais de 1.500 famílias camponesas. Quem se diz o dono das terras é o latifundiário Miguel Martins Feitosa, que mora nos Estados Unidos e tem um contrato com o Incra de apenas 800 alqueires, com o qual explora a madeira e consegue financiamentos bancários. Ele também é acusado de não pagar direitos a funcionários e ameaçar quem tentar acionar a justiça do trabalho. Como dizia o panfleto feito por camponeses de Ariquemes e Ji Paraná: quem é o ladrão de terra?

 
Seg, 06 de Junho de 2016 Movimento Estudantil

PM fascista prende estudantes durante panfletagem em Ji-Paraná-RO

Porto Velho, 26 de maio de 2016.


 

panfletos

No dia 24 de maio, no município de Ji-Paraná/RO, quatro estudantes foram presos durante uma panfletagem, sendo quatro da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e um do Instituto Federal de Rondônia (IFRO). Os estudantes foram abordados no centro da cidade por policiais a paisana que rapidamente acionaram a Polícia Militar, sendo montada uma mega operação com a chegada de mais de cinco viaturas para apreender os panfletos como se fossem criminosos. Tratados com xingamentos e ameaças, foram algemados com truculência e levados para a delegacia. Um deles foi jogado ao chão e sofreu escoriações.

O conteúdo do panfleto defendia o acesso a terra pelos camponeses da região de Ji-Paraná e denunciava os crimes e abusos do latifúndio em conluio com a Polícia Militar de Rondônia. Crimes que se intensificaram sob o comando do TC Enedy Dias que tem atacado sistematicamente os camponeses em luta pela terra no estado de Rondônia desde que iniciou sua carreira na corporação. Citava também o Capitão Braguim, comandante da 1ª Companhia de Patrulhamento Ostensivo de Jí-Paraná.

Defendia especificamente os camponeses do acampamento Jhones Santos de Oliveira, situado em Jí-Paraná, que recentemente passou por reintegração de posse e vem sofrendo ameaças de morte por pistoleiros. O fazendeiro que reivindica as terras, Miguel Martins Feitosa que mora em Pittsburgh nos Estados Unidos, teria um contrato de 800 alqueires com o INCRA, mas estaria em posse de 16.000 hectares de terras públicas.
 
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Seg, 06 de Junho de 2016 Movimento Estudantil

    O Comitê Pró-Grêmio do Colégio Estadual de Águas Lindas (CEAL) vem através desta relatar os acontecimentos que vêm ocorrendo dentro do nosso colégio. Ao primeiro de tudo, queremos relatar o boicote da nossa interventora, Srª Kênia, a criação do grêmio estudantil que é um direito dos estudantes, garantido na lei nº 7398 de 4 de dezembro de 1985. Desde o início do período letivo, no dia 20 de janeiro de 2016, já vínhamos nos organizando em debates sobre a criação do grêmio, para trabalharmos em conjunto com a direção da escola. A ideia se reforçou mais ainda quando a interventora aderiu a medidas pedagógicas que ferem a liberdade dos alunos, julgando e argumentando que alunos e alunas que usam bermudas e saias (saia que faz parte do uniforme) deixariam a escola marginalizada; nas palavras da interventora, a maneira que nos vestimos marginaliza a escola. Como retaliação aos alunos e alunas que iam para o colégio de bermudas e saias, a Srª Kênia nos impede e nos expulsa do colégio sem sequer registrar em ata ou comunicar nossos pais. Quando nos recusamos a sair do colégio, ela nos ameaça dizendo que chamará a polícia para nos retirar à força e afirma que violamos um regimento interno escolar que nunca foi apresentado a ninguém.
Esse argumento de que nosso jeito de nos vestir estigmatiza a escola, aos olhos do comitê e demais alunos, é visto como preconceituoso, são medidas que reforçam preconceitos existentes na nossa sociedade. Acreditamos que o ambiente escolar tem que superar esses preconceitos, pois está formando o cidadão do amanhã.
Em nossa escola existe um laboratório de informática fechado desde antes de 2013 com vários computadores e não sabemos se vem verba para a sua manutenção. Temos também um laboratório de química jogado à poeira e totalmente abandonado. Para completar, nossa escola está dispensando o próprio lixo atrás da sala dos professores, aonde o mau cheiro se mistura a presença de ratos.
Com essa insatisfação, a ideia de ter um Grêmio Estudantil se fortificou mais ainda, pois queremos fazer da nossa escola um ambiente mais democrático, aonde o aluno tenha voz de verdade e uma representatividade dentro do colégio. A partir daí começou a nossa luta com a direção do colégio que não nos permite usar o ambiente da escola para fazer reuniões e dizem que não somos alunos depois do horário de aula, chegando a sugerir para fazermos o grêmio em nossa casa. Para falar que eles estão “ajudando”, nos permitiram utilizar o intervalo de 10 minutos; vemos isso como uma falta de respeito, pois jamais nós íamos conseguir aprovar um documento de suma importância que é o nosso estatuto e apresentar uma comissão eleitoral nesse tempo. A interventora também tenta convencer os pais dos alunos participantes do comitê e das chapas a influenciar os filhos a parar com as organizações do Grêmio Estudantil, sob ameaça de perder a vaga no colégio.
Com a nossa luta e mobilização, o colégio retrocedeu nas suas medidas de proibir bermudas e saias, mas não vamos cair nessa política de pão e circo. Queremos o nosso direito a criação do Grêmio Estudantil para fazermos valer a democracia e fazer do colégio um ambiente melhor para todos. Queremos registrar aqui toda a nossa insatisfação com a direção do Colégio Estadual de Águas Lindas e com a Subsecretaria Regional de Educação – Águas Lindas. 
   
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Sex, 03 de Junho de 2016 Movimento Estudantil
Um dia após a absurda decisão da juíza da 2ª Vara da Infância e Adolescente a de determinar a volta às aulas em toda rede Estadual em greve, estudantes, professores e funcionários realizaram um combativo ato na tarde de 02/06 em frente ao Palácio Guanabara. Antes disto, realizou-se uma assembleia de Professores do Sindicato Estadual do Profissionais em Educação - SEPE - RJ. Além de denunciar os ataques feitos ao direito à educação praticados pelo velho Estado, a massa de estudantes manchou com tinta a podre fachada da sede do Governo em crise da gerência Pezão-Dornelles - PMDB-RJ, resistiu à tentativa de repressão pela fascista PM e indicou para todos em luta pelo ensino público de qualidade, sobretudo às Ocupações de escolas por todo Brasil, o caminho da luta combativa e independente!
 
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Sex, 27 de Maio de 2016 Movimento Estudantil

No Rio de Janeiro, segue firme a greve de ocupação levada a diante pelos estudantes secundaristas, que estão dando uma verdadeira aula de como deve ser de fato a greve que irá trazer as maiores conquistas para a educação. Não só no Rio, mas em todo o país nós temos visto grandes exemplos de como avançar na luta por uma escola pública, gratuita, com mais democracia para os estudantes e que sirva ao povo.

Desde que as ocupações no Rio de Janeiro foram tomando forma e aumentando o número de escolas ocupadas a cada dia, os estudantes perceberam a necessidade de se organizarem não somente com os estudantes de suas próprias escolas, mas também com as demais escolas ocupadas, surgindo a partir daí o Comando Unificado de Secundaristas, o “Comando Ocupa Tudo”. Como de costume, os oportunistas eleitoreiros com suas entidades apodrecidas que dizem representar os estudantes, como UBES (PT-pecedobe), ANEL (PSTU), AERJ (PCR) e etc, tentaram aparelhar a luta dos estudantes com suas práticas atrasadas de despolitização, pacifismo e negociações forjadas com a SEEDUC. Num momento tão crucial da luta, em que estudantes estão sofrendo uma forte perseguição política e o movimento DESOCUPA (movimento de desocupação de escolas financiado pelo estado), tenta desocupar as escolas com violência chegando ao ponto de levar facas e porretes para retirar os estudantes das escolas ocupadas, o papel que as entidades oportunistas cumpriram foi o de levar para trás a luta e não organizar nenhuma resistência sequer, e ainda tiveram a cara de pau de pedir ajuda para a própria polícia!

C.E. Amaro Cavalcanti Ocupado, local da reunião da UNIDADE SECUNDARISTA

 

 
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Qui, 26 de Maio de 2016 Movimento Estudantil

Na última terça-feira, dia 24/05, estudantes e professores realizaram um combativo ato após a Assembleia do SEPE-RJ (Sindicato Estadual dos Profissionais em Educação do RJ) em direção à Secretaria de Estado de Educação – SEEDUC. A assembleia aconteceu depois de quatro dias da truculenta invasão do batalhão do choque à legitima ocupação estudantil do prédio do Governo do Estado, feita na calada da madrugada de sexta-feira (20/05) para sábado (21/05) sem a apresentação de nenhum mandato de reintegração de posse.

Assembleia dos professores em luta. Ato de Professores e Estudantes.