gototopgototop
Movimento Estudantil
Avaliação do Usuário: / 5
PiorMelhor 
Sex, 15 de Maio de 2015 Movimento Estudantil

Por COLETIVO INIMIGOS DO REI (UERJ)

Desde o início da tarde do dia 13 ocorreram atividades de mobilização para preparar o piquete em apoio aos terceirizados, que ainda estão com salários atrasados. A partir das 17h se iniciou o piquete no hall do queijo, que interrompeu o funcionamento dos elevadores e ajudou a criar um clima de agitação entre os estudantes que chegavam ao local. 
Por volta das 18:30 cerca de 400 estudantes saíram em uma combativa passeata entoando palavras-de-ordem em apoio aos terceirizados, aos presos políticos, contra a precarização da Educação e a favor de uma greve geral para lutar contra os cortes de direitos, contra a PL da terceirização e os ataques à educação, levados a cabo pelos governos Dilma/Pezão/Paes. Os estudantes pararam o trânsito na Av. São Francisco Xavier e na Radial Oeste, recebendo o apoio de transeuntes, moradores e inclusive a adesão de alguns jovens da Mangueira.

Após percorrer as ruas, o ato se concentrou em frente ao corredor que dá acesso à REItoria, onde os seguranças da UERJ iniciaram um confronto com os estudantes, que prontamente revidaram as agressões à altura, o que os obrigou a abrirem caminho para a revolta estudantil que se dirigiu para ocupar a REItoria. Não foi possível ocupá-la, mas o estudantes deixaram um rastro de destruição na "fortaleza" de Vieiralves.

Essa combativa manifestação é uma resposta à precarização e sucateamento da Universidade, agravada no contexto em que os governos jogam a conta da crise nas costas do povo. O histórico do M.E. da UERJ mostra que só com ações radicalizadas temos vitórias. É preciso construir uma greve combativa na UERJ, desde a base, para fazermos valer nos direitos e a construção de uma Assembléia para o próximo dia 20, será importante passo para uma greve combativa e radicalizada, rumo à greve geral por tempo indeterminado.

 

uerj uerj_2
uerj_3 uerj_4
 
Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 
Qui, 30 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

 

O monopólio da imprensa não pôde encobrir as mais absurdas e revoltantes cenas de truculência e covardia, perpetradas pelas tropas da PM do Paraná contra os professores da rede pública do estado. Sob o comando direto do governador Beto Richa (PSDB), mais de 2.000 policiais cercaram a Assembleia Legislativa, nos últimos dias 28 e 29/04, em Curitiba, onde cerca de 20.000 professores protestavam contra a criminosa aprovação de Projeto de Lei que privatiza a previdência pública e ataca direitos históricos dos trabalhadores em educação.

A aprovação do PL 252/2015, que institui a “ParanáPrevidência”, representa ademais de um ataque aos já pisoteados direitos dos professores, uma grande traição do governo à categoria, uma vez que ficara acordado há cerca de um mês, que o governo não mexeria nos direitos previdenciários dos profissionais, quando do encerramento da Greve Geral dos trabalhadores em educação do estado. Esta combativa greve, que durou 29 dias, tinha como principais reivindicações a retirada da pauta da Assembleia Legislativa dos projetos de lei 06/2015 e 60/2015, com conteúdos quase idênticos ao então aprovado na base da bala ontem (29/04) pelos deputados do Paraná.

Daí o uso de tamanha força policial, Beto Richa (PSDB) e seus asseclas tiveram de retroceder num primeiro momento devido à massiva e combativa greve geral dos professores, mas se prepararam para impor, pelo uso da força policial, a aprovação do PL 252/2015, seguindo a risca o “ajuste fiscal” do FMI/Banco Mundial, com se corte de direitos e verbas em serviços essenciais à população, comandado desde Brasília por Dilma Rousseff (PT), Eduardo Cunha (PMDB) e cia.

Pelo menos 300 pessoas foram feridas pela PM, dezenas foram encaminhadas para hospitais da região ou para um verdadeiro “hospital de campanha”, montado antecipadamente pelo governo no subsolo da prefeitura de Curitiba já prevendo o desfecho sangrento decorrente de sua imposição. Como era de se esperar, o governo tucano acusa “vândalos infiltrados” e “black blocks” pelo inicio do que classificam como “conflito” e afirma que irá apurar “possíveis excessos” por parte da polícia.

E não é de surpreender que os governistas na direção da UNE (PT/pecedobê) e da CUT/CNTE (PT), quem dirige a greve, utilizem do suor e sangue dos professores para desgastarem o gerenciamento tucano e se cacifarem eleitoralmente. Na blogsfera petista, alardeiam sobre a absurda repressão policial contra os professores do Paraná, como se tratasse de um acontecimento isolado do atual cenário de crise econômica e política no país, de única responsabilidade do PSDB.

 
Avaliação do Usuário: / 2
PiorMelhor 
Seg, 27 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

 

 

Lula_e_Dilma_foram_vaiados_em_protesto_no_ABCEnquanto os governistas da CUT/UNE/UBES e direção do MST encenavam manifestações contrárias ao Projeto de Lei 4330/04 (que generaliza a terceirização no país), o STF - Supremo Tribunal Federal tornou constitucional a Lei 9.637/98, que estabelece a terceirização da gestão de escolas e universidades públicas, hospitais, unidades de saúde, museus, entre outras autarquias, fundações e empresas estatais por “entidades privadas sem fins lucrativos” como associações e fundações privadas qualificadas como “organizações sociais”. Tal decisão derruba a ADI - Ação Direta de Inconstitucionalidade 1.923/98, apresentada em 1998 pelo PT, então na oposição ao governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Esta é mais uma comprovação da continuidade da política privatista dos tucanos pelo gerenciamento de Dilma Rousseff (PT).

 

Vale lembrar a aqueles que ainda acreditam na balela de “separação entre os três poderes”, que a indicação dos ministros do Supremo é de incumbência da presidência da república e faz parte, portanto, de sua “estratégia de governo” ou (o que dá no mesmo) de sua “governabilidade”. Tanto o Projeto de Lei 4330/04, quanto à recém publicada Lei 9.637/98, são parte de um mesmo pacotaço de ataques aos direitos do povo contidos no “ajuste fiscal” de Dilma Rousseff (PT), concretizando a aplicação da política econômica e social ditada pelo Banco Mundial/FMI. As duas medidas têm em comum o objetivo de assegurar os extraordinários lucros e interesses dos monopólios nacionais e estrangeiros, favorecendo, particularmente, à fração burocrática da grande burguesia, muito bem representada no “governista” PMDB e no próprio PT.

 

 

 
Qui, 23 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

 

O Conselho Universitário da Unesp de Araraquara suspendeu a expulsão dos 17 estudantes que participaram da ocupação do prédio da diretoria do campus, em maio do ano passado. A decisão é para que o Conselho Universitário avalie o recurso dos estudantes contra a decisão da universidade, divulgada em fevereiro. Os estudantes aguardam a decisão definitiva a ser tomada pelo Conselho Universitário no próximo dia 24/04, em São Paulo. Até lá, está resguardado aos mesmos o direito de participar de todas as atividades acadêmicas.


Os 17 estudantes são perseguidos por lutarem por assistência estudantil, por condições justas e dignas para que possam usufruir do seu direito democrático ao ensino superior público e gratuito. Uma ampla campanha contra a expulsão dos estudantes conta com o apoio e participação de diversas entidades sindicais e estudantis e de organizações de defesa dos direitos do povo em todo o país.

unesp_araquara_17_estudantes


 
Qui, 23 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

No último dia 14/04, os moradores das Casas do Estudante de Goiânia, organizados pelo Movimento de Casas de Estudante (MCE-GO) ocuparam a REItoria da Universidade Federal de Goiás, exigindo que o REItor negociasse as reivindicações de melhorias nas condições das CEUs, a construção de novas casas, a garantia da bolsa permanência para todos moradores da CEU e ampliação do número de bolsas, aumento do valor da bolsa alimentação para R$600,00 e desvinculação desta bolsa com o Restaurante Universitário. A verba para o PNAES aumentou de R$12 milhões para R$28 milhões este ano, mas ainda assim não contempla a enorme demanda por assistência estudantil e não é aplicada com transparência no interesse dos estudantes.

No segundo dia da ocupação, foi entregue a carta de reivindicações ao Pró-reitor de Assuntos da Comunidade Universitária, Elson Ferreira de Morais. Porém, mais uma vez de forma antidemocrática, o REItor Orlando Amaral “Capacho do Governo Federal”, depois de escrever uma carta com promessas vagas e sem nenhuma garantia de números e prazos de cumprimento da pauta, espalhou a mentira de que houve negociação porém os estudantes teriam sido intransigentes e, feito isso, no dia 17/04, empurrou para ser aprovado o pedido de reintegração de posse nas reuniões dos Conselhos Superiores da UFG (Consuni, Cepec e Conselho de Curadores). A ordem de reintegração de posse foi entregue na noite do dia 20 e, por falta de preparação do movimento estudantil combativo organizado, cedendo aos limites impostos pelo judiciário anti-povo a ocupação terminou dia 21 de abril.

negocia_reitor_fascista

"Negocia Reitor fascista!"

 
Avaliação do Usuário: / 20
PiorMelhor 
Seg, 20 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

Recebemos a informação que na sexta-feira agentes do novo DOPS (DRCI) estiveram na UERJ para conversar com seguranças. Qualquer nova perseguição e criminalização de qualquer um dos 23 ativistas processados é de INTEIRA RESPONSABILIDADE DO PSTU! 

Viemos por meio deste, repudiar o gravíssimo e covarde ataque perpetrado pelos militantes e dirigentes do PSTU dentro da UERJ contra estudantes e ativistas da Frente Independente Popular - FIP-RJ e do MEPR, dentre os quais, companheiros que estão entre os 23 perseguidos e processados políticos da Copa do Mundo, e manifestar a posição do Movimento Estudantil Popular Revolucionário sobre este grave acontecimento.

Vídeo com depoimento de testemunhas:
https://www.youtube.com/watch?v=X4h4dBhaPhM

Sobre os fatos:

No último dia 16, ocorria no 9º andar da UERJ uma reunião de uma comissão da Frente Independe Popular, que estava preparando uma atividade cultural na Aldeia Maracanã. Por volta das 21:50 hs, enquanto acontecia a reunião tranquilamente, um bando de 50 militantes e dirigentes do PSTU, sua maioria absoluta de sindicalistas e militantes vindos de fora da UERJ propositalmente, se dirigiu a sala onde a reunião ocorria, sendo que 30 entraram na sala e 20 ficaram do lado de fora (assegurando que ninguém pudesse entrar), e começaram imediatamente as agressões e espancamentos com socos, pontapés e cadeiradas contra os ativistas presentes.

 
Avaliação do Usuário: / 10
PiorMelhor 
Sáb, 18 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

 

Na noite do dia 16/04 cinquenta (50) BATE-PAUS da Direção do PSTU do Rio de Janeiro invadiram uma reunião de comissões da Frente Independente Popular (FIP-RJ) no 9º andar da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A reunião tinha como pauta a ajuda nos preparativos do evento do Dia do Índio que será realizado domingo pelo Movimento de Resistência Aldeia Maracanã. Os agressores espancaram covardemente os únicos seis (6) companheiros presentes, ferindo-os gravemente com socos, pontapés e arremessando cadeiras. Os companheiros foram hospitalizados, sendo que em um dos casos, houve a necessidade de pontos cirúrgicos. Uma jovem secundarista foi gravemente agredida pelo dirigente do PSTU membro da Direção do Sindipetro, o CAPANGA Eduardo Henrique. Como resultado a jovem estudante ficou com vários hematomas no rosto. As mochilas de dois ativistas e um celular foram furtados da sala onde os agredidos se encontravam.

Num momento em que o movimento popular sofre uma monstruosa perseguição política no Rio de Janeiro, principalmente a FIP e o MEPR. ESTE PARTIDO SOCIAL POLICIAL ASSUME DESCARADAMENTE UMA POSTURA INACEITÁVEL DE TROPAD E CHOQUE DA POLÍCIA POLÍTICA!

 
Avaliação do Usuário: / 1
PiorMelhor 
Seg, 13 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

CAIO SILVA E FÁBIO RAPOSO MERECEM ESTAR LIVRES

 

IGOR MENDES 

 

Conheci Caio Silva e Fábio Raposo dentro da cadeia, apesar de sermos acusados, bizarramente, de pertencer a uma mesma “quadrilha”. Mais precisamente no interior de um camburão, algemados, a caminho do fórum, onde assistimos à primeira das inúmeras audiências do nosso processo, no dia 16 de dezembro de 2014. Conheci dois jovens tranquilos, solidários, temperados por muitos sofrimentos. Àquela altura sequer entendiam do que se tratava o que, para eles, era um novo processo. Eu, com meus botões, só pensava o quanto o mundo é mesmo pequeno: no dia 15 de outubro, quando na atividade cultural realizada na praça Cinelândia, tomei a palavra- para a enorme e justificada preocupação do meu querido advogado e companheiro Dr. Marino- unicamente porque os oradores que me antecederam não haviam tocado num ponto sensível: a campanha pela liberdade de Caio e Fábio.

 

Como todos sabem, a participação nesse evento foi a justificativa para a decretação da minha prisão, e também das companheiras Elisa e Karlayne. Dois meses depois estavam os três reunidos na condição de detentos... Não escrevo, entretanto, um relato pessoal. Assistindo a toda histeria reacionária que se seguiu a libertação dos dois me sinto no dever de fazer um contraponto; traduzir, para o argumento político, a minha profunda felicidade por vê-los de volta à vida já que, por aqui, apenas se sobrevive, e mal. Os que falam em impunidade não fazem ideia do que os dois e seus familiares passaram ao longo de mais de ano encarcerados. Não sei qual caminho seus pés trilharão doravante, mas sei que merecem estar livres para escolhê-los.

 
Avaliação do Usuário: / 4
PiorMelhor 
Seg, 13 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

Carta de Igor Mendes à entrega da Medalha Chico Mendes de Resistência*

17/03/2015 - 104º dia de detenção

Companheiros/as,

Saudações vermelhas, incandescentes, a cada um de vocês!

Agradeço emocionado a indicação para a Medalha Chico Mendes de 2015, que entendo não como um reconhecimento individual, mas como um gesto de solidariedade das entidades organizadoras à campanha pela libertação de todos os presos políticos. Essa data, que marca o dia do golpe civil-militar deflagrado em 1964, com ostensivo apoio do imperialismo, é propícia à reflexão.

O Brasil que temos, trinta anos após a chamada “redemocratização”, é aquele pelo qual lutaram os heróis que imolaram suas vidas na luta contra a tirania ao longo dos anos 60 e 70 do século passado?

Infelizmente, não.

O Estado brasileiro, quanto à sua essência, deixou de ser o velho ferrolho erigido sobre o sangue de todas as revoltas populares que, ao longo da história, esmagou?

Também não.

Em junho de 2013, quando milhões de brasileiros tomaram as ruas para reivindicar os seus direitos mais básicos, sempre cerceados, a única resposta prática que obtiveram foi o aumento da repressão. Essa tem, na verdade, múltiplos aspectos, e nem de longe se resume à brutal ação policial, cujo acionar de guerra, aliás, chocou a opinião pública mundial. Está presente, também, na ação vil dos monopólios de imprensa, Rede Globo à frente, visando todo o tempo desqualificar a juventude combatente, submetendo-nos a permanente campanha de linchamento e desmoralização; na atuação dos parlamentos estaduais, que correram a aprovar leis restritivas de direitos individuais (como as famigeradas leis de máscaras), bem como do congresso nacional, esse antro de bandidos (com todo respeito aos filhos do povo empurrados para a criminalidade por absoluta falta de perspectivas, e sem intenção de ofendê-los com a comparação), que ainda em 2013 pôs em marcha draconiano projeto de lei antiterrorismo, e encena agora com a inaceitável redução da maioridade penal; no agir do judiciário que tem no caráter seletivo, discriminatório — em desfavor dos pobres — com que são distribuídas as ordens de prisão e sentenças o seu aspecto mais odioso, ademais do abuso das prisões preventivas, cultura típica de Estados policiais. No âmbito do executivo, os governos eleitos em processos viciados, caríssimos, que nada têm de democráticos, atuam segundo os ditames e interesses de seus financiadores. A mesma Dilma que mentiu para o mundo ao declarar, perante a Assembleia Geral da ONU, que seu governo não reprimiu os protestos, mentiu para os brasileiros durante o último pleito, quando afirmou que não haveria aumento de impostos e corte de direitos trabalhistas.

 
Seg, 06 de Abril de 2015 Movimento Estudantil

Durante toda a semana do dia 23/03, estudantes da UFMG agitaram o campus Pampulha, denunciando a situação da educação em geral e em particular sobre os problemas que tem atingido a universidade em decorrência do corte de 7,042 bilhões de reais do orçamento do MEC e seu impacto de 30% do orçamento das universidades públicas. As passagens em sala foram parte da mobilização para uma paralisação na quinta-feira (26) convocada pelo Fórum em defesa da saúde e educação da UFMG e levantaram a bandeira da GREVE GERAL contra os cortes de verba na educação. No dia 26 várias atividades aconteceram no campus Pampulha convocando os estudantes para lutarem contra o sucateamento e em defesa da universidade pública e gratuita.


O dia 26 de Março começou com intensa presença do aparato repressivo na entrada da UFMG na Avenida Antonio Carlos. Mais de uma dezena de veículos da repressão tentavam intimidar os estudantes que chegavam para que nenhum deles arriscasse participar da mobilização que envolvia vários estudantes panfletando e exibindo as faixas: Abaixo o corte de verbas de Dilma na educação e as demissões de operários na UFMG! e Greve Geral contra os pacotaços!


O material distribuído aos milhares denunciava:


 
Mais Artigos...