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Sáb, 27 de Fevereiro de 2010
Movimento Estudantil
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Publicamos a seguir nota divulgada pelo DCE/UNIR e estudantes da Universidade Federal de Rondônia, campus de Rolim de Moura, que se encontra em greve por tempo indeterminado desde o dia 22 de fevereiro. Desde já declaramos nosso total apoio a justa greve realizada pelos estudantes da UNIR, somente com luta e combatendo todo o oportunismo podemos avançar na contrução de uma universidade democrática e de qualidade.
Os estudantes da UNIR-Universidade Federal de Rondônia- Campus de Rolim de Moura, vêm a público manifestar seu repúdio ao completo estado de abandono em que se encontra o campus, sem mínimas condições de funcionamento, onde não se dispõe dos recursos mais básicos e essenciais para o bom funcionamento de qualquer instituição de ensino.
Listamos aqui alguns dos principais problemas:
1- Não há banheiros com condições de uso; 2- Não há água nos banheiros nem para a limpeza; 3- Não há água potável para beber; 4- Não há energia suficiente para o campus, (só se pode manter ligados dois aparelhos de ar-condicionado ao mesmo tempo, caso contrário a chave cai); 5- Escasso material de limpeza; 6- Os banheiros dos professores estão interditados há um ano; 7- As ruas do Campus e o pátio de entrada são verdadeiros atoleiros de lama; 8- Fechamento da biblioteca por tempo indeterminado de maneira arbitrária pela direção do campus; 9- Laboratórios precários e sem manutenção; 10- Acionado pelos estudantes, o Ministério Público Federal deu prazo para o REItor Januário apresentar uma proposta de reforma e adequação das irregularidades na estrutura e funcionamento do campus, no entanto, os prazos não foram cumpridos e nem há data para inicio das obras. Poderíamos citar tantos outros, como a falta de professores e de salas de aula.
Após inúmeras promessas da Reitoria, nada ou muito pouco do prometido foi cumprido. Nós estudantes, estamos cansados de esperar por algo que não virá sem luta. ESTAMOS EM GREVE DESDE SEGUNDA FEIRA, DIA 22/02/10, não baixaremos nossas cabeças diante destes absurdos. Exigimos condições dignas de estudo!
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Sáb, 27 de Fevereiro de 2010
Movimento Estudantil
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Todo início de ano letivo é marcado por notícias de espancamentos, consumo excessivo de álcool e drogas, violência mental e física e não raro mortes causadas por trotes em universidades de todos os lugares do país.
É claro que, se tomamos os índices estatísticos no seu conjunto, observamos que esses casos são minoritários e não justificam o terror que o monopólio de imprensa joga sobre pais e estudantes. Aliás, não há nenhum fenômeno social que escape a essa campanha de medo e policização feita pelos fascistas monopólios de imprensa (não é desnecessário mencionar que no carnaval de rua do Rio de Janeiro, por exemplo, urinar na rua virou motivo de prisão).
Não obstante é sim muito importante, e necessário, analisar com olhar crítico o que significam, e por que se repetem, esses acontecimentos. Nosso Movimento, aliás, tem antiga posição de se opor aos velhos “trotes” e defender que esse ingresso de novos estudantes na academia deva ser aproveitado como um momento de discutir os rumos da universidade e o papel que ela cumpre, apresentar aos “calouros” o que é o movimento estudantil e a necessidade de construir uma sólida união entre todos os estudantes em defesa do ensino e pela construção de uma nova sociedade. Aliás, esse momento de início de uma nova fase na vida dos estudantes é sempre propício para isso e deve ser de fato aproveitado.
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Ter, 26 de Janeiro de 2010
Movimento Estudantil
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Baixe os boletins distribuidos pelo MEPR no ENEG:
Realizou-se entre os dias 12 e 18 de janeiro em Maceió o XVIII Encontro Nacional dos Estudantes de Geografia. Os Encontros de curso em geral, que apresentam amplas possibilidades de ser um espaço privilegiado de discussão política e definição de estratégias de luta uma vez que reúnem estudantes da maior parte das universidades do país, acabaram se tornando ao longo dos anos “mini-congressos da UNE” com a predominância de um espírito festivo e de puro turismo comercial e baixíssima participação política dos estudantes. Existem importantes exceções, que nos servem como exemplo, como é o caso do curso de Pedagogia mas, verdade seja dita, até aqui os Encontros de Geografia têm se mostrado dentro desse quadro geral de desmobilização.
Mas por que isso acontece? Será algo “inato aos estudantes”? Será porque o movimento estudantil “acabou”? Não é nada, absolutamente nada disso.
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Ter, 26 de Janeiro de 2010
Movimento Estudantil
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Nós, estudantes de Geografia, viemos nos manifestar a respeito dos recentes assassinatos dos companheiros Élcio Machado e Gilson Gonçalves, coordenadores da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental. Os companheiros foram encontrados mortos no dia 8 de dezembro de 2009 depois de terem sido sequestrados no município de Buritis alguns dias antes. Ambos os corpos apresentavam marcas de tortura.
Tais crimes devem ser computados na longa lista de lutadores do povo vitimados pela ação genocida do latifúndio, intacto há cinco séculos no nosso país, ação essa que é acobertada e muitas vezes protagonizada pelo velho estado brasileiro. Exigimos a punição do latifundiário Dilson Cadalto, mandante dos assassinatos, como também do seu bando de pistoleiros que executaram este bárbaro crime.
Denunciamos ainda a ação conivente dos órgãos estatais como o INCRA e a Ouvidoria Agrária Nacional, esta na pessoa do ouvidor Gercino da Silva Filho, bem como de todo o monopólio de imprensa que insistem em criminalizar a luta pela terra e silenciam diante dos sucessivos assassinatos de trabalhadores ocorridos na região a mando dos latifundiários.
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Ter, 26 de Janeiro de 2010
Movimento Estudantil
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É incrível como a mídia burguesa ainda continua fazendo seu trabalho sujo contra as manifestações populares. Durante os anos da gerência militar, os veículos de comunicação que escreviam matérias progressistas eram atacados, pois segundo a ignorância dos “milicos” todos que discordavam do regime eram comunistas e como tal eram submetidos à repressão, perseguição, prisão, torturas e execuções. Talvez por medo, pois sabiam que os movimentos comunistas revolucionários eram os únicos com base ideológico-política para destruir a podridão do regime de subjugação nacional até os seus mais profundos alicerces.
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Ter, 26 de Janeiro de 2010
Movimento Estudantil
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Breve relato dos últimos acontecimentos
As reuniões de construção do EFEPe, que vinham acontecendo há pelo menos dois anos, e que tomaram novo impulso após a ocupação da reitoria na UERJ, estão sendo feitas por estudantes de diversas universidades, dos quais, alguns sempre presentes e outros com limitada participação (não só porque comparecem às reuniões de discussão e deliberação esporadicamente, mas porque dificilmente cumprem alguma determinação no sentido de concretizar o Encontro).
Para quem tem participado efetivamente das reuniões de construção do EFEPe fica muito claro o avanço e o tempo que dedicamos a nos encontrar, discutir e correr atrás de tudo o que tem sido deliberado em determinados prazos. O Encontro, que inicialmente estava marcado para os dias 13, 14 e 15 de novembro, teve que ser adiado para os dias 9, 10 e 11 de abril, principalmente pela dificuldade em conseguir um local, visto que no final do ano ocorrem as provas dos vestibulares em quase todas as universidades. Mesmo sendo adiado, a comissão organizadora, que já havia iniciado a divulgação do Encontro entre os estudantes, contando, inclusive, com a participação de alguns palestrantes, decidiu manter toda pauta do evento, visto que esta foi decidida, em reuniões previamente divulgadas, de forma absolutamente democrática, entre todos os presentes e que seria inviável ficar discutindo isso em todas as reuniões, o que inviabilizaria o Encontro. O tema do Encontro ficou definido como “A atuação do(a) pedagogo(a) nos movimentos populares”, que segue sendo o tema da mesa de abertura, a fim de ampliar a discussão a respeito dos locais de atuação do pedagogo em função das demandas sociais, e, a 2ª mesa leva o nome de “A luta contra a reforma universitária”, refletindo as últimas mobilizações e lutas estudantis que sacudiram o país contra as medidas de sucateamento e privatização do ensino público.
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Sáb, 16 de Janeiro de 2010
Movimento Estudantil
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Mais um ano começa e com ele aumenta a sede de lucro máximo que rege a vida da máfia dos transportes em todo o país.
Em praticamente todas as capitais do país haverá violentos “reajustes”. Em São Paulo, por exemplo, onde milhões de trabalhadores se amontoam em veículos precários para trabalhar honestamente todos os dias a tarifa de ônibus saltará de R$2,30 para R$2,70, ou seja, um aumento de 17%! Isso enquanto o ridículo salário mínimo tem previsão de aumento para o valor irrisório de R$510,00, ou seja, um aumento real de 6%.
Mas não é apenas São Paulo que sofre com tais “reajustes” (leia-se: roubos). Outras capitais como Rio de Janeiro, por exemplo, já têm aumento confirmado e em outras como Alagoas, por exemplo, embora a demagogia do prefeito o tenha levado a afirmar que não haverá aumento agora este já é certo nos próximos meses. Assim, com a nova configuração do mapa da exploração, São Paulo passará a ser a passagem mais cara do país seguida por outras cidades paulistas como Santo André, Osasco, São Bernardo aonde pegar um coletivo custa R$2,50 e de Contagem, em Minas Gerais, onde o custo é de R$2,35. Logo atrás vêm Rio, Belo Horizonte (MG), Cuiabá (MT), Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS) e Ribeirão Preto (SP), com R$ 2,30.
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Ter, 22 de Dezembro de 2009
Movimento Estudantil
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No dia 10 de novembro de 2009, nove estudantes foram condenados a pagar uma absurda multa por participar da ocupação da diretoria do campus da Unesp de Presidente Prudente no Estado de São Paulo, ocorrida no dia 02 de abril de 2009. Ocupação que tinha como principais reivindicações: a construção de um restaurante universitário, contratação de professores, revogação do processo anual de moradia, permanecia da duplicidade de bolsa, entre outras.
Segundo o juiz Fábio Mendes Ferreira o valor da multa corresponde “aos custos, despesas processuais e honorários advocatícios, em 15% do valor da causa”. Tal condenação é mais um exemplo da inexistência de democracia e autonomia nas universidades brasileiras, onde a justa luta dos estudantes em defesa da educação pública é tratada como crime pelas reitorias e pelo Estado.
A absurda condenação destes nove estudantes é mais uma resposta do Estado brasileiro ao crescimento da luta estudantil. A estes nove companheiros somam-se centenas de estudantes processados e condenados pelo simples fato de não aceitar a destruição do ensino público em nosso país.
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Qui, 10 de Dezembro de 2009
Movimento Estudantil
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Enquanto os governistas e campeões mundiais do cinismo PT e Pecedobê, juntamente com seus apêndices de “oposição” PSOL/PSTU, ocupam a por eles chamada “casa do povo” (assembléia legislativa do Distrito Federal) para exigir a renúncia do governador-panetone Arruda ( e em seu lugar colocar não sabemos que figura “honesta”) têm que se esquivar de uma séria denúncia de fraude e desvio de verbas ou, se quiserem, no eufemismo próprio de “respeitáveis bandidos bem vestidos”, dinheiro não contabilizado.
Dados do Ministério da Cultura dão conta de 9 convênios estabelecidos entre a UNE e o governo federal, num total de 2,9 milhões de reais, que estariam em situação irregular. A UNE (em ritmo de campanha eleitoral) recebeu 342 mil reais do MEC para financiar seu “Congresso” (carnaval fora de época?), além dos já sabidos 100 mil da Petrobrás. Não por coincidência os protagonistas de seu encontro foram Lula, a candidata em campanha Dilma Roussef e a defesa da não-abertura da CPI da PETROBRÁS.
Isso, em nome da “independência” do movimento estudantil, que essa gente jura de pés juntos defender. Pode?
Segundo o “Estadão” a UNE teria fraudado contrato com empresas de segurança fantasmas, localizadas em Salvador, a 1.400 km de distância do Congresso, realizado em Brasília. Uma dessas empresas, diz o jornal, não têm sequer funcionários. Em uma chorona e esquálida nota de resposta os oportunistas da entidade dizem, no melhor estilo como nunca antes na história desse país: “A UNE, que acaba de construir o congresso mais representativo dos seus 72 anos de vida, foi tratada como governista, vendida, aparelhada e desvirtuada de seus objetivos pela maioria das grandes rádios, jornais e revistas".
“Governista, vendida, aparelhada”... Seria isso uma defesa ou uma confissão?
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Qui, 10 de Dezembro de 2009
Movimento Estudantil
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A Reitoria da UFG, com um histórico de autoritarismo (haja vista o REUNI aprovado em prédio da Justiça Federal, a tentativa de aprovar um regimento interno que previa reuniões secretas do Conselho Universitário, um sem-número de estudantes que continuam sendo processados judicialmente por participarem de lutas nos últimos anos e outros tantos casos) tenta golpear a autonomia financeira e política dos Centros Acadêmicos: quer expulsar as pequenas empresas copiadoras que alugam espaços dos CA's e fazer licitações para que uma única grande empresa assuma o controle da atividade.
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