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Movimento Estudantil
Seg, 27 de Março de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

No dia 22 de março o Centro Acadêmico de Pedagogia Zenildo Gomes (CAPED) da UNIR – Porto Velho realizou uma atividade de recepção aos calouros do curso. Cerca de 50 estudantes participaram da atividade, sendo a maioria estudantes do 1º período, mas estudantes dos demais períodos também marcaram presença.

A abertura foi feita pela coordenadora geral do CAPED que brevemente falou da situação atual de ataques à educação e aos direitos do povo pelo velho Estado brasileiro, a importância do Movimento Estudantil de Pedagogia (MEPe) nas lutas em defesa do ensino público e seu caráter independente e, as conquistas do movimento estudantil independente e combativo da UNIR. Em seguida foi exibido o documentário curta-metragem sobre a histórica e vitoriosa Greve de Ocupação da UNIR em 2011, que teve como principal conquista a renúncia do então REItor, o fascista e corrupto Januário Amaral.

Após a exibição do vídeo, a professora Marilsa de Souza (Departamento de Ciências da Educação da UNIR) fez uma sucinta palestra, atendendo ao convite da organização do evento. Em sua fala a professora discorreu sobre o caráter da educação em um país dominado pelo imperialismo como o Brasil; as bases econômica, política e ideológica dessa dominação; o atual e acelerado processo de sucateamento da educação pública e a crescente privatização, citando exemplos de países onde já não existe educação pública, como o caso do Chile. Além disso, a professora apontou que atualmente 75% das matrículas de estudantes do ensino superior no Brasil estão em universidades privadas e essas encontram-se sobre o controle de grandes grupos monopolistas estrangeiros, principalmente ianques, como Kroton (EUA), Laureate International Universities (EUA), Apollo Education (EUA), etc. A professora finalizou sua palestra ressaltando a importância da defesa do direito democrático do povo de ter uma educação pública, gratuita e que sirva a seus interesses.

Ao final da palestra, diversos estudantes fizeram perguntas e manifestaram concordância com o conteúdo exposto tanto no vídeo como na palestra, encerrando a atividade num clima de bastante entusiasmo e decisão de defender a educação pública. Todo o evento manifestou um flagrante contraste com a prática semifeudal dos “trotes” degradantes ainda muito frequentes nas universidades brasileiras, prática essa que será abolida tão logo avancem as lutas e a politização dos estudantes universitários.

 
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Dom, 26 de Março de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

Neste dia 28 de março completarão-se 49 anos do assassinato do primeiro estudante morto pelo regime militar fascista, Edson Luís, na cidade do Rio de Janeiro no Restaurante Central dos Estudantes, conhecido como Calabouço. Desde o ocorrido, o dia 28 de março ficou marcado pelos estudantes brasileiros como o dia do Estudante Combatente, uma forma de relembrar este e todos os crimes praticados pelos fascínoras do regime militar fascista, fruto do golpe militar de 1º de abril de 1964, efetuado pelo reacionário exército brasileiro a mando do imperialismo ianque como uma forma de tentar deter o avanço da situação revolucionária naquela época. Como parte da Juventude Combatente, nós, do Movimento Estudantil Popular Revolucionário levantamos nossas vozes em todo dia 28 de março para seguir na mesma luta contra o velho estado burguês-latifundiário, levantando as pautas do movimento estudantil em defesa do nosso direito a estudar e aprender e apontando o caminho da Revolução Democrática Ininterrupta ao Socialismo como forma de resolver completamente os problemas que assolam o nosso povo diariamente.

Repercutiremos em nosso site a arte de um panfleto distribuído em colégios do Rio de Janeiro e de Niterói, convocando para um ato no próximo dia 28 de março, terça-feira, 16 horas no CEPLIM - Niterói.

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Aproveitamos também para repostar a matéria publicada na edição de nº 10 do Jornal Estudantes do Povo, intitulada "41 anos depois, a Edson Luís Saudações Revolucionárias!".


41 ANOS DEPOIS, A EDSON LUÍS SAUDAÇÕES REVOLUCIONÁRIAS!

Edson Luís de Lima Souto nasceu em Belém do Pará, no dia 24 de fevereiro de 1950.

Oriundo de uma típica família pobre paraense iniciou seus estudos na escola estadual Augusto Meira, aonde concluiu o ensino fundamental. Devido à ausência de opções de ensino na sua região mudou-se então para o Rio de Janeiro a fim de cursar o ensino médio no Instituto Cooperativo de Ensino que funcionava no Restaurante Central dos Estudantes, mais conhecido como “Calabouço”.

O Calabouço (apelido dado devido à lenda de que ali teria existido uma prisão de escravos) foi fundado em 1951 na sede histórica da UNE, no bairro do Flamengo, mas logo no ano seguinte foi transferido para as proximidades do aeroporto Santos Dumont exatamente no centro da cidade. Apesar de formalmente administrado pelo ministério da educação era a própria União Metropolitana dos Estudantes (entidade secundarista) quem geria o local. Desde então, e particularmente durante o ascenso de manifestações da década de 60, a história daquele singelo lugar fundiu-se definitivamente com a história do levante da juventude. Manifestações contra o aumento das refeições, a favor da educação pública e contra o regime militar encontravam ali um verdadeiro centro de preparação e mobilização.

E, claro, seria inevitável que no meio de tão intenso ambiente o jovem Edson se encontrasse com aquele audacioso movimento estudantil, como tantos e tantos jovens de sua geração. Apesar de não ter chegado a ser uma liderança, Edson Luis nunca abandonou ou hesitou em estar ao lado dos seus colegas sendo um bom exemplo do espírito combativo do conjunto daquela juventude. Ajudava colando cartazes e jornais nos murais, assistindo aos comícios, enfim, porque compreendia muito bem a justeza daquela luta.

Mas um dia, repentinamente, veio ligar seu nome à história.

 
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Seg, 13 de Março de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

 

No dia 9 de março ocorreu uma Assembleia Geral de estudantes da Universidade Estadual do Rio de Janeiro - Uerj. Nela foi discutida a organização de lutas em defesa da universidade, importante pauta para dar resposta à situação desesperadora que atravessa a Universidade, que no último dia 6, segunda-feira, foi palco de um grave acidente no qual um elevador caiu do terceiro andar, acidentando uma trabalhadora.

Mais do que falar da situação já conhecida de fechamento da universidade por falta de repasse por parte do “governo” do Estado, os cerca de 60 estudantes presentes ressaltaram a necessidade de prosseguir organizando a luta em defesa da universidade, avançando principalmente no ponto de organização dos estudantes. Os presentes se comprometeram fazer acontecer atividades que sirvam para demonstrar para a população a situação e envolvê-la na luta concreta pela educação e saúde públicas.

São mais de 30 mil estudantes há três meses sem aula, o Hospital Universitário, que deixou de realizar cirurgias por falta de recursos mínimos, e também não está atendendo a população, professores, funcionários técnicos e terceirizados com salários astrasados, além de inúmeras atividades (como cursos de línguas, estágios e outros), que estão sendo prejudicados pelo total descaso de Pezão - PMDB, bem como do governo federal de Temer, que aplica a mesma política antipovo a nível nacional.

 

Panfleto distribuido denunciando a situação da Uerj e chamando a maiores lutas!

Panfleto distribuído por ativistas do MEPR

Foi feita também uma agitação em torno da necessidade de os estudantes independentes tomarem para si a tarefa de organizar esta luta. Seria um erro esperar que o atual DCE (PT/Pecedobê) tivesse qualquer atitude no sentido de impulsionar e dar massividade à luta pela defesa da Uerj, estes já demonstraram que seus interesses são o de ser meros porta-vozes de REItoria e governo e de imobilizar o movimento estudantil combativo.

É, portanto, dever de cada estudante tomar parte ativa nesta luta que já se iniciou e que conta com apoio de toda população carioca, bem como de todos estudantes, professores e de todo povo de todo país. A Uerj deve ser ponta de lança na luta contra os ataques à educação e servir de exemplo nacional de resistência!

Calendário de atividades:

13/03 - Panfletagem nas ruas ao redor da Uerj denunciando a situação

15/03 - Ato contra a Reforma da Previdência - 16 hrs - Concentração na Candelária

23/03 - Ato na casa do Pezão - 17 hrs - Concentração na saída do metrô de Antero de Quental

COMBATER E RESISTIR CONTRA O FECHAMENTO DA UERJ!

 
Sex, 10 de Março de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

Reproduzimos nota publicada no Blog da Redação do Jornal A Nova Democracia: www.andblog.com.br.

USP: Estudantes e trabalhadores resistem à agressão policial

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Protesto contra os cortes na USP

Comitê de Apoio ao AND – São Paulo

Na tarde desta terça-feira, estudantes, trabalhadores e professores protestaram em frente ao prédio da reitoria por conta de uma votação do Conselho Universitário, que discutiria o documento “Parâmetros de Sustentabilidade Econômico-Financeira da USP”, que estabelece teto de gastos para a instituição e medidas que vão do não pagamento de reajuste à demissão de funcionários.

Para impedir a entrada de cerca de 100 burocratas no Conselho Universitários, os estudantes, trabalhadores e professores fizeram um cordão em frente ao portão do Conselho. Os conselheiros e a força policial tentaram romper o cordão dos estudantes que resistiram somente com a força do corpo contra os socos e coronhadas que lhe eram dados.

 
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Ter, 21 de Fevereiro de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

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Balanço da UV-LJR sobre as ocupações de 2016 em BH

Boa tarde companheiros e companheiras! Gostaria de saudar a todos presentes aqui e destacar a importância desse primeiro encontro da Unidade Vermelha para a organização mais consequente da juventude combatente aqui de Belo Horizonte. Estamos aqui porque é enorme a importância de conformar a UV em cada canto do país, principalmente no momento de crise que vivemos hoje no Brasil.

Desde 2013 vivemos um período histórico de aumento da politização da juventude brasileira e principalmente de compreensão quanto ao uso consciente da violência justa como via efetiva de transformar a sociedade e da apropriação e reinvindicação dos espaços públicos.

O ano passado foi marcado pelo grande acontecimento das ocupações secundaristas e universitárias por todo o país, foram mais de 1300 escolas e 200 universidades ocupadas, quando a inciativa dos alunos de se levantar contra a PEC 55 e a MP do Ensino Médio mostrou a decisão e compromisso da juventude combatente, que agarrou com firmeza a tarefa de barrar mais esses ataques do podre Estado brasileiro. Assumimos com vigor nosso papel de vanguarda e tropa de choque da revolução, mostramos que não aceitaríamos calados os golpes do governo que claramente tiveram o objetivo de retirar direitos das massas para assegurar os lucros dos grandes bancos que promovem a verdadeira sangria dos cofres públicos.

Tomamos as rédeas da gestão de nossas escolas e universidades, promovemos atividades políticas, culturais, envolvemos e instruímos a comunidade em torno das nossas exigências. Nos organizamos em comissões de alimentação, saúde, comunicação, segurança, mostrando nosso poder de organização, disciplina e maturidade para resolver conflitos.

É importante destacar o papel das comissões de comunicação e de segurança nas ocupações para entender o momento político atual e a necessidade de garantir a segurança de quem luta pelos seus direitos num estado fascista e policial, que ainda insiste em se dizer democrático de direito. As instruções de centralizar as falas para a imprensa, de não se identificar ao entrar em contato com a mídia, não divulgar informações sobre o funcionamento orgânico das ocupações, não transmitir informações a terceiros a não ser que pessoalmente, cobrir o rosto ao ser fotografado, a escala de rondas noturnas internas e externas nos prédios, a manutenção de portaria com controle de entrada, eram algumas medidas de segurança que refletem a situação de perseguição da juventude que se levanta contra o sistema.

 
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Ter, 21 de Fevereiro de 2017 Noticias - Movimento Estudantil
Publicamos matéria enviada pelos companheiros da Unidade Vermelha - Liga da Juventude Revolucionária de BH sobre o encontro realizado no penúltimo domingo. Aproveitamos para, na sequência, publicar algumas das intervenções feitas pelo MEPR e pela UV durante o encontro.


PRIMEIRO ENCONTRO DA UNIDADE VERMELHA EM BH
AVANÇAR NA ORGANIZAÇÃO DA JUVENTUDE COMBATENTE

 

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Do último domingo, dia 12, ocorreu na região o primeiro encontro da Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária. O encontro teve como proposta apresentar a organização para a Juventude Combatente de BH e teve sede na Escola Estadual José Heilbuth, que esteve ocupada no ano passado e fica na zona norte da cidade.

O Primeiro Encontro da UV contou com a participação de diversas organizações, que mostraram para a Juventude Combatente ali presente o caminho revolucionário e apontaram a importância da organização da juventude revolucionária, que é "reserva e vanguarda de choque" da luta revolucionária para a conformação de uma nova sociedade. Juventude essa que no ano passado tomou a frente nas ocupações secundaristas e universitárias contra os ataques de Temer/PMDB e que expressa, no seu dia a dia, a revolta e disposição para lutar contra a situação de miséria do povo.

As paredes da escola foram tomadas por cartazes que traziam imagens da Grande Revolução Cultural Proletária; que exaltavam a resistência do povo palestino e que convocavam as jovens a despertar sua fúria revolucionária. Fotos de Lênin e Stalin, dirigentes da centenária Grande Revolução Bolchevique; de Helenira Rezende e Manoel Lisboa, patronos da Unidade Vermelha – LJR; dos heróis do povo brasileiro, que verteram seu sangue pela Revolução Agrária, Cleomar Rodrigues, Renato Nathan e Luiz Carlos; da companheira Sandra Lima, fundadora do MFP, apoiadora convicta da UV desde sua fundação e que sempre gostava de ressaltar a conformação dessa Unidade como um dos principais legados das Jornadas de Junho e Julho de 2013. Imagens de outros companheiros que doaram suas vidas para luta pela libertação do proletariado também estavam presentes. Além disso, havia um mural de jornais A Nova Democracia junto de um chamado de apoio à imprensa popular e democrática.

 
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Seg, 13 de Fevereiro de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

No dia 09/02 o Rio de Janeiro foi mais uma vez palco de grande resistência de massas. Servidores públicos, funcionários da CEDAE (Companhia Estadual de Distribuição de Águas), que está sendo alvo de tentativas de privatizar como parte do acordão do governo estadual com o federal, estudantes e trabalhadores enfrentaram bravamente a tropa de choque da PM e a Força Nacional de Segurança.

Neste dia, o gerenciamento imoral de Pezão (PMDB) pretendia fazer votar a parte específica do seu pacote de maldades que diz respeito à privatização da CEDAE. Essa medida já foi denunciada por muitos como mais um ataque aos direitos do povo. Nesse caso o direito fundamental de acesso à agua, que nas atuais condições já não é garantido pelo descaso do podre governo estadual ao sanemanto básico, sobretudo em regiões mais afastadas da região central.

A manifestação contra as medidas antipovo e a privatização da CEDAE teve início no começo da tarde e pouco antes do horario marcado para o início da votação na ALERJ uma parte dos manifestantes, sobretudo a Juventude Combatente, saiu em ato pelas ruas ao redor para propagandear a revolta popular. Ao retornar ao local inicial do ato, posicionados com escudos vermelhos, bandeiras, palavras de ordem de denúncia aos crimes do gerenciamento de turno, morteiros e rojões, a polícia iniciu um ataque covarde com bombas de efeito moral e de gás lacrimogênio pensando assim repelir o protesto popular. Que engano!

Escudos da Juventude Combatente

Daí pra frente o que se viu foi uma resistência massiva de trabalhadores e estudantes que não mais aceitam a repressão brutal contra toda e qualquer manifestação de repúdio às medidas antipovo, e impuseram duras respostas a essa atitude fascista.

Resistência Popular

Repressão não vai deter a revolta popular

 

 
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Sáb, 11 de Fevereiro de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

Na última quarta-feira dia 08\02, aconteceu em Niterói-RJ uma combativa manifestação contra o aumento da passagem e do bilhete Único. O município de Niterói criou um decreto que garante o aumento automático das passagens todo início do ano e já está previsto para o dia 18 um novo aumento no valor das barcas

O aumento das passagens é um ataque aos trabalhadores, precariza e aumenta os custos de vida do povo. Esses aumentos constantes dos preços são garantidos pelos gerentes de turno do Velho Estado que precisam garantir os privilégios dos grandes burgueses e latifundiários  que financiam suas campanhas durante a farsa eleitoral.

A manifestação percorreu todo terminal rodoviário, fez muita agitação  combativa e em seguida  percorreu as principais ruas da cidade.  A polícia tentou reprimir a manifestação com spray de pimenta, porém, com uma postura firme a juventude mostrou que aqueles que mantém uma reinvindicação justa não temem ir às ruas e continuaram o protesto até as barcas.

Bandeira da Palestina tremula no combativo ato

 

 

A vitoriosa manifestação em Niterói inicia, na cidade, um ano que promete ser de lutas contra  os pacotes antipovo de Temer e Pezão(PMDB) e resistência combativa das massas nas ruas em defesa dos seus direitos golpeados .

Viva a a juventude combatente!

O ato nos mostrou uma juventude combatente e disposta a lutar, uma juventude que não  duvidou da capacidade das massas, que mostrou que a rebelião se faz com decisão e foi às ruas.

Manifestação tomou ruas do centro de Niterói

 Nós, do MEPR, convocamos a juventude a permanecer na luta pelo transporte em Niterói, esmagando qualquer tipo de oportunismo que queira travar o avanço da luta. Devemos impulsionar o protesto popular, resistir aos ataques contra os direitos do povo e aumentar a propaganda de que o Brasil precisa de uma grande revolução.  Tomar as ruas, as escolas, as universidade, atuando sempre de forma combativa, firme e justa. A luta revolucionária é o caminho para a construção de um novo mundo, não há outro caminho para a libertação das massas. 

 

Ir ao combate sem temer! Ousar lutar, ousar vencer!

 
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Seg, 06 de Fevereiro de 2017 Noticias - Movimento Estudantil

FIES

 

 Dados divulgados recentemente indicam inadimplência de mais de metade dos contratos do FIES em fase de pagamento. Este programa do governo federal consiste na compra de vagas em faculdades particulares pelo Estado através do Banco do Brasil e da Caixa Economica Federal. De acordo com o contrato, os estudantes tem de começar a quitar as pretações um ano e meio depois de formados, mas não é isto o que tem acontecido. 

Os dados apontam que 53% dos 526,6 mil contratos em fase de pagamento estavam atrasados em setembro de 2016. Os números de 2015, já apontavam R$625 milhões em prestações atrasadas. E isto tem acontecido porque os cursos nas faculdades particulares não tem garantido empregos para a grande maioria dos jovens. Ora, o FIES é destinado a jovens "de baixa renda", com renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa. Porém, mais da metade das pessoas formadas não estão tendo condições de pagar as mensalidades do financiamento, mesmo com o diploma de Ensino Superior. Isto reflete o tamanho grau que atingiu o desemprego e os baixos salários no país.

E também desmascara a mentira defendida por esses enganadores à testa do velho Estado. O FIES foi anunciado pelo ex-gerentão pró-ianque Luiz Inácio como um complemento para ingressar imediatamente uma grande parcela da população no Ensino Superior enquanto se expandiria a longo prazo as vagas nas universidades públicas. Mas o que tem acontecido é justamente o contrário!  As verbas pras universidades federais tem sido cortadas aos montes desde o gerenciamento Dilma, e agora recebrão cortes tão graves como nunca antes vistos após a aprovação da "PEC do Teto dos Gastos" do reacionário Temer e sua quadrilha de bandidos.

Enquanto isso, os tubarões do ensino privado tem recebido gordas quantias e se empanturrado de dinheiro público. Só em 2016 foram 193 mil novos financiamentos. O auge foi em 2014 com 731,7 mil, um investimento acumulado de R$55,5 bilhões de 2010 a 2016. Em comparação, em 2014 o investimento em todas as Instituições Federais de Ensino (públicas) somadas não ultrapassou os R$ 2,59 bilhões! E ainda por cima, os tubarões do ensino privado tem aumentado o valor das mensalidades inescrupulosamente. O aumento em 2017 foi de mais de 14% nas mensalidades só em Belo Horizonte/MG. Aumento que o governo paga sem pestanejar, condenando à forca os estudantes que forem pegos na arapuca do financiamento.

 
Seg, 19 de Dezembro de 2016 Noticias - Movimento Estudantil

IMPULSIONAR A REBELIÃO ESTUDANTIL!
Preparar a Greve Geral para derrotar a gerência Temer e suas políticas antipovo!


MEPe

Maceió, 04 de dezembro, 2016

“Toda noite tem aurora,
Raios – toda a escuridão.”
(O Século, Castro Alves)

“No meio do caminho uma pedra apareceu,
no meio do caminho uma pedra pareceu ser o caminho.
Pedras são sonhos na mão, voam na imensidão,
ideias que ganham vida e criam asas.”
(Pedras e Sonhos, El Efecto)

 

Nós da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia, reunidos em Maceió, capital de Alagoas, terra de Zumbi, Dandara e Ganga Zumba:

Saudamos calorosamente os estudantes e a juventude brasileira em luta!

Saudamos todas as escolas e faculdades ocupadas – pequenos e desafiantes quilombos da juventude combatente!

Saudamos os professores e técnicos em greve, especialmente aqueles que tem apoiado ativamente a luta das ocupações estudantis!

Saudamos a classe operária, os trabalhadores, os camponeses, povos indígenas e quilombolas que estão em luta por todo o nosso país!

Saudamos as estudantes e os estudantes de pedagogia de todo o Brasil que vêm se colocando na linha de frente em defesa de uma educação pública, gratuita e a serviço do povo!

Companheiras e companheiros,

Vivemos momentos históricos! O governo Temer, gerência ilegítima, corrupta, vende-pátria e antipovo prepara um aprofundamento dos ataques aos direitos conquistados com a luta popular. A PEC 55 levará a um sucateamento sem precedentes dos já precários serviços de saúde e educação. A contra-reforma da previdência será um ataque ainda maior aos direitos já adquiridos de nosso povo e uma forma de destinar uma quantidade ainda maior de recursos para o pagamento de juros aos banqueiros dos países imperialistas. Em contraposição a esses ataques, uma poderosa onda de luta estudantil se levantou em todo o Brasil e como primeira vitória política contra o governo Temer forçou o adiamento do Enem para mais de 280 mil estudantes.

Longe de ser um governo forte, capaz de impor sem maiores problemas esses ataques contra o povo, a gerência Temer está se mostrando extremamente frágil. O governo seguramente não terá dificuldades para aprovar a PEC 55 nesse Congresso reacionário e corrupto, mas para eles será impossível aplicá-la. A chamada “PEC da morte” será a morte do governo e não do povo! Afinal essas medidas não solucionam a crise, ao contrário o que provocarão será o seu aprofundamento. Temer está amarrando cordas para se enforcar, pois o povo não aceitará pacificamente essa retirada de direitos.

As lutas por todo o Brasil vão ganhando maior combatividade, massividade e radicalidade. A manifestação de 29 de novembro em Brasília fez o governo Temer tremer! Escudos, pedras, carros virados e coquitéis molotov! Essa é a resposta da juventude combatente aos ataques do governo. O MEC foi ocupado pelos estudantes e o ministro Mendoncinha teve que se refugiar no 8º andar do prédio! É o espírito de 2013 de volta, por isso repetimos o que dissemos naquele ano: “Nada será como antes!”.

 
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