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Estudantes do Méier realizam combativo protesto contra o Massacre Olímpico e sofrem repressão do velho Estado

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Na tarde do dia 12/08, estudantes secundaristas realizaram um combativo ato na região do Méier, subúrbio do Rio de Janeiro. O ato se concentrou numa movimentada praça da região e tinha como objetivo do percurso seguir até o “estádio olímpico” Engenhão. Diversas faixas e a disposição de luta da Juventude Combatente deram o recado para as classes dominantes e para todo mundo de que os estudantes não aceitarão a farra da Olimpíada.

Ao ter início, a manifestação logo encontrou a PM fascista que tentou reprimir os estudantes com bombas de gás e balas de borracha. Os estudantes resistiram como puderam e não deixaram o ato terminar. Reagruparam-se e deram continuidade ao ato, ao passo que foram novamente atacados pelas forças de repressão. Cerca de 50 estudantes que estavam dispersos em lojas e prédios residenciais foram detidos pela PM, que o colocaram em um ônibus e o levaram até a Cidade da Polícia, aonde, segundo advogados, foram acusados de “provocar tumultos em região próxima à estádios”. Aí, novamente, a legislação deste velho Estado serviu ao intuito de reprimir o povo em luta.

Juventude Combatente Resiste A Prisão! 1A

 

Vários estudantes, advogados e moradores que presenciaram as prisões relataram denúncias de ameaças dos gorilas da repressão e de abuso policial, recorrente prática das forças de repressão. Parte dos estudantes só foi liberada no dia seguinte, depois de passarem a noite detidos.

Na mesma semana do ato, agentes da Força Nacional, BOPE e Polícia Militar e Federal realizaram operação no complexo de favelas da Maré, que deixou morto um jovem (Igor Barbosa Gregório Augusto, 19 anos) e outros dois feridos. Em nova ação da PM em Del Castilho, na favela Bandeira 2, zona norte da cidade, foram mortos outros três jovens (César Soares dos Santos, de 14 anos; Matheus Amâncio de Aragão, de 15 anos; e Ricardo Rodrigues de Araújo, de 22 anos). O protesto de estudantes secundaristas ocorreu em um período que a cidade foi colocada em estado de exceção, num verdadeiro cenário de guerra, com todos os possíveis e imagináveis aparatos de repressão nas ruas, principalmente em favelas e bairros pobres, e também em “regiões olímpicas”, que é o caso do Méier, a poucos quilômetros do Engenhão e do Maracanã.

A situação em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro é de profunda militarização para bem servir à farra das olimpíadas e os interesses das empresas imperialistas. Cenário que encontra mais um respaldo na “lei antiterrorismo” (assinada por Dilma Rousseff e implementada por Michel Temer) e todo espetáculo midiático em torno da prisão de “jovens ligados ao terrorismo” - velho discurso para maior controle e repressão fascista a todo povo.

Enquanto a população padece sem acesso à educação, saúde e demais direitos elementares alvos de frequentes ataques do velho Estado, se realiza um massacre olímpico sob controle militar por parte das classes dominantes temerosas de que estoure novas e maiores rebeliões populares. Mas de nada vai adiantar: o povo não se intimida e segue lutando pelos seus direitos e contra o velho Estado.

A Juventude Combatente e os estudantes cariocas já deixaram claro nos últimos meses que estão dispostos a travar uma luta decidida, independente e combativa, por escolas que sirvam ao povo bem como a levar até as últimas consequências o princípio de servir ao povo e de ser a tropa de choque da revolução. Ocupando as escolas e universidades, combatendo o oportunismo, denunciando o massacre olímpico e resistindo a prisões e todo tipo perseguição política: este é o caminho em que se forjam os estudantes do povo!

VIVA A JUVENTUDE COMBATENTE!

ABAIXO O MASSACRE OLÍMPICO!

REBELAR-SE É JUSTO!

 

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