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Contra o aumento do bandeijão na UFMG: derrubar a FUMP!

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Numa manobra desmobilizadora o Conselho Universitário da UFMG, aprovou no dia 28 de Junho, última semana de aulas, quando a universidade estava convenientemente vazia, o aumento do bandejão de R$ 4,15 para R$5,60, alçando o bandejão da Federal mineira ao posto de mais caro do país.

Contra tal ataque ao direito de estudar, estudantes da universidade tem se organizado e buscado um caminho para barrar o aumento. No dia 11 de agosto, se recusaram a pagar o bandejão e dezenas de "pularam as catracas" do Restaurante Universitáio 1. Mais mobilizações estão previstas para ocorrer em breve, porém a universidade não dá sinais de que quer debater o assunto.

Aumento semelhante havia sido tentado nas primeiras semanas do ano, quando os estudantes invadiram a reitoria, impedindo assim a reunião que votaria o aumento, e forçando a retirada do assunto da pauta. Temendo mobilização semelhante, o Conselho esperou o momento propício em que haveriam poucas pessoas na universidade para novamente anunciar o aumento. Contou ainda com o suporte do DCE (capitaneado pelo Levante Popular da Juventude/PT), que chegou a declarar a medida “uma vitória do movimento estudantil”, servindo às políticas de austeridade e sucateamento que cada vez mais tentam impor às universidades do nosso país, e a desmobilização estudantil. Maquiando o golpe da Fump e do Conselho Universitário, cumprem um papel semelhante ao da pele de cordeiro que serve para amaciar o lombo do cavalo em seu contato com a sela.


Na tentativa de justificar o aumento frente a opinião pública, o Conselho Universitário mente cinicamente dizendo que, apesar do aumento do bandejão, o número de estudantes assistidos pela Fump com direito a preços mais baratos para a alimentação também aumentou. Pelo contrário, os alunos até então classificados como nível IV da Fump foram divididos em dois subniveis; o primeiro de até um salário mínimo per capita (26,23% dos classificados nível IV), o segundo de um até três salários mínimos per capita (59,90% dos classificados nível IV), apenas estes continuarão assistidos, o que significa que os outros 13,86% dos estudantes que antes eram classificados como nível IV, segundo a Fump não precisam de assistência, devendo então pagar os R$ 5,60 (análise com a qual concordam o Conselho Universitário e o DCE). Para além disso, todos os 7.842 estudantes classificados como nível IV deverão comprovar renda, o que antes não era exigido, podendo então perder o pouco auxilio a que ainda tem direito.

Por uma política de assistência estudantil de verdade! Abaixo a farsa da FUMP/PRAE/REITORIA!

Os dados de onde se deduz a necessidade de rever a classificação do nível IV para “não comprometer a política de assistência aos estudantes economicamente vulneráveis” são providenciados pela principal interessada no aumentos dos preços e diminuição do número de assistidos, a própria Fump, uma empresa privada que sequer tem razão de existir, uma vez que sua função não só pode como deve ser exercida pela Pró-reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), mas ao invés disso é fato notório que, apesar de alardeada pelo movimento estudantil oportunista e eleitoreiro como vitória para os estudantes, a PRAE tem uma existência meramente formal, enquanto se submete completamente às deliberações e interesses da Fump, e seguirá sendo assim enquanto a Fump existir.

Todo este falso discurso de "ret irar assitência estudantil de quem não precisa para garantir a de quem precisa" é a mais pura baboseira! A verdade é que a FUMP necessita deste aumento nos preços, assim como dos cortes quem vem fazendo na concessão de bolsas desde o final do ano passado, para se manter funcionando, enquanto usa a PRAE para "fazer média" entre os estudantes.

Como publicado em nosso site no dia 16 de Abril de 2015:

"A FUMP existe desde 1936, mas é importante lembrar que a generalização e a legalização da atuação das fundações privadas na UFMG e demais universidades públicas tiveram inicio durante o governo de Luiz Inácio (PT) e são parte da “reforma” universitária ditada pelo FMI/Banco Mundial. A criação da PRAE, no ano passado, foi uma manobra da Reitoria e da burocracia universitária para manter a fundação como administradora das verbas públicas destinadas à assistência estudantil que, no ano de 2010, começou a ser repassada à UFMG por meio do recém criado PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil).

A criação da PRAE garante a sobrevivência da FUMP após o fim da obrigatoriedade do pagamento de taxas de matrículas, ao mesmo tempo em que legaliza a escusa relação da FUMP com a UFMG, permitindo que a mesma siga administrando os recursos públicos para a assistência estudantil, ação tornada ilegal com a criação do PNAES (Plano Nacional de Assistência Estudantil), que estabelece "caber às universidades definir os critérios e a metodologia de seleção dos alunos a serem beneficiados e que as ações de assistência estudantil devem ser executadas pelas próprias universidades".

No período de cerca de seis anos compreendido entre a proibição da cobrança de taxa de matrículas e a criação da PRAE, a FUMP, para manter os seus custos operacionais (pagamentos de funcionários, manutenção de sua estrutura material, etc.) utilizou do dinheiro do fundo acumulado pela cobrança de taxas de matrícula, reduziu consideravelmente as políticas de assistência estudantil e impôs sucessivos aumentos no preço do Restaurante Universitário (um dos mais caros do país). De 2009 a 2013, o patrimônio da FUMP reduziu de cerca de R$ 60 milhões para R$ 30 milhões, ou seja, cerca de 30 milhões de reais dos estudantes e suas famílias foram torrados para manter em funcionamento uma instituição privada que atua numa universidade que deveria ser pública, num país onde arcamos com uma das maiores cargas tributárias do mundo! É importante lembrar que, muitos dos estudantes que utilizaram das bolsas da FUMP para se manterem na universidade, hoje formados, acumularam enormes dividas com a FUMP, muitos inclusive sendo processados por serem inadimplentes e com o “nome sujo” na praça."

Contra o aumento do bandeijão:
REBELAR-SE É JUSTO!

Pela extinção imediata da FUMP e de todas as fundações privadas na UFMG!

 

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