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Explode a luta do Movimento Estudantil em Minas Gerais! Dezenas de escolas e universidades ocupadas contra os ataques de Temer/FMI

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No último dia 05 de Outubro, a apenas um mês do Exame Nacional do Ensino Médio, estudantes ocuparam o colégio Estadual Central, uma das principais escolas de Belo Horizonte/MG. A ocupação, contra a PEC241 (PEC do teto dos gastos), a MP do Ensino Médio e o Escola Sem Partido, serviu como uma faísca, levantando labaredas de luta estudantil que seguem se espalhando por todo o estado.

Já são mais de 70 escolas secundaristas e institutos federais ocupados em cidades como BH, Contagem, Pedro Leopoldo, Uberlândia e Poços de Caldas, além de pelo menos 7 campi de universidades federais na capital, em Montes Claros, Viçosa, Diamantina, Mariana e outras.

Outras ocupações já estão previstas para escolas e universidades em várias cidades do estado e em muitas delas, além de ocuparem os espaços das suas instituições de ensino, estudantes tem entrado em greve e paralisado as aulas por tempo indeterminado. Durante as ocupações, várias atividades têm acontecido, como debates sobre a situação política e econômica do país, a gravidade dos atuais ataques à educação e seus impactos, atividades culturais e recreativas, além de atividades constantes de manutenção do prédio e do funcionamento das ocupações.

UFMG Ocupada

Apenas no campus Pampulha da UFMG, em Belo Horizonte, já somam 10 prédios com greve de ocupação deflagrada pelos estudantes, após a adesão na última segunda-feira pelos estudantes do prédio da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (FAFICH), da Escola de Ciências da Informação (ECI) e do Teatro Universitário.

Após a deflagração das ocupações nos prédios da UFMG, toda a comunidade acadêmica tem se mobilizado em luta pela defesa das escolas e universidades públicas frente os ataques da quadrilha de Temer/FMI. Os técnicos-administrativos reunidos em assembleia na última segunda-feira retomaram a greve interrompida há algumas semanas, também contra a PEC e o desmonte do serviço público de educação e saúde no país.


 

Uma assembleia de professores também aconteceu neste dia, a partir de convocação independente do sindicato dos docentes universitários de BH, que não tem se manifestado. Nesta assembleia, centenas de professores decidiram por uma paralisação no dia 11 de Novembro e levantaram a possibilidade de iniciarem também uma greve. Uma nota em apoio às ocupações já havia sido publicada pela mesma convocação independente de professores.

Além disto, tem sido importantíssimo o apoio e a participação dos professores da UFMG nas ocupações. Muitos professores têm contribuído com alimentos e outros recursos, visitado as ocupações em solidariedade e ministrado “aulões” e outras atividades dentro dos prédios ocupados.

Na última quinta-feira (27), um ato com centenas de estudantes das ocupações da UFMG parou a Av. Antônio Carlos em frente ao campus por mais de duas horas.

Ocupar e resistir

As ocupações universitárias tem cumprido também um papel importante de auxiliar e a apoiar as ocupações secundaristas na cidade. Na última semana, vários alertas foram dados sobre a iminência de desocupação de escolas secundaristas para a realização do segundo capítulo da farsa eleitoral. Várias comissões de pais, professores e ocupantes universitários se dividiram para ajudar a defender as escolas ocupadas e até uma vigília noturna foi necessária na madrugada de sexta.

   

Muitas escolas haviam feito um acordo com o TRE para continuarem ocupadas durante o circo eleitoral (que teve uma vitória expressiva dos brancos, nulos e abstenções sobre ambos candidatos, diga-se de passagem), com o concurso da pelegada burocratizada e legalista da Ubes (UJS/PCdoB). Mas ainda sim, o aparato repressivo do velho Estado ameaçou incursões e desocupações em várias escolas, o que ainda não ocorreu.

Também na última sexta-feira, o colégio Estadual Central foi atacado por um grupelho fascista organizado pelo MBL – Movimento Brasil Livre (sic) e “Direita Minas”. Mas a decisão e disposição de luta dos estudantes espantou o rebotalho de galinhas verdes.


 

Existe ainda um clima de tensão e apreensão com várias ameaças de fascistóides pela internet e a iminência de desocupação pelas hostes repressivas do velho Estado, uma vez encerrado o prazo dado pelo (igualmente fascista) MEC de desocupação para realização do ENEM.

Mas o espírito de combatividade permeia os corações da juventude combatente secundarista e todo o movimento estudantil mineiro. Novas ocupações têm surgido a cada dia e os universitários estão decididos a não recuar nenhum passo e não dar passagem a essa enganação do ENEM, que se coloca no mesmo plano dos ataques desferidos agora com a “reforma” do Ensino Médio e a mudança dos currículos de licenciatura.

Contra os ataques de Temer/FMI: Ocupar todas as escolas e universidades!
 Para barrar a precarização: GREVE GERAL NA EDUAÇÃO!

IR AO COMBATE SEM TEMER! OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

FORA TEMER E TODA A POLITICALHA IMUNDA!

 

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