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GO: Moclate saúda a onda de ocupações e lutas! Rebelar-se é justo!

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Reproduzimos nota publicada pelo MOCLATE - MOVIMENTO CLASSISTA DOS TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO em apoio às ocupações e a mobilização estudantil contra os ataques de Temer à educação pública e aos direitos do povo.


O Movimento Classista dos Trabalhadores da Educação (MOCLATE) saúda e apoia o grande movimento de lutas que vem ocorrendo em Goiás.

As últimas semanas foram marcadas pelo crescimento da luta em Goiás, com o aumento das ocupações e manifestações questionando as contrarreformas do imperialismo. Esse fato demonstra o efervescente clima de insatisfação e revolta que toma conta do país e de Goiás.

 

As ocupações crescem como uma onda de revoltas inspiradas diretamente no levante estudantil do Paraná. Várias escolas e universidades foram ocupadas nas últimas semanas. A primeira ocupação em Goiás ocorreu no município de Águas Lindas, no entorno de Brasília, onde os estudantes tomaram o controle do Instituto Federal no início de outubro depois de uma massiva assembleia estudantil que contou também com a presença dos pais. Depois dessa ação, os professores decretaram uma greve em solidariedade aos estudantes, tendo como pauta a luta contra a PEC 241 e a Reforma do Ensino Médio.

Em Goiânia, influenciados pelo exemplo de Águas Lindas, os estudantes dos dois institutos federais as ocuparam depois de uma grande assembleia realizada no dia 17. No dia 18, um dia após essas ocupações, ocorreu uma grande manifestação na cidade de Goiânia com milhares de pessoas. Participaram estudantes, professores, técnicos, operários, marchando combativamente pelas ruas da cidade até a BR 153, que foi fechada com pneus e barricadas por cerca de uma hora.

No dia 20, o Campus da UFG localizado na Cidade de Goiás também foi ocupado pelos estudantes. No dia 23 aconteceram panfletagens em grandes feiras da cidade de Goiânia, sendo distribuídos cerca de 7 mil, com um bom acolhimento popular. No dia 24 aconteceu uma combativa manifestação com a participação de trabalhadores da educação da rede municipal de Goiânia, Aparecida, da rede estadual e federal, funcionários da saúde em greve, estudantes e familiares do jovem operário Ygor, covardemente baleado pela polícia alguns dias antes. A manifestação protestou na frente do palanque das “autoridades” e ocupou a avenida do desfile, fazendo uma marcha de protesto, que contou com o apoio da população e foi aplaudido de pé por todos que estavam acompan hando o evento.

No dia 25 o Colégio Aplicação foi ocupado durante a manhã. Os estudantes da Universidade Federal também organizaram uma manifestação no horário de almoço do mesmo dia 25 e logo após foram em protesto para a reitoria, que foi ocupada pelos manifestantes. Os estudantes da Faculdade de Artes Visuais, depois de uma assembleia na parte da tarde, decidiram pela ocupação de sua faculdade. Essas ocupações incentivaram novas assembleias estudantis no dia seguinte, dia 26, e pouco a pouco foram surgindo assembleias, manifestações em várias faculdades, que foram sendo ocupadas pelos estudantes. Isso aconteceu na Biologia, História, Letras, entre outros. No dia 27 quase todos os cursos fizeram assembleias estudantis e deliberaram pela ocupação de outros pr&eac ute;dios, como a Gráfica (CEGRAF). No dia 28 a Rádio Universitária foi ocupada e iniciou uma programação alternativa, difundindo informações das ocupações e sobre a luta popular. O exemplo de Águas Lindas e da UFG reverberaram em outros Institutos Federais, que começaram a ser ocupados pelos estudantes. Assim ocorreu em Anápolis, Ceres, Aparecida, entre outros.

As ocupações estão mobilizadas e contam com uma ampla programação, entre debates e atividades culturais. Estão acontecendo regulares assembleias, com a participação dos estudantes, técnicos e professores. As ocupações também estão organizando atividades políticas nos terminais e feiras da cidade, com o objetivo de agitar as massas.

O monopólio da imprensa esconde a crescente luta do povo brasileiro e goiano. Ocultam as ocupações das escolas, o fechamento de rodovias, as combativas manifestações e as greves que se alastram por todo o país, com o claro objetivo de não fazer propaganda da luta para as massas populares. Não querem incentivar um novo levante como o de 2013 e descaradamente fazem o boicote e a criminalização da luta do povo.

Por outro lado, os monopólios dos meios de comunicação divulgaram amplamente o posicionamento político do MPF de Goiás. Através do procurador da República Aílton Benedito, um reacionário militante, iniciou-se uma cruzada para criminalizar e combater as ocupações. Esse procurador realizou uma audiência pública no MPF no último dia 25 em que se discutiram as ocupações em Goiás. Ele também abriu dois inquéritos civis para realizar uma investigação sobre os ocupantes e se os diretores das unidades foram coniventes com as ocupações. O objetivo do procurador é realizar a desocupação dos locais, alegando a suposta inconstitucionalidade dessa forma de luta.

A luta está crescendo e essa semana promete mais mobilizações. Estão marcados debates e mobilizações para divulgar o ato do dia 03 de novembro, quinta-feira, data que vai culminar em um grande ato de protesto unificado às 15 horas no centro da cidade. O MOCLATE convoca todos os trabalhadores da educação a engrossarem a luta ativamente, apoiando as ocupações e participando da manifestação do dia 03, que vai parar Goiânia.

 

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