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PE: Contra a escalada fascista na UPE/Petrolina, avançar na organização e na luta em defesa da educação!

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Manifestação do OCUPA VALE

Manifestação das Ocupações do Vale São Francisco

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Atividade na UPE organizada pela Ocupação.

Desde o início do ano de 2016 vem se articulando em Petrolina e Juazeiro um grupelho que possui concepções e práticas fascistas. O fascismo é uma posição política e ideológica conhecida na história da humanidade que ressurge, em períodos de crise, como decorrência da agudização da luta de classes e da polarização cada vez mais acirrada entre as posições dos revolucionários (democráticos) e dos reacionários (conservadores).  Momento em que, por um lado, as classes populares (operários, camponeses e demais trabalhadores) assumem uma postura mais combativa na defesa de seus direitos e na exigência ao atendimento de suas reivindicações e, por outro lado, as classes reacionárias insurgem raivosamente contra os setores populares e democráticos da sociedade.

No aspecto ideológico o fascismo representa a imposição, a censura, a prática sistemática da mentira, da truculência, da tentativa de intimidação e da violência contra o povo, no intuito de impedir sua justa luta. No aspecto político o fascismo se caracteriza pela controle e repressão sobre as massas populares com o objetivo de submetê-las às medidas de exploração e opressão cada vez mais intensas aplicadas pelo estado. É por isto que alguns grupelhos direitistas se põem a atacar qualquer posição política, minimamente, democrática, como as referentes à opressão e crimes cometidos contra as mulheres, bem como o preconceito e crimes contra negros e homossexuais. Para tais grupelhos a abordagem de questões como estas é coisa de comunistas, que na verdade constituem seus alvos e inimigos principais.

Em fevereiro de 2016, tiveram início casos de desrespeitos e ofensas aos professores da UPE/Campus Petrolina tem se tornado cada vez mais frequentes e corriqueiros. Estes ataques se iniciaram pela internet, mas logo, passaram a acontecer também na salas de aula, com insultos e agressões verbais. Como se não bastasse, o grupelho fascista foi ampliando seus métodos e partiram para ações ainda mais absurdas. Começaram a furar os pneus de diversos carros, não somente de professores, mas também de alunos com os quais tiveram algum tipo de desentendimento ou divergência. A gangue dos cabeças de prego praticam tais ações de maneira escondida e dissimulada com o intuito de criar um clima de terror e intimidação.

No dia 27 de setembro de 2016 alguns militantes do MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário – colavam cartazes chamando para um debate sobre a crescente insatisfação e rechaço da população brasileira ao processo eleitoral.  Assim que terminavam de colar os cartazes e se dirigiam para outro local, dois indivíduos os arrancavam. Não concordando com esta ação absurda alguns estudantes os interpelaram e estes, como é próprio dos covardes, correram.

No dia seguinte, ao encontrarem estes elementos, companheiros do MEPR os questionaram sobre os motivos de terem arrancado os cartazes e repudiaram aquela atitude. Neste momento eles apenas ameaçaram dizendo que “no dia do debate sobre escola sem partido (que estava marcado para o dia 07 de outubro) com o reforço da turma que viria de Juazeiro nos dariam uma lição”. Pouco tempo depois quando uma estudante estava indo embora para casa, ao se aproximar de seu carro, verificou que um dos pneus de seu carro havia sido furado.

Esta não foi apenas uma ação covarde, mais que isto, se trata de uma ação criminosa, pois os casos de violência contra mulheres em nossa cidade são constantes, inclusive, recentemente, foram registrados os assassinatos de duas jovens. Fica o questionamento seguinte: qual era a intenção destes indivíduos que furaram o pneu do carro? Queriam apenas expô-la ao perigo para amedrontá-la ou pretendiam cometer a algum ato ainda mais absurdo que atentasse contra sua integridade física?  

Quanto às ameaças que o grupelho fascista e o que estavam preparando para debate do dia 07 de outubro, pudemos verificar posteriormente. Pretendiam fazer um evento para exaltar o Projeto de Lei de Escola Sem Partido, com suas costumeiras práticas de tentativa de intimidação e imposição. O mediador do debate era um exaltado defensor do projeto, que fez a leitura na íntegra do texto, ao qual se referia como se já fosse uma lei aprovada. Porém, diante da rejeição e repúdio dos estudantes e professores da UPE/Campus Petrolina, viram frustrados seus planos delirantes de saírem vitoriosos como “grandes líderes conservadores”. Contrariados, só restou a outro estudante defensor do projeto gritar, fazer barulho e agredir a estudante que estava responsável pelas inscrições. Mais uma agressão a mulheres, como é de seu costume!

Quem tem medo do MEPR?

No dia 06/10 foi veiculado num blog da região um texto no qual o grupelho fascista fez alguns ataques ao MEPR. O texto que tinha como mote uma ação de “cidadania” para apagar uma pichação feita pelo MEPR. Na sequência, como é de costume, passaram a falar mentiras sobre as posições defendidas pelo MEPR, bem como se colocarem como vítimas de pretensas ameaças.

 

 

O MEPR atua na UPE/Campus desde 2002, esteve à frente da luta mais importante ocorrida na região, quando os estudantes se mobilizaram contra a cobrança de mensalidades. Um movimento que começou no interior com o boicote ao pagamento das referidas taxas e que ganhou projeção em todo o Estado de Pernambuco, irradiando a luta para a capital do estado. Na época, foram muitas as perseguições, dois companheiros militantes do MEPR tiveram suas matrículas barradas e um destes só conseguiu retornar à instituição realizando um novo vestibular. Mas tudo valeu a pena, pois foi através com a luta combativa dos estudantes que esta vitória foi conquistada. Todos, que atualmente exercem seu direito de estudar gratuitamente, nesta instituição pública chamada UPE, devem isto a ação de coragem e combatividade daqueles estudantes, dentre os quais os militantes do MEPR tiveram, incontestavelmente, participação destacada.

Em 2011, quando sofríamos com a falta de professores, uma greve estudantil foi decretada para exigir a solução deste problema. Novamente foi em decorrência da luta dos estudantes da UPE que as reivindicações estudantis foram atendidas. Mais uma vez o MEPR esteve ali presente como é fácil comprovar pelos vídeos que ainda hoje se encontram na internet.

É exatamente este histórico de luta e combatividade do MEPR, bem como o fato de não termos nos intimidado com suas ameaças que incomoda este grupo de fascistóides. Tentam criminalizar o MEPR porque não possuem legitimidade para o debate político, nem possuem a menor relevância para a história da luta estudantil na região. Enquanto o MEPR lutava ao lado estudantes, alguns destes fascistóides estavam por aí levando uma vidinha de ‘filinho de mamãe’, batendo em mulheres, agredindo travestis para não realizar o pagamento de programas e provocando algazarras que são fartamente comprováveis e conhecidas. É fácil compreender de onde vêm toda a raiva e recalque que nutrem pelo MEPR. Tremam de ódio e medo seus fascistas!

Vivemos um momento no qual tem se intensificado os ataques à educação brasileira, que se evidenciam em ações como o Projeto de Lei Escola Sem Partido e a medida provisória que reformula o ensino médio. Através da “Escola Sem Partido” tentam impor a censura e calar a voz de estudantes e professores progressistas. Com a reforma do ensino médio pretendem esvaziar a educação brasileira convertendo-a simplesmente na formação de mão-de-obra barata a serviço da exploração do capital. Diante de tais ataques conclamamos todos os estudantes da UPE a cerrarem fileiras em defesa da educação pública, gratuita, democrática e que sirva ao povo, como também convidamos todos a se integrarem ao MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário para trilharmos o caminho da luta de maneira cada vez mais decidida e organizada.    

Viva luta estudantil combativa e independente!

Viva o MEPR – Movimento Estudantil Popular Revolucionário!

Fascistas não passarão!  

 

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