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UNIR: Contra o burocratismo e a inércia do DCE, mobilizar e politizar os estudantes para defendermos a educação pública

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Após reunião entre os centros acadêmicos da UNIR e o DCE, convocou-se uma assembleia de estudantes para discutir a questão da PEC 55 em assembleia estudantil. De forma oportunista o DCE gestão “banzeiros.2.0”, aproveitando a contradição entre os estudantes com uma greve no fim do semestre, pauta indiscriminadamente a assembleia com proposta de greve geral. Uma grande parcela dos estudantes não são de forma alguma contrários a alguma mobilização referente a situação da educação pública.

Na história e no próprio estatuto do DCE, a assembleia geral é um espaço de discussão, debate e encaminhamento. Mas o que vimos na sexta-feira dia 18 foi algo que se parecia com assembleia mas não teve esse caráter. Sem tocar no mérito do quórum, que já seria suficiente para que a decisão não fosse válida, percebemos a mais completa falta de discussão entre os estudantes. O DCE fez da assembleia uma ocasião meramente eletiva, onde os presentes iam apenas para votar sem que houvesse uma discussão prévia, como comumente são as assembleias em todas as categorias. Ademais de demonstrar o cretinismo burocrático dessa gestão reacionária, denota-se o trabalho desmobilizador que o DCE se propôs. O DCE é uma entidade que deve organizar a luta dos estudantes. E tudo que a gestão tem feito se restringe a reprodução de notícias e uma atuação burocrática onde o debate e o posicionamento político progressista não existe. Não há nenhuma postura do DCE que se some às mobilizações nacionais contra o desmonte da educação pública. Isso ocorre não apenas pela falta de tato com o movimento estudantil, mas principalmente por um propósito político de desmobilizar e despolitizar os estudantes. É papel do DCE lutar e defender a educação gratuita e democrática – isso é versado no próprio estatuto da entidade.

A greve geral é um importante instrumento que os trabalhadores e estudantes tem de fato para barrar os ataques da gerência de turno Temer PMDB/FMI contra a educação. Nenhuma conquista no campo democrático da luta foi dada de mão beijada por parlamentares ou caiu do céu. Acreditar nisso ou não é reconhecer a história ou fechar os olhos para o desenvolvimento da sociedade de classes.

É notório que tanto técnicos, professores e estudantes enxergam os problemas, o sucateamento da universidade pública, mas sem uma direção política honesta e combativa, se sucederão “assembleias” que deliberem contra ações mais radicalizadas.

Por isso os estudantes combativos da UNIR devem se organizar de forma independente, rechaçando as posições burocráticas e reacionárias que se encontram no meio de uma reduzida parcela da massa dos estudantes e se reflete principalmente no DCE e avançar no sentido de mobilizar, construir um movimento estudantil pautado na luta e na defesa intransigente e consequente da educação pública a serviço do povo. Isso quer dizer que a luta para barrar os cortes de verbas seja na educação, na saúde ou para derrubar medidas fascistas como o projeto escola sem-partido, a contrarreforma do ensino médio e o EMMTEC (Ensino Médio com Mediação Tecnológica), tem que se multiplicar e progredir gradualmente ganhando mais e mais adeptos e estudantes que ainda não veem de forma concreta saída para a situação difícil que passa o país e os trabalhadores.

Com debate profundo, análise da conjuntura, todos aqueles que antecipadamente são contra greve, ou outras mobilizações mudarão de posição rapidamente e se somarão aos milhares de estudantes em luta no Brasil, nas escolas, institutos e universidades. Sem luta e sacrifício não há vitória. E também não podemos esperar que todos os estudantes avançarão para o caminho da luta de uma só vez, mas há que se apoiar nas massas mais avançadas e principalmente aquelas que reconhecem a luta e querem construí-la.

 

ABAIXO O BUROCRATISMO DA GESTÃO OPORTUNISTA DO DCE!

VIVA AS GREVES E OCUPAÇÕES ESTUDANTIS CONTRA OS ATAQUES DA GERÊNCIA TEMER!

 

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