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Montes Claros: Levante (PT) e UJS (Pecedobê) manobram para desocupar a reitoria do IFNMG

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Mais uma vez, os oportunistas do PT e os revisionistas do Pecedobê demonstraram de que lado estão na luta de classes. Após fazerem tudo o que estava ao seu alcance para impedir a ocupação da reitoria, quando esta já era um fato, jogaram para que a mesma não impedisse o funcionamento da instituição, os ex-governistas usaram dos artifícios mais sujos para desocupar a reitoria do IFNMG em Montes Claros.

Fizeram de tudo para impedir a realização de atividades políticas dentro da ocupação, corroborando com o discurso fascista contra movimentos políticos organizados e suas bandeiras (o que não deixa de fazer sentido para organizações que, desde 2013, tem visto suas bandeiras eleitoreiras serem expulsas dos protestos populares). Segundo, repetiam, a todo o momento, o discurso mentiroso de que a reitoria estaria disposta a negociar a pauta de reivindicações do movimento e que, caso mantivéssemos o prédio completamente fechado, isto colocaria em risco a boa vontade da direção da instituição. Na realidade, como ficou evidente com o desenrolar dos acontecimentos, já estavam em tratativa, às portas fechadas, com a reitoria, prática que não é de surpreender vindo de agremiações especialistas em negociatas com empreiteiros, doleiros, latifundiários, etc.

No dia 16/11, o reitor Prof. José Ricardo Martins da Silva fez declarações para a filial da Globo em Montes Claros, em matéria com o título “Alunos do IFNMG encerram a manifestação contra a PEC 55”. Na ocasião, afirmou que o movimento estaria perdendo força e de que a ocupação do prédio da reitoria não estaria causando prejuízos à administração. Como resposta e para forçar a reitoria a atender as legítimas reivindicações do movimento, os estudantes, apoiados pelo MEPR, decidiram paralisar integralmente todas as atividades da reitoria por tempo indeterminado. Decisão esta que se deu após uma dura luta política contra a posição dos ex-governistas infiltrados que, a todo custo, jogavam para manter o funcionamento de 30% do prédio, usando argumentos pseudo-jurídicos para amedrontar os estudantes e criminalizar ações mais combativas.

A estratégia da pelegada, como ficou comprovado pelos fatos, era clara: 1) tentaram impedir a ocupação da reitoria; 2) tentaram transformar a luta feita pelos estudantes combativos, em uma ocupação de faz de conta, somente para que pudessem aparecer perante a comunidade escolar e a opinião pública como representantes do movimento, cacifando-se para suas barganhas às portas fechadas com a reitoria; 3) quando começaram a encontrar dificuldades para atingir este objetivo passaram a sabotar a realização de atividades políticas como rodas de conversas, exibição de filmes, debates sobre temas políticos, oficinas de confecção de cartazes, etc; 4) insistiam na necessidade dos estudantes “dialogarem” e se reunirem o tempo todo com representantes da reitoria para garantir o funcionamento da instituição em 30%. Tudo para arrefecer o ânimo dos estudantes e minar a sua organização, enquanto tratavam pelas suas costas junto à reitoria a desocupação do prédio.

 

Mas, a juventude combatente, mais uma vez, se mostrou decidida e firme em seus propósitos, fechando completamente o prédio nos dias 17 e 18/11. Os oportunistas comemoraram junto com a reitoria e aplaudiram de pé a liminar de reintegração de posse contra o movimento estudantil, publicada já no dia 17/11. Esta canalha só tem a perder com a crescente mobilização, politização e organização das massas. Ainda mais agora, que já fecharam um acordão com o PMDB para tentar barrar a Lava Jato, salvando as suas peles para as eleições de 2018 e já começaram a esfriar o seu hipócrita Fora Temer (Volta Dilma!).

Quando souberam da liminar de reintegração de posse, os oportunistas fugiram como ratos para, logo em seguida, botar o terror nos estudantes no sentido de criminalizar o movimento de ocupação tentando impedir a presença de ativistas independentes que não são do IFNMG, por meio de argumentos tacanhos como a “presença de pessoas que não são da instituição configuraria a existência de organização criminosa e coisas do tipo”. Tudo isso, como parte do acordo, que já haviam fechado há tempos com a reitoria, para tentar impedir uma possível resistência dos estudantes contra a desocupação. Coincidentemente, logo após os estudantes acordarem com a reitoria a desocupação do prédio, a liderança do Levante/PT que comandou as manobras para impedir a ocupação apareceu para parabenizar os estudantes por sua “atitude sensata”.

Esta canalha está muito enganada, se pensam que vão impedir a justa rebelião estudantil. Ainda no dia 17/11, foram desmoralizados por estudantes de várias escolas que denunciaram o aparelhamento de suas manifestações pela Frente Brasil Popular (Levante/UJS), durante uma assembleia convocada pelos oportunistas para continuarem aparelhando o movimento para os seus mesquinhos interesses eleitoreiros. Os estudantes indignados afirmaram altivos que vão lutar de forma decidida contra a imposição deste estilo estereotipado e despolitizado de manifestações que mais parecem micaretas, com direito a batuques carnavalescos, balões brancos e muitos apitos, cujo único objetivo é o de ser moeda de troca nas barganhas destes movimentos chapa-branca com os gerenciamentos do velho Estado fascista. Mais cedo do que imaginam, os oportunistas serão varridos do movimento estudantil pela juventude combatente e sua tropa de choque da Revolução!

 

Ir ao combate sem temer! Ousar lutar, ousar vencer!

Vamos esmagar, o oportunismo no Brasil! Não vai ficar, nem um pelego pra contar!

 

 

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