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Ocupa Bandejão Uerj: "Contra a precarização e a privatização da UERJ: Rebelar-se é justo!"

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Reproduzimos o Manifesto da Ocupação do Bandejão da Uerj, iniciado na noite de 26/09 pela reabertura imediata do Bandejão, fechado a mais de um ano.
Se posicionando firmemente contra o sucateamento e a privatização do ensino público, defendendo uma luta radicalizada, massificada e combativa, a Ocupação do Bandejão da Uerj aponta uma rumo para a defesa de todo ensino público gratuito, de qualidade e à serviço do povo.
VIVA A LUTA DOS ESTUDANTES DA UERJ!
ABAIXO A PRIVATIZAÇÃO!
EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA, GRATUITA E A SERVIÇO DO POVO!
REBELAR-SE É JUSTO!

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Carta à comunidade da UERJ e ao Povo do Rio de Janeiro:
Contra a precarização e a privatização da UERJ:
Rebelar-se é justo!
O Bandejão da UERJ está ocupado pelos estudantes! A comunidade da UERJ está em luta!
Quem poderá se opor?
Chega de esperar as condições mínimas (que não existem): é obrigação do Estado garantir as condições plenas de funcionamento da Universidade. Uma vez que o governo não cumpre seu papel, iremos, a partir de agora, apoiados na solidariedade e na mobilização da comunidade universitária e de toda a população, colocar para funcionar aquilo que é nosso por direito. Faremos, com as nossas mãos, tudo o que a nós diz respeito!
O desmonte da Universidade do Estado do Rio de Janeiro não é obra de mero “descaso”, como muito se tem dito por aí. Nem da “falta de verbas”. Sem dúvida, desde o estouro da crise do estado, nossa situação agravou-se enormemente; mas mesmo nos “anos dourados” da quadrilha de Sérgio Cabral já vivíamos um processo de contínuo sucateamento. Basta dizer que o único campus que conta com um bandejão (ainda assim, caro e insuficiente para suprir a demanda) é o do Maracanã, enquanto as unidades da região metropolitana e interior são tratadas, de fato, como uerjianos de “segunda classe”. A política de assistência estudantil resume-se às bolsas magras e que atrasam constantemente, e não nos provê creche, transporte intercampi, moradia estudantil ou qualquer outro recurso para a permanência na universidade. Governantes e reitores hipócritas têm usado o ingresso de alunos através das cotas para alardear uma suposta democratização dessa universidade, que não garante, todavia, que aqueles que ingressam possam concluir seus estudos.
Torraram-se milhões na construção de elefantes brancos para a Copa do Mundo , Olimpíadas e em isenções fiscais para empresas privadas. Quantas vagas na UERJ  poderiam ter sido criadas com este dinheiro?!
Frisamos: o desmonte da UERJ não é fruto de “descaso” ou “incompetência”, e sim um projeto político de sucateamento deliberado da universidade para justificar a sua entrega, na bacia das almas, aos interesses privados - assim como ocorre na saúde pública com o desmonte do SUS. Se continuarmos nesse caminho, o direito sagrado
à Educação Superior se tornará, em pouco tempo, um privilégio para os que podem pagar. Contra isso lutamos, contra isso nos levantamos. Sobre isso dizemos, em alto e bom som: NÃO À PRIVATIZAÇÃO DA UERJ! NÃO PASSARÃO!
Por isso, repudiamos veementemente as recentes declarações do reitor da UERJ abrindo possibilidades para demissão de servidores e implementação de Organizações Sociais (OS’s) a fim de captar recursos para a universidade. Ao invés de defender a Universidade e sua comunidade, o que é seu dever funcional, Ruy Garcia colocou-se do lado daqueles que destroem este patrimônio que pertence, na verdade, ao povo do Rio de Janeiro e do Brasil. Que fique claro uma vez mais: para nós, estudantes desta instituição (que, apesar de tudo, segue sendo um centro de excelência de ensino e pesquisa), seu caráter público e gratuito é inegociável! Para privatizá-la, terão que fazer uma guerra contra nós! Venham e tentem, senhores! Não reconhecemos nos governos imorais e ilegítimos de Pezão e de Temer nenhuma autoridade para traçar os rumos futuros da nossa Universidade.
Que fique claro: a ocupação não visa a interrupção das aulas! Ao contrário, ao colocar para funcionar o Restaurante Universitário estamos criando condições para que esta Universidade volte a funcionar decentemente. Pedimos que os professores manifestem sua solidariedade à ocupação transferindo parte das suas aulas para o Bandejão, onde estaremos, ao mesmo tempo, ensinando e aprendendo a arte de transformar o nosso cotidiano.
População do Rio! A UERJ também lhe pertence. Defenda-a conosco! Lutamos por uma universidade a serviço do povo, uma universidade cujo conhecimento esteja à serviço dos milhões de trabalhadores e não de uma minoria de empresas privadas. Queremos arrecadar doações para colocar em funcionamento o Bandejão. Não iremos esperar, chega de promessas! Participe, divulgue e contribua com a nossa luta, essa também é a sua luta!
Convocamos todos os estudantes a conhecerem e participarem ativamente dessa luta, na próxima quinta-feira dia 28/09 às 19h haverá assembleia da ocupação, participem!
Fazemos também um chamado a direção da ASDUERJ e SINTUPERJ e a todos os professores, técnico e terceirizados a apoiar a ocupação que é parte da luta em defesa da UERJ pública, gratuita e a serviço do povo.
Viva a UERJ pública e gratuita!
Viva a Ocupação do Bandejão!
Fora Pezão, Temer e sua quadrilha!
A única luta que se perde é aquela que se abandona!
Quem não luta por seus direitos não é digno deles! Rebelar-se é Justo!

Ocupação do Bandejão da UERJ – 27/09/2017.
 

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