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MANIFESTO DA OCUPAÇÃO BRUNO ALVES

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Abaixo a privatização das universidades brasileiras! 
Viva a ocupação do bandejão da UERJ!

Companheiros,
Encerramos hoje a nossa vitoriosa ocupação. Conquistamos a reabertura do Restaurante universitário do Maracanã, que deverá ser reinaugurado até o fim do mês de novembro, e um compromisso público da reitoria em desenvolver uma política de alimentação nos demais campi. Vitórias importantes em pautas históricas do movimento estudantil da UERJ. Concluímos essa batalha de imenso significado com a clareza de que é preciso seguirmos firmes combatendo o plano de desmonte e privatização da UERJ e servindo a uma luta nacional em defesa das universidades públicas.
A vitória política da ocupação é muito significativa pois serviu de exemplo e abre grandes perspectivas para a luta estudantil no Brasil. Aqui na UERJ nos confrontamos com a gerência antipovo de Pezão (PMDB), com uma reitoria conivente e com um DCE (UNE,PT-Pcedobê) que atua como uma camisa de força diante das mobilizações crescentemente conduzidas de forma independente e combativa. A atuação desses oportunistas na UERJ não é diferente do que a UNE faz nas demais universidades, enrolaram de maneira vergonhosa suas bandeiras, capitularam diante da gerência reacionária de Temer (PMDB) e suas reformas, desmobilizaram o “Fora Temer!” para poderem sentar e negociar sua participação na farsa eleitoral de 2018.
Diante dos ataques a Educação negociam com o Ministro da Educação e montam grupos de trabalho nas universidades para debater como aceitar o corte de verbas.
Desde o início nossa ocupação se opôs na forma e no conteúdo ao velho movimento estudantil da UNE. E lutou por organizar um novo movimento estudantil, apontando que o único método de luta capaz de enfrentar e derrotar os ataques sem precedentes em curso contra as Universidades Brasileiras é ocupar as universidades e transformá-las em trincheiras de resistência. Nos organizamos de forma democrática e que incentivou a participação estudantil que foi crescendo com o passar das semanas. Combatemos a concepção de “ocupação pela ocupação”, de encerrá-la em si mesma como uma colônia de férias. Colocamos o RU pra funcionar e servimos centenas de refeições diariamente.
Passamos nas salas de aula todos os dias mobilizando os estudantes e recolhendo apoio para ocupação, todas as semanas organizamos ou participamos de manifestações em defesa da UERJ e do ensino público e nelas pudemos contar com a participação massiva dos estudantes. Realizamos dezenas de aulas públicas, debates políticos, assembleias e reuniões de organização da luta estudantil independente e combativa. Nossa ocupação foi de fato um centro político que irradiou mobilização e luta. O controle estudantil do RU foi uma grande vitória, os estudantes organizados mostraram que era possível fazê-lo funcionar e que bastava querer. Se a reitoria não o fazia era porque não tinha interesse e assim servia ao projeto privatista do governo.
Sabemos que está em curso no Brasil uma onda privatista que representa sérios riscos ao direito a gratuidade no ensino universitário e até no ensino básico. A autorização pelo STF da cobrança de mensalidades na pós-graduação, que passou sem nenhuma resistência pelas organizações pelegas de professores e estudantes abre uma brecha para a cobrança de mensalidades também nos cursos de graduação, principalmente diante de um contexto de cortes de verbas em que muitos reitores de universidades insuflam as diversas formas de parcerias publico-privadas e mesmo a cobrança de taxas como uma saída.
Diante disso nossa ocupação tem também um significado histórico, pois retomamos a bandeira do movimento estudantil brasileiro sobre a democratização das universidades.Um importante problema que na prática inviabiliza várias conquistas das lutas estudantis. Na UERJ hoje, assim como em várias universidades, a participação estudantil é meramente simbólica nos conselhos universitários, junto a isso a malfadada lista tríplice para escolha de Reitores, a desproporção entre o peso do voto do estudante e das demais categorias inviabilizam uma real autonomia universitária. Somado a isso o desfinanciamento coloca a universidade totalmente submissa aos interesses de governos e empresários.
Por isso o que se coloca como perspectiva para luta aqui na UERJ é a conquista de maior participação estudantil permitindo assim uma maior democratização da universidade. Devemos exigir o co-governo estudantil, ampliar a participação dos estudantes nas decisões sobre os rumos da universidade. Só assim podemos barrar os planos de desmonte e privatização. E se nós fomos capazes de reabrir o RU e colocá-lo para funcionar seremos capazes de impedir o fechamento de nossa universidade exercendo de fato a administração da universidade.
Para isso devemos partir da experiência acumulada com a ocupação, tomar suas lições, fortalecer a mobilizações, politização e organização nos cursos, seguir resistindo junto aos terceirizados, professores e técnicos em greve e nos preparar para as futuras batalhas que virão pois é na luta pela revolucionarização da universidade que poderemos garantir o nosso direito de estudar em uma universidade pública, democrática e a serviço do povo. Sabemos que essa luta deve partir de uma forte mobilização em cada curso e universidade mais também ser coordenada com outros estudantes e universidades em luta, por isso fazemos um chamado a todos os estudantes brasileiros que generalizem o método da ocupação, que ocupem suas universidades e defendam com unhas e dentes o seu direito de estudar e aprender!
Nesse sentido nos somamos ao chamado da Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia(ExNEPe) e convocamos a todos os estudantes, professores e trabalhadores da educação a contruírem a manifestação do Dia 23 de Novembro, Dia Nacional de Luta em Defesa do Ensino Público e Gratuito, organizado anualmente pela ExNEPe. Neste ano, a bandeira do dia 23\11 será: Abaixo a privatização da Universidade Brasileira! Contra a falsa regulamentação da profissão do pedagogo! Trata-se de uma consigna geral e uma específica da Pedagogia, mas que encontra perfeita unidade nossa luta.
Preparemos um grande bloco combativo na manifestação do dia 23 de novembro, unindo os estudantes da UERJ e demais universidades do Rio de janeiro que estão em luta!

Viva a UERJ pública e gratuita!
Viva a Ocupação do bandejão Bruno Alves!
Fora Pezão, Temer e sua quadrilha!
Abaixo a privatização!
Ocupar todas as universidades em defesa do ensino público!
Ocupação do bandejão da UERJ – 31/10/17.
 

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