gototopgototop

USP e UNESP – Greve estudantil continua

Os funcionários e professores da USP que estavam em greve desde os dias 5 de maio e 4 de junho, respectivamente, decidiram ontem (dia 30/06) encerrar a greve. Diante da situação de não atendimento das reivindicações, o movimento estudantil foi categórico em sua assembléia, também realizada ontem: continuar a greve até a vitória!

Os grevistas da Unicamp acabaram com a greve desde semana passada. Na Unesp, os professores também finalizaram a greve ontem. No entanto, os funcionários e os estudantes mantêm a posição pela continuidade da greve.  Após a Assembléia estudantil de ontem, um comunicado do Comando de Greve foi publicado expressando a tamanha consciência e decisão dos estudantes, conforme é possível perceber no trecho que abaixo transcrevemos:

 

(...)

Hoje, os professores da FFC resolveram voltar da greve, chegando mesmo a propor um calendário para a reposição de aulas.

Os estudantes disseram não e, pela terceira Assembléia seguida, foi unânime a aprovação da continuidade do movimento grevista com ocupação, até o atendimento completo, total e irrestrito de toda nossa pauta de reivindicações.

A diretoria, a reitoria e o governo não nos comprarão com qualquer migalha. Lutamos pela melhoria da educação e contra as medidas privatistas. Lutamos contra a repressão. Lutamos pelo acesso universal à coisa pública, e pela plena realização da UNESP enquanto universidade pública, à serviço da maior parte da população.

Nossa luta, ao que parece, deve seguir segundo semestre adentro.

Esperamos mobilização dos demais estudantes, trabalhadores e professores; esperamos que todos os setores explorados nos tomem como exemplo na luta pela melhoria da qualidade de vida, pelo bem da comunidade e por uma sociedade melhor para todos e todas.


Marília, 30 de março de 2009


Comando de Greve dos Estudantes da FFC-UNESP/Marília.

 

Combater o oportunismo é a condição para se avançar na luta

O encerramento da greve por algumas categorias deve-se à ação sistemática do oportunismo que tramando a todo o momento pelo fim da mobilização construiu verdadeiras armadilhas para os trabalhadores.

A direção do sindicato dos funcionários da USP negociou a retirada da PM do campus em troca do fim dos piquetes dos trabalhadores. Num cenário extremamente desgastante para a reitoria e para o governo; com ampla solidariedade em defesa do movimento grevista e pela democracia na universidade; com o crescimento da mobilização e dos protestos; o sindicato rebaixou a reivindicação da categoria, e, na prática, assinou o fim da greve, já que no tenso cenário em que a USP se encontrava os piquetes eram a condição para se prosseguir com a greve.

No movimento estudantil o que se vê é que tanto o oportunismo de PT e PcdoB (UNE) quanto o oportunismo centrista de partidos da oposição oficial (psol e pstu, que estão no DCE) não mais consegue fácil penetração. A posição oportunista de se acabar com a greve (em meio ao cenário de efervescência política e elevação da mobilização, além das reais perspectivas de vitória) foi rechaçada pelos estudantes. A greve continua!

Preparar a Greve Geral

O desafio dos estudantes realmente compromissados com a luta e com a defesa do ensino público e gratuito, longe de ser o de ‘acabar com a greve por causa das férias’ só pode ser o de aumentar o protesto, fortalecendo a unidade dos estudantes em luta de todo o país com os trabalhadores e edificando uma greve nacional contra as políticas antipovo dos governos estaduais e nacional.

É preciso unificar as centenas de lutas e greves que estão ocorrendo pelo país afora, numa única luta do povo em defesa de seus direitos.

 

Viva a Greve estudantil em São Paulo!

Exigimos democracia nas Universidades!

Preparar a Greve Geral contra as “reformas” antipovo do governo FMI-Lula!

Abaixo a “Reforma” universitária do Banco Mundial!

Rebelar-se é justo!