gototopgototop

SOLIDARIEDADE AOS PRESOS POLÍTICOS DAS OLIMPÍADAS!

Avaliação do Usuário: / 16
PiorMelhor 

Finalizada a Olimpíada, o Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) vem saudar toda a juventude combatente de nosso país, em particular a juventude secundarista do Rio de Janeiro que de maneira vibrante, vermelha e revolucionária combateu o cenário de precarização desde o início do ano e que veio se agravando com a realização dos jogos com as mobilizações e ocupações de escolas, e que tiveram fôlego para seguir em uma luta independente e combativa até o período de realização da farra olímpica. Nos próximos meses, o Rio de Janeiro será palco de novas e maiores ações, desta vez contra a farsa eleitoral.

Ressaltamos a decisão de cada estudante e a importância de cada colagem de cartaz, panfletagem e manifestação contra o massacre olímpico que diante de toda a estrutura de contrapropaganda olímpica reacionária foi capaz de seguir lutando e ganhou cobertura nacional e internacional, propagandeando o caminho da luta revolucionária no Brasil e expondo os crimes do velho Estado burguês-latifundiário, serviçal do imperialismo principalmente ianque.

 

Grande Ato na Abertura dos jogos olímpicos

O imperialismo tentou através da Olimpíada mascarar com festa e “espírito olímpico” para gringo vêr o massacre que é perpetuado, e no caso específico dos jogos, intensificado, contra o povo brasileiro. E durante toda duração do evento a gerência atual de Michel Temer (PMDB), junto com o “Comitê Organizador”, a gerência estadual de Francisco Dornelles (PMDB), Polícias Militar, Civil, Federal, Força Nacional e Exército, todas cumpriram com sua obrigação com as empresas imperialistas e tornaram a cidade do Rio de Janeiro uma cidade sitiada, sob uma operação de guerra fascista de controle da população e ainda mais colocando-a sob desespero com “a ameaça de terrorismo”.

“OPERAÇÃO HASHTAG”: PROCESSO-MODELO DO TERRORISMO DE ESTADO

Contudo, cabe prestar mais atenção para especificamente esta ação cometida pelo velho Estado com o objetivo de agradar o imperialismo, que foi a vigilância criminosa, a propagação de histeria e o encarceramento de jovens de religião muçulmana. Esta foi uma ação feita pelo Ministério da Justiça, que tem a frente Alexandre de Moraes, o mesmo que reprimiu brutalmente a juventude secundarista de SP, que visou demonstrar para seus amos do USA que o Brasil está “preparado” para embarcar na “guerra ao terror”.

 

Tamanha foi a paranoia e histeria que foi criado a partir de tal fato que na cidade do Rio de Janeiro qualquer pacote, bolsa, mochila encontrado em bairros nobres ou próximos a instalações Olímpicas tornou-se um “perigoso artefato explosivo” digno de acionar todo o pomposo maquinário de Esquadrão Antibombas e seus equipamentos Made-In-USA/ISRAEL. Não fosse o ambiente meticulosamente criado pelos monopólios de imprensa, nunca teria sido possível montar o esquema de ocupação militar que tomou a “cidade olímpica”, ademais do rastreamento, inspeção e controle de todos os supostos “elementos suspeitos de ligação com o terrorismo”.

O ato triunfal do fascista teatro militaresco que as classes dominantes montaram foi justamente orquestrado por CIA/FBI e seus fantoches na ABIN/PF: foi a “Operação Hashtag”. Seu êxito foi prender uma dúzia de jovens, todos oriundos de estados distantes entre si, sem nenhum contato entre si que não fossem pelas “redes sociais”, cujas únicas provas usadas contra os mesmos foram um punhado de comentários on-line em sites de comunicação. O show de horrores da reação e seu autoproclamado “Combate Ao Terrorismo” continua com o isolamento dos presos de seus advogados e vazamento do processo para a imprensa (The Globe e demais afiliadas à sede do império) antes que para a defesa.

JUSTIÇA DE CLASSE: SERVINDO AOS INTERESSES IMPERIALISTAS

Como bem apontado na edição nº 174 do Jornal A Nova Democracia, com base em informações dos próprios monopólios e do espetáculo montado pelo ministro da justiça, a “Operação Hashtag” foi encomendada via memorando vindo do FBI e gerou declarações do próprio monopólio de imprensa (Editoral de A Folha e artigo de Yuri Felix, professor de processo criminal) considerando a suposta célula do Estado Islâmico como “amadora” e “sem nenhum preparo”, e caracterizando a operação como “excessiva”.

Aqui vemos que, com o auxílio da lei antiterrorismo assinada pelo então gerenciamento oportunista de Dilma (PT), o imperialismo ianque pode requisitar o encarceramento de quaisquer cidadãos brasileiros atropelando as leis da própria constituição do velho Estado, contando com a prontidão dos aparatos de controle e repressão – por ora sendo reformulados pela gerência de Temer (PMDB), como o exemplo da refundação do Gabinete de Segurança Institucional - GSI. Ao mesmo tempo em que o monopólio de imprensa demoniza os perseguidos e a defesa é impossibilitada de exercer seu papel.

Para os oportunistas que ainda choram a queda do gerenciamento oportunista de PT/Pecedobê é duro notar o quão ilusória é essa democracia de grandes burguêses e latifundiários. Debaixo dessa mesma “democracia em geral” de que tanto falam e dizem defender temos os acontecimentos desta “operação Hashtag”, e os do já conhecido e ainda em atuação “Processo dos 23 presos e perseguidos polítcos da Copa do Mundo”. A própria existência destes fatos desmascaram a ditadura de classe e seu brutal sistema de opressão e exploração no qual o povo brasileiro está mergulhado!

LEVANTAR ALTO AS DENÚNCIAS CONTRA O IMPERIALISMO E PELA REBELIÃO POPULAR!

O MEPR acha compreensível que no meio da podridão que cerca a juventude hoje, alguns poucos jovens criem simpatia pelos guerrilheiros islâmicos e demais organizações de orientação muçulmana do Oriente Médio pelo seu caráter de empreender atos de guerra contra o imperialismo ianque, ainda que sob uma ideologia feudal, religiosa e atrasada, e expressa-la pela internet. Não defendemos a ideologia destas organizações (como ISIS) que em sua linha político-ideológica não diferencia exploradores de explorados, amigos de inimigos, burguesia de proletariado – razão pela qual suas ações resultem na morte de inocentes –; porém temos a plena consciência de que tais ações realizadas desde 2015 em Paris, Bruxelas, etc, não são nada mais do que o retorno à casa da guerra imperialista, guerra que até então atingia apenas a região do Oriente Médio e que tem sua causa justamente na sanha por mais colônias e lucro máximo das potências imperialistas.

O imperialismo tenta usar com as contradições existentes na luta dos povos árabes para implementar sua política de ampliar seu controle e sua dominação dos oprimidos e explorados. Desde os atentados de 9 de Setembro de 2001, a besta imperialista ianque organiza metodicamente intervenções ao redor do mundo supostamente “contra o terrorismo”, mas que se mostram, na prática, como mais um meio de subjugar e oprimir nações inteiras, saqueando todas suas riquezas e controlar a política de segurança interna de seus países. Frente a esta ofensiva, a grande quantidade de países oprimidos sofrem com governos lacaios ao imperialismo e que, para manterem-se no poder, as diferentes frações das classes dominantes capitulam e aplicam todas políticas imperialistas de “combate ao terrorismo”.

Finalmente, o Movimento Estudantil Popular Revolucionário, a corrente democrático-revolucionária dos estudantes brasileiros, se solidariza com os jovens encarcerados pelo velho Estado e imperialismo de acordo com os princípios de defesa dos direitos dos povos. Que toda juventude de nossa nação veja nesta grotesca operação simplesmente mais um aspecto que reflete o profundo desespero das classes dominantes. Seu temor em ver a juventude engajada em uma luta revolucionária para pôr abaixo toda esta velha ordem.

TERRORISTA É O ESTADO BURGUÊS-LATIFUNDIÁRIO, SERVIÇAL DO IMPERIALISMO, PRINCIPALMENTE O IANQUE!

ABAIXO O MASSACRE OLÍMPICO!

REBELAR-SE É JUSTO!

Movimento Estudantil Popular Revolucionário - MEPR - Agosto de 2016
 

Celebrações

Facebook

Teses

Jornal A Nova Democracia

FERP (Chile)