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PELA MELHORIA IMEDIATA DO TRANSPORTE COLETIVO EM PORTO VELHO!

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Manifestação no Centro de Porto Velho

No final da tarde do dia 13 de abril ocorreu uma manifestação denunciando as péssimas condições do transporte coletivo em Porto Velho e exigindo melhorias imediatas no serviço. Cerca de 30 estudantes, universitários e secundaristas, concentraram-se a partir de 17:00 na Praça Aluízio Ferreira (Praça do Porto). Já na concentração houve intensa agitação e distribuição de panfletos, aproveitando o horário de saída dos estudantes de escolas estaduais próximas. Uma faixa com a consigna Por um transporte público com segurança e qualidade! foi erguida pelos estudantes.

Antes do ato sair, os presentes discutiram sobre a forma de seguir o trajeto, previamente estabelecido, e deliberaram por descer a Av. Farquar até a Av. 7 de setembro e ir até o cruzamento da Av. 7 de setembro com a Rua Rogério Weber, sem fechar a rua. Nessa primeira parte do trajeto houve intensa agitação ao megafone e palavras de ordem eram entoadas quase que de forma ininterrupta, além da distribuição de panfletos. No cruzamento da 7 de setembro com a Rogério Weber, estudantes intensificaram a agitação, conversando com trabalhadores e estudantes que estavam nos pontos de ônibus, entregando os panfletos e exibindo a faixa no sinal de trânsito.

Chegando à rua Rogério Weber, os manifestantes fecharam a pista sentido Terminal e dirigiram-se para lá. Nesse percurso, vários trabalhadores que passavam de carro e de moto saudaram o protesto, além dos próprios passageiros dos ônibus, que compreendiam muito bem a justeza do protesto. Foi nesse clima de altivez e combatividade que o ato chegou ao Terminal.

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Chegando ao Terminal, os manifestantes redobraram o ânimo e fizeram agitação ainda mais intensa. Os ativistas aproveitaram para panfletar e conversar com a população que aguardava os ônibus. Os agitadores sustentavam com altivez combativas palavras de ordem como “Se não tiver melhoria no busão, eu vou pular roleta e vai ter rebelião!”, “Trabalhador pode se revoltar, fazer protesto até o transporte melhorar!” e “Prefeito Hildon, cara-de-pau, tu é capacho da Empresa Ideal!”. Num determinado momento, estudantes impediram a saída de um ônibus para permitir que os passageiros recebessem o panfleto – diversas pessoas estendiam as mãos pra fora das janelas do veículo pedindo o panfleto e saudando a combatividade dos estudantes. Destaca-se a participação dos estudantes secundaristas que estavam no terminal e somaram-se ao ato, cantando as palavras de ordem e manifestando total apoio à justa rebelião popular, demonstrando todo potencial de luta desta importante parcela da juventude.

Durante a intervenção no Terminal, o Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia esteve presente e distribuiu centenas de jornais de edições passadas para a população, despertando grande apoio e interesse por parte das massas.

Após meia hora de vigoroso protesto no Terminal e passado o horário de pico, os manifestantes fizeram o encerramento do ato e convidaram os presentes a participarem de uma plenária para discutirem as próximas mobilizações. Encerrado o ato, estudantes foram para a UNIR Centro e fizeram balanços do ato e das atividades de mobilização, em seguida definiram a data do próximo ato e sua respectiva mobilização. Assim definiu-se por realizar o próximo ato no dia 19 de abril às 17:00 com concentração na Praça Aluízio Ferreira (Praça do Porto).

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Mobilização

A definição da necessidade de organizar uma manifestação ocorreu numa reunião dos Centros Acadêmicos e do DCE da UNIR, ocorrida no dia 31 de março. Observando as péssimas condições do serviço de ônibus em Porto Velho, em particular a linha Campus UNIR (poucos ônibus, longo intervalo entre as passagens dos veículos, superlotação, etc), a maioria dos estudantes presentes viu a necessidade de realizar uma ampla mobilização pela melhoria do serviço, além de importantes iniciativas que já vinham sendo desenvolvidas. Destaque para o Centro Acadêmico de Engenharia Elétrica (CAEE) que realizou uma profunda investigação sobre o funcionamento da linha Campus UNIR, além do levantamento da situação geral do serviço oferecido pelo SIM (Sistema Integrado Municipal).

Na reunião foi dado importante combate contra posições oportunistas e eleitoreiras que pretendiam empurrar a mobilização pra depois das eleições do DCE. Um velho inimigo do movimento estudantil democrático, elemento vinculado ao PSDB (mesmo partido do gerente municipal Hildon), esteve presente e cumpriu verdadeiro papel de polícia política, tentando desmobilizar a luta de todas as formas e atuando como  porta-voz da prefeitura. Confrontando as posições desmobilizadoras, a posição de realizar o ato e uma assembleia geral dos estudantes da UNIR foi vitoriosa. Passada a reunião, os CAs mais comprometidos com a luta promoveram assembleias de curso e outras atividades para informar os estudantes e mobilizá-los.

Na semana do ato houve intensa agitação. Começando por um “pulão” de catracas que ocorreu no Terminal na segunda-feira (10/04) na hora do almoço e foi organizado pelo MEPR. Entre um “pulão” e outro um ativista denunciava as condições degradantes do transporte coletivo e conclamava o povo a se levantar contra esse ataque de SIM e Prefeitura. Houve apoio generalizado da população que estava no terminal e a imensa maioria de motoristas e cobradores compreenderam o significado do “pulão” e foram solidários com os ativistas. Muitos estudantes secundaristas que estavam no terminal somaram-se à atividade.

Na terça-feira (11/04) ativistas do MEPR fizeram duas panfletagens com agitação no Terminal, uma na hora do almoço e outra no final da tarde, e novamente o que se verificou foi um convicto apoio das massas. Também na terça ocorreram passagens em mais de 30 turmas de diferentes cursos e períodos na UNIR de manhã, à tarde e à noite, contando com ótima e recepção dos estudantes, onde muitos expressaram abertamente sua indignação com as condições do serviço de ônibus. Na quarta-feira (12/04) ocorreram duas reuniões estudantis na UNIR para concluir a pauta de reivindicações e debater a continuidade das mobilizações.

Todas essas atividades representam apenas os primeiros passos na luta pela melhoria do transporte coletivo e o início de uma viragem no movimento estudantil em Porto Velho. O caminho está claro, é o da luta independente e combativa, e as massas estão dispostas. O que nos cabe agora é persistirmos nessas lutas, levantar as massas para resistir a todos os ataques desse velho Estado burguês-latifundiário e organizá-las para dar o devido combate aos inimigos do povo.

 

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