Na última quinta-feira, 31 de dezembro, quem se encorajava a assistir ao “Jornal da Band” deve ter tido uma, digamos, “surpresa”: após o anúncio de um comercial em que dois garis apareciam desejando feliz ano-novo, o velhaco dos velhacos (em todos os sentidos!) Boris “vergonha” Casoy teceu o seguinte comentário a respeito desses honrados trabalhadores: "Que merda, dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras... Dois lixeiros, o mais baixo da escala de trabalho".
Certamente comentários desse naipe não são novidade saídos da boca de uma figura caquética como aquela. Dessa vez entretanto, houve uma “diferença”: o áudio estava ligado e o comentário foi transmitido ao vivo para todo o Brasil!
A revolta, evidentemente, foi geral. E com toda a razão. Mas será realmente que este é um caso isolado? A figura senil, é verdade, de Boris Casoy, não seria mera caricatura do que é um traço geral nos monopólios de imprensa?
Ora, basta observar o culto à ociosa e fútil vidinha burguesa retratado pelas telenovelas, em que o povo apenas aparece idiotizado, ou assistir aos meticulosos e “imparciais” telejornais que com todo tipo de sofisticação defendem diuturnamente a repressão sobre os pobres para saber que o desprezo ao povo não é excessão mas a regra absoluta dos monopólios de imprensa. Basta abrir a monstruosa revista “Veja”que, diga-se de passagem, embora declare solenemente morto e enterrado o marxismo vê necessidade de ataca-lo de uma forma ou de outra em todos os seus números, para atestar o que dizemos. Será que figuras “de proa” desse monopólio como Ali Kamel, Wiliam Bonner ou Diego Mainardi pensam e agem tão diferente assim de um Boris Casoy?
É difícil pensar que sim...
A própria Band já deu o caso por encerrado, após o “pedido de desculpas” do repórter-vergonha. Essa emissora, que nos seus programas “jornalísticos” e “políticos” faz questão de demarcar claramente sua posição de classe contra o povo brasileiro não poderia fazer diferente. E a verdade é que continue ou não a apresentar seus telejornais a figura abjeta de Casoy, que, aliás, é por muitos apontado como integrante do Comando de Caça aos Comunistas na década de 60, sua linha editorial permanecerá rigorosamente a mesma.
Por isso, a frase delirante de ódio ao povo desse muito antigo reacionário nada mais faz que, na verdade, mostrar a face nu daqueles que, muito “imparciais”, levam (contra)informação às nossas casas todos os dias. Uma vez claro isso, só nos resta dizer a toda essa corja de bandidos engravatados, a todo esse monopólio de imprensa venal e reacionário: TODOS VOCÊS SÃO UMA VERGONHA!
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