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É TAREFA DE TODO O ESTUDANTE REVOLUCIONÁRIO BOICOTAR A FARSA ELEITORAL, E PROPAGANDEAR A REVOLUÇÃO.

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Os oprimidos são autorizados a decidir, uma vez a cada vários anos, quais membros da classe opressora irão representá-los e explorá-los.

Karl Marx

Os oprimidos são autorizados uma vez cada três ou seis anos, a decidir, qual, entre os membros da classe dominante, será o que, no parlamento, os representará e esmagará!

(Lenin, O Estado e a Revolução)

Avizinha-se a Farsa Eleitoral, evento bianual, que põe em movimento todo o cenário político brasileiro, fazendo pulular todos os oportunistas, de diferentes matizes e siglas, mas que em sua essência política não passam de frações de um único partido, o Partido Único da traição nacional.

As Classes Dominantes brasileiras, serviçais do Imperialismo, principalmente Ianque, promovem a cada dois anos uma grotesca farsa, através da qual buscam difundir no seio do povo a ilusão de que vivemos numa democracia, onde o povo elegeria seus representantes para gerir os destinos da nação, dos estados e municípios.

Os oportunistas e os revisionistas dos autodenominados partidos de esquerda servem, conscientemente ou inconscientemente, como reserva estratégica das classes dominantes, assumindo o gerenciamento do Estado, após um período de desgaste da mesma diante das crises por ela provocadas.

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Para legitimar o Sistema Eleitoral eles estão todos juntos no discurso de que as eleições são o suprassumo da Democracia. Eles escondem o caráter de classe do Estado e da democracia, reconhecendo como única democracia a velha e ultrapassada democracia burguesa com suas feições pioradas por se tratar de uma semicolônia.

A canalha a frente do velho Estado – expresso nominalmente na dupla PT/PCdoB – e os oportunistas de “esquerda” – podendo ser mencionado PSOL, PSTU, PCO, PCB, PCR, etc. – digladiam-se ferozmente no controle da instituição Estado, buscando abocanhar parcelas da administração do velho Estado nas diferentes esferas (municipal, estadual e federal). Com isso, cumprem o seu papel dentro do movimento popular, que é de ser um agente do Imperialismo-Burguesia-Latifúndio, dando sobrevida ao Capitalismo Burocrático brasileiro, mantendo a política de subjugação e dependência nacional, garantindo os privilégios do Imperialismo em nosso país, para em seguida, realizarem uma sangria dos recursos do povo para um punhado de saqueadores da nação, através de instrumentos por eles criados para este fim, tais como: renúncia ou incentivo fiscal, financiamentos a perder de vista concedidos por bancos de fomentos estatais, anistias de dividas, etc. Com a mão direita entregam os recursos da nação à burguesia compradora e com a mão esquerda atendem a burguesia burocrática e com as duas mãos atendem os interesses dos latifundiários.

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É importante destacar que, o predomínio de uma destas siglas no gerenciamento dos municípios, dos estados ou da união, nada mudará em relação ao caráter do Estado. O que é permanente no ano eleitoral é a farsa proporcionada pela alternância de atores para perpetuar o processo de espoliação do povo e da nação. Pois o sufrágio universal – que em um determinado período histórico foi fundamental para o desenvolvimento da Luta de Classes –, na atualidade, não passa de um instrumento para ocultar o decisivo poder do dinheiro como essência do Sistema Eleitoral. As eleições só são ganhas com dinheiro e este está principalmente e de forma concentrada, nas mãos da oligarquia financeira, que define a cada dois anos quem serão os eleitos para os principais postos gerenciais do velho Estado.

A podridão desse Estado é geral e irrestrita, por isso devemos destruí-lo e não disputar a sua gerência. Para exemplificarmos a podridão desse Estado, fiquemos com alguns exemplos mais aparentes, tais como: os inúmeros casos de corrupção e de escândalos políticos que irrompem no cenário político brasileiro, que são apenas a ponta do iceberg; a manipulação das verbas públicas e sua apropriação privada pelos administradores e gerentes do velho Estado; as transferências de bilhões de reais para os bancos devido ao PAC – Programa de Aceleração do Crescimento – que coloca bilhões de reais todos os anos em forma de juros e amortizações nessas instituições, onde o tal PAC está mais para Programa de Atendimento ao Capital; a transformação do Congresso Federal em um balcão de negócios, onde a Soberania Nacional é vendida a quem pode pagar mais; e para finalizarmos, é importante mencionar a enganação e a chantagem do povo com esmolas dadas por programas assistencialistas e ações cosméticas e pouco efetivas na educação (PROUNI), saúde e moradia (Minha Casa, Minha Divida).

Diante desse estado de coisas, o que justificaria a participação no Sistema Eleitoral? Nada, não existe nenhum motivo plausível que justifique a participação nela, pois as eleições não possibilitam a conquista de nada substancial para o povo. Porém, os oportunistas de “esquerda”, precisam encontrar uma justificativa para fornecer as massas e sua militância, permitindo e justificando a sua participação no circo eleitoral e a disputa por cargos na administração da velha máquina estatal. Para isso, essa canalha tem a audácia de esconder o seu oportunismo e capitulacionismo nos ensinamentos do grande Lenin, com destaque para a sua obra Esquerdismo: doença infantil do comunismo, escrita em 1919 e publicada em 1920.

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A referida obra faz uma retrospectiva da trajetória bolchevique, frisando que a luta principal dos comunistas deve ser contra o revisionismo e o oportunismo, tanto o de direita quanto o de esquerda. Nesse ensaio, Lenin tacha de esquerdismo a postura de utilizar a tática de não-participação no parlamento e nas eleições em qualquer circunstância histórica, onde ressalta que, a decisão de disputar e participar nos parlamentos reacionários e nas eleições deve partir de uma análise concreta da situação concreta. Nessa obra, Lenin defende a participação dos comunistas, em determinadas circunstâncias no parlamento burguês, entretanto, essa participação era tática, não se consistindo no objetivo final, pois o objetivo era a tomada do Poder Político e Econômico e a destruição do velho estado através da violência revolucionária. Além disso, o trabalho legal e parlamentar eram combinados com as atividades secretas e ilegais, visando à preparação do Partido para a tomada do Poder.

A utilização do pensamento de Lenin pelos pseudoesquerdistas demonstram o quão dogmáticos são esses seres, porque se agarram a fraseologia e não ao método, não fazem uma análise concreta da situação concreta da realidade brasileira. Se fizessem veriam a falsidade que é o sistema eleitoral e se fazem e mesmo assim participam, escancaram que estão contra o povo, algo que é evidente para os revolucionários, mas não ainda para amplos setores das massas, sendo tarefa dos revolucionários combater implacavelmente até desmascarar e desmoralizar os oportunistas diante das massas e eliminar a doença do cretinismo parlamentar.

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O movimento estudantil tem um imprescindível papel nessa luta. No seio do movimento estudantil devemos atuar arduamente no combate ao governismo, entreguismo e peleguismo da UNE e UBES dirigidas pelo conluio PT/PCdoB, bem como no desmascaramento do oportunismo da autodenominada esquerda, representando por PSOL, PSTU, PCR, PCB, etc., que utilizam as suas organizações estudantis e seus militantes intensamente nas campanhas eleitorais, para com isso ludibriar as massas estudantis, visando angariar votos para os seus candidatos, para assim conquistar algumas vagas na administração e gerência desse velho Estado.

As tarefas da juventude estudantil e da juventude de maneira geral é denunciar junto aos demais estudantes e jovens – nas escolas e universidades, ruas e praças, trens e metrôs, pontos de ônibus e muros, etc. – o caráter destas eleições e as tentativas de enganação deste apodrecido Estado de manter as massas, no nosso caso, as estudantis, na camisa-de-força da farsa eleitoral, desviando-as do caminho da luta combativa, independente e classista ligada às massas trabalhadoras.

É nosso dever aumentar o nível de mobilização, politização e organização das massas estudantis no sentido de contribuir com a formação das linhas de forças da Revolução para que nosso povo possa vivenciar uma Nova Política, uma Nova Economia e uma Nova Cultura.

 

ELEIÇÃO É FARSA! O POVO ORGANIZADO VAI FAZER REVOLUÇÃO!

OUSAR LUTAR, OUSAR VENCER!

VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL INDEPENDENTE E COMBATIVO!

 

 

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