Viva o Dia
Internacional da Classe

O 1º de maio é o Dia
Internacional do Proletariado. As classes oprimidas e exploradas
de todos os países celebram esta data com luta, rendem homenagem
aos heróis e mártires da Classe e, assim, reafirmam o papel
dirigente que o proletariado, classe mais avançada em toda
História, cumpre para a transformação revolucionária do mundo.
A data foi
escolhida em referência à Greve Geral de operários pela redução
da jornada de trabalho iniciada neste dia, em 1886, na cidade de
Chicago. O movimento grevista, unindo centenas de milhares de
operários, terminou com a brutal repressão policial que, feriu e
prendeu centenas de proletários, além de condenar seus líderes à
morte (Parsons, Spies, Lingg,
Engel e Fischer) e à prisão
perpétua (Schwab e Fielden)
– outro líder, Oscar Neebe, foi condenado a 15 anos de prisão.
Em 1889, 3 anos após
o heróico episódio, o 1º Congresso da II Internacional –
Associação mundial de partidos operários [comunistas] – aprova o
dia 1º de maio como data de luta pela redução da jornada de
trabalho (de 16 para 8 horas) e libertação da Classe.
Combater o
oportunismo
É importante
denunciar o oportunismo de partidos eleitoreiros que prostituem
esta data para enganar o povo e conter a luta de classes. Os
principais exemplos no Brasil são as festas realizadas pela CTB
(Central dos Trabalhadores Brasileiros, dirigida pelo PCdoB) e
pela CUT – Central Única dos Trabalhadores – PT), além da CGTB,
NCST, UGT (controladas por PMDB, PSDB, PTB etc.).
Estas Centrais
inteiramente vinculadas ao governo são na verdade representações
patronais no movimento operário. Para confundir os trabalhadores
e estimular a colaboração de classes fazem megashows,
patrocinados pelo próprio governo e grandes empresas, com
artistas da burguesia e distribuição de brindes, sorteios de
carros e eletrodomésticos. Em vez de luta, fazem festa. Tudo
para iludir o povo e amansar a luta de classes.
Também as Centrais
sindicais controladas por partidos da esquerda oficial (PSTU e
PSOL) não deixaram escondidas seu oportunismo. Conlutas (PSTU) e
Intersindical (Psol) fizeram ato unificado, no qual discursou
ninguém menos que o grande oportunista Eduardo Suplicy, fundador
do PT e senador há 19 anos por este partido burguês. Com um
discurso de aparência radical, abriram a palavra para o membro
do governo pró-imperialista de Luiz Inácio e chamaram a CUT
(PT), CTB (PCdoB) e UNE-UBES (PT/PCdoB) para mais um “ato
unificado” a ser realizado em agosto.
Em concordância com
seus ideais a Conlutas (PSTU) lançou, dias após a manifestação,
sua proposta de “luta” “contra ataques dos patrões”: um
abaixo-assinado(!!!). Em meio ao agravamento colossal da crise
imperialista, frente às centenas de milhares de demissões, o
PSTU está propondo um “abaixo-assinado”... “Os
trabalhadores (...) vêm à presença dos representantes do
Congresso Nacional e ao Sr. Presidente da República exigir que
sejam adotadas medidas para defender os trabalhadores e
trabalhadoras e suas famílias frente aos efeitos da crise na
economia.” – convencer Luiz Inácio a defender os
trabalhadores...Santa ilusão!
Viva o 1º de Maio Classista
Por outro lado,
vários protestos independentes, combativos e classistas foram
realizados pelo país. Destacadamente os Atos do “1º de Maio da
Aliança Operário-Camponesa” convocados pela Liga Operária
juntamente com a Liga dos Camponeses Pobres realizados nas
cidades de Uberlândia e Montes Claros (MG) expressaram grande
conseqüência na defesa da construção da Greve Geral e do
impulsionamento da Revolução Agrária, como parte da luta contra
os efeitos da crise imperialista e pela Revolução no Brasil.
Sem qualquer ilusão
com o velho Estado Brasileiro e com o governo antipovo de Luiz
Inácio, os autênticos atos do 1º de Maio propugnaram o classismo,
a combatividade e a independência na luta popular e operária
pela defesa de seus direitos, e o caminho da Revolução de Nova
Democracia como único meio de transformar o país e levá-lo até o
Socialismo e o Comunismo.