Estudantes fazem
Ato durante cerimônia do governo e reitoria na UFG

Goiânia. Universidade Federal de Goiás. 12 de dezembro de 2008.
Inauguração do Centro de Cultura e Eventos da UFG. Duas mil
pessoas sendo esperadas. As maiores autoridades do Estado
andando pra lá e pra cá com toda a pelegada puxa-saco
acompanhando. Tudo conforme os padrões burgueses de demagogia e
mentira que sempre pautam esses eventos, que nada mais são do
que momentos para a propaganda de governantes ou candidatos.
Mas cerca de 10 estudantes - militantes do MEPR e independentes
– estavam dispostos a desmascarar toda aquela farsa organizada
pela UFG. Inclusive com a conivência dos partidos eleitoreiros
que compõem o DCE, que depois de uma briguinha entre PSTU e PCB
pra ver quem subiria ao palco, foi só aplausos para cada um dos
“ilustres convidados”, selando a conciliação com a Reitoria.
Os companheiros denunciaram cada um dos membros da corja
eleitoreira que era convidada a compor a mesa, sobretudo Íris
Resende, prefeito de Goiânia, coronel conhecido por tentar
comprar o povo com asfalto e grandes e inúteis obras; Marconi
Perillo, senador, sempre adepto de práticas autoritárias e
fascistas, responsável, junto com Íris Resende por massacrar e
assinar trabalhadores na reintegração de posse do parque oeste;
e Ronaldo Caiado, deputado da bancada ruralista, latifundiário e
assassino, participante ativo da campanha de criminalização do
movimento camponês combativo.
Os estudante foram em frente e abriram uma faixa no nariz das
podres autoridades, denunciando perante o salão lotado, a
criminalização das lutas populares no campo e na cidade. Durante
a intervenção foi denunciado o caráter deste Estado que adota
políticas fascistas de opressão e massacre dos movimentos
populares e o papel das abomináveis personalidades presentes na
mesa.
A luta
combativa e classista tem crescido tanto no campo quanto na
cidade. Grandes tomadas de terra pelos camponeses pobres e
greves cada vez mais massivas têm assustado a burguesia e os
latifundiários, que reagem usando todas suas armas: desde os
monopólios dos meios de comunicação, totalmente reacionários e
vendidos, até a repressão mais genocida e brutal com sua polícia
e exército assassinos.
O Movimento Estudantil então agarra com firmeza sua tarefa de
propagandear a Revolução e se apresenta como caixa de
ressonância para fazer ecoar pela Universidade o grito das
massas oprimidas e exploradas, denunciando a campanha fascista
de criminalização das lutas populares e exaltando os firmes
avanços da organização classista em nosso país.