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100 anos GRSO: "O que fazer?" - V.I. Lenin

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Como parte das celebrações do centenário da Grande Revolução Socialista de Outubro dirigida pelo Partido Comunista (bolchevique) da Rússia sob chefatura do Grande Lenin, começaremos hoje a divulgação das principais obras de Lenin, antecidido com uma breve exposição retirado do Compêndio - História do Partido Comunista (bolchevique) da URSS. Esta exposição mostra a situação objetiva da luta de classes da Rússia, as principais questões debatidas dentro do Partido e qual era a tarefa dos verdadeiros comunistas russos no momento em que as obras foram publicadas.

Iniciaremos com o Livro “Que Fazer?”, publicado em março de 1902. Obra que trata, principalmente, da luta pelo estabelecimento do Partido Comunista de Novo Tipo na Rússia, e da necessidade da superação das debilidades no movimento operário ocasionados pela influência dos “economistas”.

Publicaremos, também, o link para download de uma publicação recente do blog “Servir ao Povo” de dois capítulos deste livro.

Celebrar os 100 anos da Grande Revolução Socialista de Outubro!



 

Capítulo II — Formação do Partido Operário Social-Democrata da Rússia. Surgem duas frações no partido: a bolchevique e a menchevique (1901-1904)

Tópico 2

 

A marcha ascendente, cada vez mais acentuada, do movimento operário e a clara iminência da revolução, reclamavam a criação de um partido único e centralizado da classe operária, capaz de pôr-se à frente do movimento revolucionário. Porém, o estado em que se encontravam os órgãos de base do Partido, os comités locais, os grupos e os círculos, era tão pouco satisfatório, sua desarticulação orgânica e sua falta de unidade ideológica tão grandes, que a criação de semelhante partido oferecia dificuldades incríveis.

 

 

Estas dificuldades não residiam somente no fato de ter que organizar o Partido sob o fogo das cruéis perseguições do czarismo, que arrebatava das fileiras das organizações os melhores militantes, para mandá-los ao desterro, ou às prisões. Havia, além disso, outra dificuldade, e era que uma parte considerável dos comités locais e de seus militantes não queria levantar a vista de seu pequeno trabalho prático local, não compreendia o dano que a falta de uma unidade orgânica e ideológica do Partido fazia; estava acostumada ao fracionamento deste e ao caos ideológico dentro dele, e imaginava que era possível prescindir de um partido único e centralizado.

Para criar um partido centralizado era preciso acabar com este atraso, com este estancamento e praticismo estreito dos órgãos locais.

Porém ainda havia mais. Existia dentro do Partido um grupo bastante numeroso de pessoas que tinha seus órgãos próprios na Imprensa, na Rússia, "Rabochaia Misl" ("O Pensamento Operário"), e, no estrangeiro "Rabochee Dielo" ("A Causa Operária"), e que pretendia justificar teoricamente a desarticulação orgânica e a dispersão ideológica do Partido, chegando inclusive, não poucas vezes, a elogiá-las, e considerando que a tarefa de criar um partido político único e centralizado da classe operária era uma tarefa desnecessária e artificial.

Este grupo era o dos "economistas" e seus sequazes.

A primeira coisa a fazer, para poder criar o partido político único do proletariado era acabar com os "economistas". Lenin tomou a si esta tarefa e a organização do Partido da classe operária.

Lenin dizia, claramente:

"Antes de unificar-se e para unificar-se é necessário começar por deslindar os campos de um modo resoluto e definido". (Lenin, t. IX, pág. 378, ed. russa).

Em seu conhecido artigo intitulado "Por onde começar?", Lenin esboçava um plano concreto de organização do Partido, que logo depois havia de desenvolver em seu célebre livro "Que Fazer?".

Nas páginas da "Iskra" e, sobretudo, em seu célebre livro "Que Fazer?", Lenin se lançou contra esta filosofia oportunista do "economismo" e dela não deixou pedra sobre pedra.

A difusão desta obra de Lenin foi tão eficaz, que no ano de seu aparecimento ("Que Fazer?" veio à luz em março de 1902) na época em que se celebrou o II Congresso do Partido Social-Democrata da Rússia, já não restava das posições ideológicas dos "economistas" mais que uma recordação pouco agradável, e o apelido de "economistas" começava a ser considerado pela maioria dos militantes do Partido como um insulto.

A significação histórica desta famosa obra consiste em que nela Lenin:

1. põe a nu pela primeira vez na história do pensamento marxista, até as suas últimas raízes, as fontes ideológicas do oportunismo, demonstrando que consistem, antes de tudo, em prosternar-se perante a espontaneidade do movimento operário e rebaixar o papel da consciência socialista no movimento proletário.

2. reivindicou em todo seu valor a importância da teoria, do elemento consciente, do Partido, como força revolucionária e dirigente do movimento operário espontâneo.

3. fundamentou de um modo brilhante a tese fundamental do marxismo, segundo a qual o Partido marxista é a fusão do movimento operário com o socialismo.

4. elaborou genialmente os fundamentos ideológicos do Partido marxista.


Link para download de dois capítulos do livro "O que fazer?":

V.I. Lenin - O que fazer?

 

RVI