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Ter, 10 de Novembro de 2009 Teoria - Biblioteca

Escrito por Friedrich Engels (1820-1895) em 1847, a princípio para ser o projeto do programa da Liga dos Comunistas, o texto “Princípios básicos do Comunismo” constitui até hoje uma magistral análise da sociedade capitalista e das condições em que se dará a destruição desta e a instauração da sociedade socialista.

Antecipando o conjunto dos fundamentos teóricos do socialismo científico, que seriam expostos de maneira sistemática com o aparecimento, em 1848, do Manifesto do Partido Comunista, esse texto de Engels representa uma explanação sintética e incrivelmente clara dos postulados da ideologia científica do proletariado, o marxismo.


Marx, Lenin e Mao Tsetung. Responsáveis pelos três grandes saltos na ideologia científica do proletariado, o Marxismo-Leninismo-Maoismo. O Marxismo de nosso tempo.

É evidente que o mundo de hoje não é idêntico àquele da Europa da primeira metade do século XIX. Inclusive os clássicos do marxismo sempre sustentaram que este não é um dogma, inerte e árido, mas sim um guia para a ação. Lênin, citando o famoso escritor alemão Goethe, dizia “a teoria é cinza, verde é a árvore da vida”. A transição do século XIX para o XX viu desenvolver-se e consolidar-se o Imperialismo, como fase superior e última do capitalismo, enviando para os anais da história o livre- Foice_e_martelo_Reichstag_original cambismo dos primeiros tempos do capitalismo. Com o advento do imperialismo, isto é, a divisão do mundo entre um punhado de nações opressoras e a imensa maioria de nações oprimidas e a luta, entre as diversas “potências” e seus grupos monopolistas, por partir e repartir o mundo, assistimos já à duas guerras mundiais. Surgiu o primeiro Estado socialista do mundo, inaugurando nova era na história da Humanidade (Revolução de Outubro)e, com a Grande Revolução Chinesa, em 1949, bem como a ruína do antigo sistema colonial, o sistema socialista chega a atingir o equilíbrio de forças com o sistema imperialista em escala mundial. Entretanto, devido à permanência e recrudescimento da luta de classes em formas mais complexas sob a ditadura do proletariado e à ação vil e sinistra do revisionismo moderno, a burguesia logrou minar o sistema socialista desde dentro e a restauração capitalista soou primeiro na URSS e nos países da Europa do Leste e, posteriormente, na China Popular.

Isso, longe de significar a “falência” do marxismo, do comunismo, como sonham os reacionários empedernidos que nestes dias têm cacarejado tanto a respeito da queda do muro de Berlim (como se o que houvesse ruído ali fosse o socialismo e não o capitalismo agonizante restaurado após o golpe na URSS em 1956), significa que as duras provas passadas pelo proletariado revolucionário nas últimas décadas o tornam ainda mais experimentado para voltar a combater nas batalhas vindouras.

Nunca na história as classes revolucionárias venceram de um só golpe. Mas não importa em meio a que sacrifícios, também nunca na história as classes revolucionárias deixaram finalmente de triunfar algum dia.

 
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Sex, 06 de Agosto de 2010 Teoria - Biblioteca

Baixe o Texto Completo em PDF: Quem reeduca quem?


 

É com enorme satisfação e júbilo revolucionário que publicamos o texto “Quem reeduca quem?”. Obra produzida pelo Grupo de Redação de Crítica Revolucionária de Shanghai no auge da Grande Revolução Cultural Proletária, sendo traduzida por nós a partir da versão em espanhol publicada no livro “Enseñanza y revolución – Mao Tse-tung y otros autores” pela Editorial Anagrama em outubro de 1976.

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O documento que se segue é de grande importância a todos aqueles que lutam por uma educação que sirva ao povo, na perspectiva da construção da nova sociedade socialista. Trata-se de contundente crítica feita pelas massas chinesas dirigidas pelo Partido Comunista da China e guiadas pelo presidente Mao Tsetung, ao revisionismo soviético kruchevista no campo da educação, a partir de uma minuciosa analíse científica da obra Pedagogia da autoria de N. A. Kairov, verdadeiro tratado do ensino revisionista na URSS, editado logo após o XX Congresso do PCUS.

 
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Qua, 25 de Novembro de 2009 Teoria - Biblioteca

jovem_engels O texto “Sobre a Autoridade” escrito por Friedrich Engels em março de 1873, ao polemizar com as tendências anarquistas “anti-autoritárias” no movimento comunista internacional à época é de grande atualidade e interesse, particularmente para aqueles que lutam pela construção de um movimento estudantil democrático e revolucionário e que enfrentam nas escolas e universidades todo o tipo de concepções pós-modernas e anti-científicas que tem como objetivo justificar as posições ideológicas individualistas de origem pequeno-burguesa, reforçadas sobremaneira pelo imperialismo.

Tais tendências têm como ideólogos autores como Hannah Arendt, Foucault e Herbert Marcuse. Segundo seus defensores, toda a autoridade representa a imposição da vontade de um pequeno grupo e, desta maneira, qualquer representatividade, seja de um movimento ou entidade significa a violência sobre os indivíduos e o aviltamento das vontades e responsabilidades individuais, sendo, portanto, incompatível com qualquer projeto de transformação social.

Em “Sobre a Autoridade” Engels destrói estas absurdas argumentações, por meio de uma linguagem simples e exemplos concretos que demonstram o fundo reacionário destas teorias que servem a perpetuação da ditadura da burguesia e do latifúndio, a serviço do imperialismo sobre o proletariado, campesinato e demais classes populares: “Já alguma vez viram uma revolução, estes senhores? Uma revolução é certamente a coisa mais autoritária que se possa imaginar; é o ato pelo qual uma parte da população impõe a sua vontade à outra por meio das espingardas, das baionetas e dos canhões, meios autoritários como poucos; e o partido vitorioso, se não quer ser combatido em vão, deve manter o seu poder pelo medo que as suas armas inspiram aos reacionários”.

 
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Sex, 13 de Julho de 2012 Teoria - Biblioteca

Publicamos agora em nossa página um pequeno discurso de Lênin, quase tão breve quanto qualquer informe de luta, que guarda na verdade um profundo significado para todos aqueles rebelados contra a atual situação da educação em nosso país. Nesse discurso pronunciado em 1918, no I Congresso da Instrução da toda a Rússia, o chefe da Revolução de Outubro, após analisar a situação da guerra e da revolução na Europa, aborda de forma clara qual o papel da educação e dos educadores no processo de transformação da sociedade. Do mesmo modo em que os oprimidos necessitam de conhecimentos para poder triunfar, os educadores necessitam participar da vida e da luta se querem que seu trabalho não se converta num instrumento de dominação da burguesia. Acreditamos que esse debate é de grande relevância, e atualidade, porque quando os estudantes não só no Brasil, mas no mundo inteiro, se levantam em defesa do sistema de ensino e de sua qualidade, é inseparável responder à questão: que ensino e à serviço de que classe? Sem dúvida, a intervenção de Lênin joga uma luz e enriquece a questão, que para nós é um princípio, de que o papel da ciência não pode ser outro que o de servir ao povo. Ou como diria o próprio Lênin, no texto abaixo, “declaramos que a escola não existe à margem da vida e da política, que isto é pura enganação e hipocrisia”.

Revoluo_de_Outubro_assegurou_a_instruo_universal_a_todo_o_povo

 

 
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Dom, 04 de Março de 2012 Teoria - Biblioteca

Sobre a Palavra de Ordem dos Estados Unidos da Europa

V. I. Lénine

23 de Agosto de 1915

No número 40 do Sotsial-Demokrat[N350] informámos que a conferência das secções do nosso partido no estrangeiro[351] decidiu adiar a questão da palavra de ordem de «Estados Unidos da Europa» até ao debate na imprensa do aspecto económico do problema[1*].

A discussão sobre esta questão na nossa conferência adquiriu um carácter político unilateral. Em parte isto foi talvez provocado pelo facto de no manifesto do Comité Central esta palavra de ordem ter sido formulada directamente como política («a palavra de ordem política imediata...» -diz-se ali), e não só se propõem os Estados Unidos da Europa republicanos, mas também se sublinha em especial que «sem o derrubamento revolucionário das monarquias alemã, austríaca e russa» esta palavra de ordem não tem sentido e é falsa.

 


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