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'Por que a Segunda Internacional toma Trotsky sob sua proteção" *

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Lenin_e_Krupskaya_no_Krmlin É com muito interesse que publicamos texto do ano de 1936 da grande revolucionária, camarada-de-armas de Lênin, Nadezhda Konstantinova Krupskaya (1869-1939).

Revolucionária, pedagoga, após o triunfo da revolução socialista de 1917 foi coordenadora do Glavpolitprosvet (o Comitê Principal para Educação Política) e delegada coordenadora no Comissariado para a Instrução Pública, militante bolchevique e membro do Comitê Central do Partido Comunista da Rússia (b) (1927-1939), esposa e camarada de Vladimir Ilich Lênin.

O texto remete exatamente ao ano em que em todo o mundo rufavam os tambores da Segunda Guerra Mundial, resultado da aguda crise geral do sistema capitalista a nível mundial e da necessidade dos grupos mais vorazes do capital financeiro empreenderem nova partilha do mundo. E, uma vez que em um sexto do planeta, no território da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, não apenas não havia crise econômica como se edificava uma nova sociedade, uma cultura e uma vida revolucionárias e progressistas, um novo Homem mesmo, atacar a Pátria do Socialismo, exemplo de uma vida nova para todas as massas exploradas e oprimidas em todo o mundo, era questão crucial. Varrer a União Soviética, o sistema socialista, tal era o sonho dos senhores da guerra em todo o mundo.

E essa ação nefasta encontrou aliados decisivos, no interior da União Soviética, precisamente no revisionismo, nos antigos dirigentes que há anos vinham sabotando a construção do socialismo e usando de seus cargos para frear a marcha histórica rumo à frente. Explosões de fábricas, assassinatos, planos de auxílio à uma eventual invasão estrangeira, nada fugia ao repertório dos bandidos que sonhavam regressar ao capitalismo. Os trotskystas, Trotsky em pessoa, como demonstram os fatos históricos, foram peça-chave tanto no pacto com a polícia secreta alemã para tentar derrocar o regime soviético quanto na campanha difamatória mundial contra a Pátria Socialista e seus dirigentes, particularmente o grande camarada Stalin.

Assim, quando nos processos de Moscou, acompanhados pelo mundo inteiro, os mais vis renegados e terroristas traidores da causa do Socialismo, como Bukhárin, confessaram seus planos e foram condenados pela férrea mão da ditadura do proletariado, nesse momento aqueles mesmos países que invadiram e pilharam e devastaram a URSS nos anos que se seguiram imediatamente à vitória da Revolução de Outubro, aqueles mesmos que fomentaram as duas guerras mundiais, que lançaram pela primeira e até agora única vez bombas atômicas sobre seres humanos, esses mesmos correram a denunciar a “barbaridade”, o “totalitarismo” que é a ditadura dos antigos explorados sobre os seus algozes...

E enquanto os Partidos Comunistas, orientados pela gloriosa Internacional Comunista, sustentavam sua luta em meio à mais severa clandestinidade, resistindo heróica e diariamente à barbárie nazi-fascista, enquanto na Espanha revolucionária os combatentes somente encontraram apoio material e humano na URSS internacionalista, enquanto em todo o mundo acirrava-se a contradição entre o sistema imperialista e o, então frágil porém inquebrantável sistema socialista, nesse momento de que lado o sr. Trotsky, do alto de suas colunas no New York Times, de que lado se colocava?

Esse texto de Krupskaya trata exatamente deste tema. Camarada e esposa de Lênin é freqüentemente citada pelos trotskystas e “objetivos investigadores do regime soviético” como adversária irreconciliável de Stalin e do Comitê Central bolchevique, “vítima” de Stalin, etc, etc...Mas, como diz o provérbio, os fatos são persistentes. E a verdade histórica é uma só.

Foto_familiar Este curto documento é um flagelo contra essas tentativas ridículas e estapafúrdias de contrapor Krupskaya ao regime soviético. Acusa com firmeza a união de todos os reacionários contra o País dos Sovietes e refere-se à Stalin como “o coração e o cérebro da revolução”. Nestes dias em que a calúnia e a falsificação histórica ganham ares de uma verdade quase incontestável, ir até à fonte é mais que uma necessidade: é uma obrigação.

E, olhando e procurando com espírito crítico, dever-se-á reconhecer: não importa o dinheiro gasto em publicidade anti-comunista, a realidade encarrega-se de dissipa-la. E é a própria vida e luta cotidiana das massas exploradas em todo o mundo a prova maior da vitalidade e vigor revolucionário estampado na gigantesca obra teórica e prática dos grandes chefes do proletariado revolucionário internacional Marx, Engels, Lênin, Stalin e o Presidente Mao.

A direção caluniosa da Segunda Internacional

 

“Por que a Segunda Internacional toma Trotsky sob sua proteção”*

N. Krupskaia

Os trotskystas e zinovievistas não se preocupam com o futuro das massas. Tudo com o que eles se preocupavam era como eles poderiam agarrar o poder, mesmo se isso fosse com a ajuda da Polícia Secreta do Estado Alemão e dos mais selvagens inimigos da ditadura do proletariado, ansiosos para restaurar o estado burguês da sociedade e a exploração capitalista das massas de trabalhadores no país dos Sovietes.

Não foi por acidente que Trotsky, que nunca captou o caráter essencial da ditadura do proletariado, que nunca compreendeu o papel desempenhado pelas massas na construção do socialismo, Trotsky, que acreditava que o socialismo poderia ser construído a partir de ordens superiores, optasse pela via de organizar atos terroristas contra Stalin, Voroshilov, e outros membros do Bureau Político que estão ajudando as massas a edificar o socialismo.

Não foi por acaso que o inescrupuloso bloco em torno de Kamenev e Zinoviev andou junto com Trotsky, passo a passo, em direção ao abismo da insondável traição à causa de Lênin, à causa das massas trabalhadoras, à causa do Socialismo.

Trotsky, Zinoviev, Kamenev, e todo o seu bando de assassinos, trabalharam lado a lado com o fascismo alemão e formaram uma aliança com a Polícia Secreta do Estado Alemão. Daí a unanimidade de todo o país em sua exigência: “Esses cães malucos devem ser fuzilados!”. Eles desejavam semear a confusão nas massas. Eles queriam assassinar o camarada Stalin, o coração e o cérebro da Revolução. Eles falharam. O miserável bando de canalhas foi executado. As massas estão se reunindo mais próximas do que nunca do C.C.; sua lealdade a Stalin é mais forte do que antes.

Nem é acidental que a Segunda Internacional se comporta como se tivesse enlouquecido, apressando-se para defender o bando assassino de Trotsky e Zinoviev, e esforçando-se para desmanchar o Front Popular. De Brouckere, Citrine, e seus companheiros, pedem perdão por todas as malfeitorias cometidas pelos inimigos da classe operária na União Soviética, contra seu Partido e seus líderes. No uivo anti-soviético levantado no mundo burguês, a voz da Segunda Internacional é a mais alta. A Terceira Internacional nasceu da luta contra a Segunda Internacional. Com o auxílio de renegados, Kautsky e seus comparsas, a Segunda Internacional continuou numa selvagem direção caluniosa contra a ditadura do proletariado, contra o poder soviético. A Segunda Internacional se empenha em atenuar a ordem capitalista e em atirar areia nos olhos das massas operárias. Portanto, ela agora apóia o agente da Polícia Secreta do Estado Alemão, Trotsky. Mas a tentativa foi um fracasso. Nossa terra soviética se tornou uma terra poderosa, e ergue cada vez mais alto a bandeira do Comunismo. Com firmes passos ela avança constantemente no caminho indicado por Marx, Engels e Lênin. Nem os trotskystas, nem os partidários de Zinoviev, nem a Segunda Internacional, obterão êxito em esconder o fato e em jogas areia nos olhos das massas. A situação tensa do cenário internacional e a ameaça do perigo da guerra aumentarão a cautela dos trabalhadores e aumentarão e reforçarão o Front Popular das massas trabalhadoras do mundo inteiro.

* International Press Correspondence, 12 de setembro de 1936, Volume 16, Nº42, p. 1162.