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Lênin e a Juventude Comunista

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Cartaz_da_Juventude_ComunistaNo dia 10 de abril último celebrou-se o 140º aniversário de nascimento do chefe do proletariado internacional, Vladimir Ilitch Ulianov, o grande Lênin. Particularmente nesse momento em que apregoa-se aos quatro ventos a “falência do marxismo” ou, segundo o revisionismo e oportunismo, um tal “novo socialismo” ou “socialismo do séc. XXI”, na verdade rotos e antigos intentos de castrar do marxismo o seu conteúdo revolucionário, nesse momento mais do que nunca faz-se necessário levantar e defender a grande bandeira vermelha do proletariado internacional e as três luminárias por este erigido em mais de um século de tormentosas lutas, na figura de seus três maiores e inquestionáveis chefes Marx, Lênin e o Presidente Mao Tsetung.

Por essa ocasião publicamos em nossa página o texto referente a um discurso proferido por Lênin em 1920, quando do III Congresso das Juventudes Comunistas da Rússia. O otimismo e entusiasmo revolucionário, aliado a um extraordinário domínio da situação de profundas e complexas dificuldades e desafios, a linguagem clara e animadora, a fé inabalável na vitória e a profunda fusão entre um impetuoso gênio intelectual e magistral capacidade organizativa, tudo isso aparece aqui expresso com simplicidade e concisão. Não temos dúvida de que a leitura e estudo desse breve discurso segue sendo para as jovens gerações de militantes revolucionários um rico manancial tanto de motivação para seguir empunhando a bandeira comunista da foice e do martelo como de compreensão de como marchar de maneira justa e indomável pelo caminho correto.

Viva os 140 anos do nascimento de Lênin!

Viva a Revolução Proletária Mundial!


 


 

V.I. Lênin

Tarefas das Juventudes Comunistas

(Discurso na I Sessão do III Congresso das Juventudes Comunistas da Rússia – Moscou, 2 de Outubro de 1920) 

(Lênin é recebido com uma calorosa ovação do Congresso)

Camaradas: quisera falar-lhes hoje das tarefas fundamentais da União de Juventudes Comunistas e, por esta razão, do que devem ser as organizações da juventude em uma república socialista em geral.

Lenin Este problema merece tanto mais nossa atenção enquanto que, em certo sentido, pode dizer-se que é precisamente a juventude quem está incumbida da tarefa de criar a sociedade comunista. Pois é evidente que a geração de militantes educada sob o regime capitalista pode, no melhor dos casos, resolver a tarefa de destruir os cimentos do velho modo de vida do capitalismo, baseado na exploração. O mais que poderá fazer será levar a cabo as tarefas de organizar um regime social que ajude o proletariado e as classes trabalhadoras a conservar o Poder em suas mãos e criar uma sólida base, sobre a qual poderá edificar unicamente a geração que começa já a trabalhar em condições novas, em uma situação em que já não existem relações de exploração entre os Homens.

Pois bem, ao abordar deste ponto de vista o problema das tarefas da juventude, devo dizer que as tarefas da juventude em geral e da União de Juventudes Comunistas e outras organizações semelhantes em particular, poderiam definir-se em uma só palavra: aprender.

Porém claro está que isto não é mais que uma “palavra”, que não responde às interrogações principais, às mais importantes: o quê e como aprender? E neste problema o essencial é que, com a transformação da velha sociedade capitalista, o ensino, a educação e a instrução das novas gerações, destinadas a criar a sociedade comunista, não podem seguir sendo o que eram. Pois bem, o ensino, a educação e a instrução da juventude devem partir dos materiais que nos têm legado a antiga sociedade. Não podemos edificar o comunismo se não é a partir da soma de conhecimentos, organizações e instituições, com o acervo de forças e meios e forças humanas que temos herdado da velha sociedade. Só transformando radicalmente o ensino, a organização e a educação da juventude, conseguiremos que os resultados dos esforços da jovem geração seja a criação de uma sociedade que não se pareça à antiga, a saber, da sociedade comunista. Por isso devemos examinar em detalhe o que devemos ensinar à juventude e como deve aprender esta se quer merecer realmente o nome de juventude comunista, como há que prepara-la para que saiba terminar e coroar a obra que nós temos começado.

Devo dizer que a primeira resposta e a mais natural parece ser que a União de Juventudes, e em geral toda juventude que queira o advento do comunismo, tem que aprender o comunismo.

Porém esta resposta, “aprender o comunismo”, é demasiado geral. O que se deve fazer para aprender o comunismo? Dentre a soma de conhecimentos gerais, qual é o que se deve escolher para adquirir a ciência do comunismo? Aqui nos ameaçam uma série de perigos, que surgem por todos os lados enquanto se coloca mal a tarefa de aprender o comunismo, ou quando se o entende de uma maneira demasiadamente unilateral.

À primeira vista, naturalmente, parece que aprender o comunismo é assimilar o conjunto dos conhecimentos expostos nos manuais, folhetos e trabalhos comunistas. Porém essa definição seria demasiado absurda e insuficiente. Se o estudo do comunismo consistisse unicamente em saber o que dizem os trabalhos, livros e folhetos comunistas, isto nos daria facilmente exegetas ou fanfarrões comunistas, o que muitas vezes nos causaria dano e prejuízo, porque estes homens, depois de haver lido muito e aprendido o que se expõe nos livros e folhetos comunistas, seriam incapazes de coordenar todos esses conhecimentos e de trabalhar como realmente exige o comunismo.

Um dos maiores males e calamidades que nos têm deixado como herança a antiga sociedade capitalista, é um completo divórcio entre o livro e a vida prática, pois tínhamos livros nos quais tudo estava exposto de maneira perfeita, porém na maioria dos casos não eram senão uma repugnante e hipócrita mentira, que nos pintava um quadro falso da sociedade capitalista.

Por isso, seria um grande equívoco limitar-se a aprender o comunismo simplesmente do que dizem os livros. Nossos discursos e artigos de agora não são simples repetição do que anteriormente se tem dito sobre o comunismo, porque estão ligados a nosso trabalho cotidiano em todos os terrenos. Sem trabalho, sem luta, o conhecimento livresco do comunismo, adquirido em folhetos e obras comunistas, não tem absolutamente nenhum valor, porque não faria mais que continuar o antigo divórcio entre a teoria e a prática, que era o mais nocivo traço da velha sociedade burguesa.

O perigo seria muito maior, todavia, se quiséssemos aprender somente as consignas comunistas. Se não compreendêssemos a tempo a importância deste perigo, se não fizéssemos toda classe de esforços para evita-lo, a existência de meio milhão ou de um milhão de jovens de ambos os sexos, que depois de semelhante estudo se chamassem comunistas, causaria um grande prejuízo à causa do comunismo.

Se nos coloca, pois, a questão de como devemos coordenar tudo isto para aprender o comunismo. O que devemos tomar da velha escola, da velha ciência? A velha escola declarava que queria criar homens instruídos em todos os domínios e que ensinava as ciências em geral. Já sabemos que isto era pura mentira, posto que toda a sociedade se baseava e cimentava na divisão dos homens em classes, em exploradores e explorados. Como é natural, toda velha escola, saturada de espírito de classe, não dava conhecimentos mais que aos filhos da burguesia. Cada uma de suas palavras estava adaptada aos interesses da burguesia. Nestas escolas, mais que educar aos jovens operários e camponeses, os preparavam para maior proveito dessa mesma burguesia. Se os educava com o fim de formar servidores úteis, capazes de aumentar os benefícios da burguesia, sem afetar sua ociosidade e sossego. Por isso, ao condenar a antiga escola, nos temos proposto tomar dela unicamente o que nos é necessário para lograr uma verdadeira educação comunista.

E agora vou tratar das censuras, das reprovações que se dirigem comumente à escola antiga e que conduzem muitas vezes a interpretações inteiramente falsas. Se diz que a velha escola era uma escola livresca, uma escola de adestramento autoritário, uma escola de ensino memorista. Isto é certo, porém é necessário saber distinguir, na velha escola, o mal do útil para nós, há que saber escolher o necessário para o comunismo.

A velha escola era livresca, obrigava a armazenar uma massa de conhecimentos inúteis, supérfluos, mortos, que aborreciam a cabeça e transformavam a geração jovem em um exército de funcionários cortados pelo mesmo patrão. Porém concluir disto que se pode ser comunista sem haver assimilado os conhecimentos acumulados pela humanidade, seria cometer um enorme erro. Nos equivocaríamos se pensássemos que basta saber as consignas comunistas, as conclusões da ciência comunista, sem haver assimilado a soma de conhecimentos dos quais é conseqüência o comunismo. O marxismo é um exemplo de como o comunismo tem resultado da soma de conhecimentos adquiridos pela humanidade.

Já  terão vocês lido e ouvido que a teoria comunista, a ciência comunista, criada principalmente por Marx, que esta doutrina do marxismo tem deixado de ser obra de um só socialista, gênio do século XIX, para transformar-se na doutrina de milhões e dezenas de milhões de proletários do mundo inteiro, que se inspiram nela em sua luta contra o capitalismo. E se perguntam vocês porque tem podido esta doutrina de Marx conquistar aos milhões e dezenas de milhões os corações da classe mais revolucionária, se lhes dará uma só resposta: porque Marx se apoiava na sólida base de conhecimentos humanos adquiridos sob o capitalismo. Ao estudar as leis de desenvolvimento da sociedade humana, Marx compreendeu o caráter inevitável do desenvolvimento do capitalismo, que conduz ao comunismo, e –isto é o essencial- o demonstrou baseando-se exclusivamente no estudo mais exato, detalhado e profundo de dita sociedade capitalista, assimilando plenamente tudo o que a ciência havia dado até então. Tudo o que havia criado a sociedade humana, o analisou Marx com espírito crítico, sem desdenhar um só ponto. Tudo o que havia criado o pensamento humano, o analisou, o submeteu a crítica, o comprovou no movimento operário; formulou logo as conclusões que os homens, encerrados nos limites estreitos do marco burguês e encarcerados pelos prejuízos burgueses, não podiam extrair.

Isso há que levar em conta quando falamos, por exemplo, da cultura proletária. Se não nos damos perfeita conta de que só se pode criar esta cultura proletária conhecendo exatamente a cultura que tem criado a humanidade em todo seu desenvolvimento e transformando-a, se não nos damos conta disto, jamais poderemos resolver este problema. A cultura proletária não surge de fonte desconhecida, não brota do cérebro dos que se dizem especialistas na matéria. Seria absurdo crê-lo assim. A cultura proletária tem que ser desenvolvimento lógico do acervo de conhecimentos conquistados pela humanidade sob o jugo da sociedade capitalista, da sociedade dos latifundiários e burocratas. Estes são os caminhos e as sendas que têm conduzido e continuam conduzindo até à cultura proletária, do mesmo modo que a economia política, transformada por Marx, nos têm mostrado aonde deve chegar a sociedade humana, nos têm indicado o passo na luta de classes, ao começo da revolução proletária.

Quando com freqüência ouvimos, tanto a alguns jovens como a certos defensores dos novos métodos de ensino, atacar a velha escola dizendo que só  fazia aprender de memória os textos, lhes respondemos que, não  obstante, é preciso tomar desta velha escola tudo o que tenha de bom. Não deve-se imita-la sobrecarregando a memória dos jovens com um peso desmesurado de conhecimentos, inúteis em suas nove décimas partes e desvirtuados no resto; porém daqui não se segue de modo algum que possamos contentarmo-nos com conclusões comunistas e limitarmo-nos a aprender de memória consignas comunistas. Deste modo não chegaríamos jamais ao comunismo. Para chegar a ser comunistas, há que enriquecer indefectívelmente a memória com os conhecimentos de todas as riquezas criadas pela humanidade.

Não queremos um ensino mecânico, porém necessitamos desenvolver e aperfeiçoar a memória de cada estudante dando-lhe fatos essenciais, porque o comunismo seria uma banalidade, ficaria reduzido a uma fachada vazia, o comunista não seria mais que um fanfarrão, se não compreendesse e assimilasse todos os conhecimentos adquiridos. Não só devem vocês assimila-los, senão assimila-los de forma crítica, com o fim de não amontoar no cérebro um fardo inútil, senão de enriquece-lo com o conhecimento de todos os fatos, sem os quais não é possível ser homem culto na época em que vivemos. O comunista que se vangloriasse de sê-lo, simplesmente por haver recebido conclusões já estabelecidas, sem haver realizado um trabalho muito sério, difícil e grande, sem analisar os fatos frente aos quais está obrigado a adotar uma atitude crítica, seria um comunista lamentável. Nada poderia ser tão funesto como uma atitude tão superficial. Se sei que sei pouco, me esforçarei por saber mais, porém se um homem diz que é comunista e que não tem necessidade de conhecimentos sólidos, jamais sairá dele nada que se pareça a um comunista.

A velha escola forjava os servidores necessários para os capitalistas; dos homens de ciência fazia pessoas obrigadas a escrever e falar ao gosto dos capitalistas. Isso quer dizer que devemos suprimi-la. Porém se devemos suprimi-la, destruí-la, quer isto dizer que não devemos tomar dela todas as coisas necessárias que tem acumulado a humanidade? Quer dizer que não devemos saber distinguir entre o que necessitava o capitalismo e o que necessita o comunismo? Em lugar deste adestramento imposto pela sociedade burguesa contra a vontade da maioria, nós colocamos a disciplina consciente dos operários e camponeses que, ao seu ódio contra a velha sociedade, unem a decisão, a capacidade e o desejo de unificar e organizar suas forças para esta luta, com o fim de criar, com milhões e dezenas de milhões de vontades isoladas, divididas, dispersas na imensa extensão do nosso país, uma vontade única, porque sem ela seremos inevitavelmente vencidos. Sem esta coesão, sem esta disciplina consciente dos operários e dos camponeses, nossa causa é uma causa perdida. Sem elas seremos incapazes de derrotar aos capitalistas e latifundiários do mundo inteiro. Não só não chegaríamos a construir a nova sociedade comunista, senão nem sequer assentaríamos solidamente seus fundamentos. Assim, apesar de condenar a velha escola, apesar de alimentar contra ela um ódio absolutamente legítimo e necessário, apesar de apreciar o desejo de destruí-la, devemos compreender que temos que substituir a antiga escola livresca, o ensino memorista e o anterior adestramento autoritário, pela arte de assimilar toda a soma de conhecimentos humanos, e de assimila-los de forma que o comunismo seja para vocês, não algo aprendido de memória, senão algo pensado por vocês mesmos, e cujas conclusões se imponham desde o ponto de vista da educação moderna.

Assim é como se deve colocar as tarefas fundamentais, quando se fala de aprender o comunismo.

Para explicar-lhes isto e ao mesmo tempo os problemas do método, tomarei um exemplo prático. Todos sabem que agora, imediatamente depois dos problemas militares, depois das tarefas de defesa da República, surge diante de nós o problema econômico. Sabemos que é impossível edificar a sociedade comunista sem restaurar a indústria e a agricultura, porém que não se trata de restabelece-las em sua forma antiga. Há que restaura-las conforme a última palavra da ciência, sobre uma base moderna. Vocês sabem que esta base é a eletricidade; que só no dia em que todo o país, todos os ramos da agricultura e da indústria estejam eletrificados, no dia em que realizem esta tarefa, só então poderão edificar, para vocês, a sociedade comunista que não poderá edificar a geração anterior. A tarefa que lhes corresponde é restabelecer a economia de todo o país, reorganizar e restaurar e indústria e a agricultura sobre uma base científica moderna, fundada na moderna ciência e técnica, na eletricidade. Já compreenderão que a eletrificação não pode ser obra de ignorantes, e que nisto farão falta algo mais que conhecimentos rudimentares. Não basta compreender o que é eletricidade; tem que saber como aplica-la tecnicamente à indústria e à agricultura e a cada um de seus ramos. Tudo isto temos que aprende-lo nós mesmos, e tem que ensina-lo a toda a nova geração trabalhadora. Isto é o que deve fazer todo comunista consciente, todo jovem que se estime comunista e se dê clara conta de que, pelo fato de ingressar da União das Juventudes Comunistas, se tem comprometido a ajudar nosso partido a construir o comunismo e ajudar à toda a jovem geração a criar a sociedade comunista. Deve compreender que isto só será possível sobre a base da instrução moderna, e que se não possui esta instrução, o comunismo será um simples anseio.

O papel da geração precedente consistia tão só em derrubar a burguesia. Criticar a burguesia, desenvolver nas massas o sentimento de ódio contra ela, desenvolver a consciência de classe, saber agrupar suas forças, eram então as tarefas essenciais. A nova geração tem diante de si uma tarefa mais complexa. O dever de vocês não é só o de reunir suas forças para apoiar o poder dos operários e camponeses contra a invasão dos capitalistas. Isto deve ser feito. O têm compreendido admiravelmente, o vê com clareza todo comunista. Porém isso não basta. Vocês têm  que edificar a sociedade comunista. A primeira parte do trabalho tem sido já realizada em muitos terrenos. O antigo regime foi destruído como era preciso faze-lo; já não é mais que um montão de ruínas, que é ao que deveria ficar reduzido. O terreno se encontra já desbravado e, sobre este terreno, a nova geração comunista deve agora edificar a sociedade comunista. A tarefa de vocês é a edificação, e só poderão resolve-la quando tenham dominado toda a ciência moderna, quando saibam transformar o comunismo, de fórmulas feitas e aprendidas de memória, conselhos, receitas, diretivas e programas nessa realidade viva que outorga toda a sua unidade ao trabalho imediato; quando saibam fazer do comunismo o guia de todo trabalho prático.

Esta é a tarefa que não podem perder de vista quando queiram instruir, educar e arrastar a toda a jovem geração. Têm que ser os primeiros construtores da sociedade comunista, entre os milhões de construtores que devem ser os jovens de ambos os sexos. Se não incorporam a essa edificação do comunismo a toda a massa da juventude operária e camponesa, não construirão a sociedade comunista.

E chego agora, naturalmente, à questão de como devemos ensinar o comunismo e qual deve ser o caráter peculiar de nossos métodos.

Me deterei antes de tudo no problema da moral comunista.

Têm vocês que educar-se como comunistas. A tarefa da União de Juventudes consiste em organizar sua atividade prática de modo que ao estudar, organizar-se, unir e lutar, dita juventude faça sua educação de comunistas e a de todos os que a reconhecem como seu guia. Toda a educação, todo o ensino e toda a formação da juventude contemporânea devem dar-lhe o espírito da moral comunista.

Porém existe uma moral comunista? Existe uma ética comunista? Evidente que sim. Se pretende muitas vezes que nós não temos nossa moral própria, e a burguesia nos acusa com freqüência, a nós, comunistas, dizendo que negamos toda moral. É uma forma como qualquer outra de embrulhar as idéias e de jogar terra aos olhos dos operários e dos camponeses.

Em que sentido negamos a moral e a ética?

A negamos no sentido em que a tem predicado a burguesia, deduzindo-a dos mandamentos de Deus. Claro está que nós dizemos que não cremos em Deus, e sabemos muito bem que o clero, os latifundiários e a burguesia falavam em nome de Deus para defender seus interesses de exploradores. Ou bem, ao invés de tomar como ponto de partida da moral os ditados da ética, os mandamentos de Deus, partiam de frases idealistas ou semiidealistas que, definitivamente, se pareciam extraordinariamente aos mandamentos de Deus.

Nós negamos toda essa moralidade tomada de concepções à margem da natureza humana, à margem das classes. Dizemos que isso é enganar, embotar aos operários e camponeses e nublar seus cérebros, em proveito dos latifundiários e capitalistas. Dizemos que nossa moral está inteiramente subordinada aos interesses da luta de classes do proletariado. Nossa ética tem como ponto de partida os interesses da luta de classes do proletariado.

A antiga sociedade estava fundada na opressão de todos os camponeses e todos os operários pelos latifundiários e capitalistas. Necessitávamos destruí-la, necessitávamos derrubar esses opressores, porém para isso devíamos criar a unidade. Não era Deus quem podia cria-la. Esta união não podia vir mais que das fábricas, de um proletariado disciplinado, arrancado de sua velha letargia. Somente quando se constituiu essa classe, começou o movimento das massas que conduziu ao que vemos hoje: ao triunfo da revolução proletária em um dos países mais débeis, que se está defendendo há três anos contra o embate da burguesia de todo o mundo. Vemos crescer em todo o mundo a revolução proletária. Agora dizemos, fundado-nos na experiência, que unicamente o proletariado tem podido criar uma força tão coerente; a que segue a classe camponesa dispersa e fragmentada e que tem sido capaz de resistir a todas as acometidas dos exploradores. Só esta classe pode ajudar as massas trabalhadoras a unir-se, a agrupar-se, a fazer triunfar e consolidar definitivamente, a coroar, em absoluto, a construção da sociedade comunista.

Por isso dizemos que, para nós, a moral considerada fora da sociedade humana não existe; é um engano. Para nós, a moral está subordinada aos interesses da luta de classes do proletariado.

Pois bem. Em que consiste esta luta de classes? Em derrubar o czar, em derrubar os capitalistas, em aniquilar a classe capitalista.

Que são as classes em geral? É o que permite à uma parte da sociedade apropriar-se do trabalho da outra. Se uma parte da sociedade se apropria de todo o solo, temos a classe dos latifundiários e a dos camponeses. Se uma parte da sociedade possui as fábricas, as ações e os capitais, enquanto que a outra trabalha nessas fábricas, temos a classe dos capitalistas e a dos proletários.

Não foi difícil desembaraçar-se do czar: bastaram alguns dias. Não foi difícil derrotar aos latifundiários: pudemos faze-lo em alguns meses. Tampouco foi muito difícil derrotar aos capitalistas. Porém suprimir as classes é infinitamente mais difícil; subsiste ainda a divisão de operários e camponeses. Enquanto um camponês instalado em uma parcela de terra se apropria do trigo excedente, a saber, trigo que não é indispensável para ele nem para seu ganho, enquanto os demais carecem de pão, se converte já em um explorador. Quanto mais trigo retém, mais ganha, e nada lhe importa que 105 demais tenham fome: “Quanto mais fome tenham, mais caro venderei o trigo”. É preciso que todos trabalhem com um plano comum, em um solo comum, em fábricas comuns e conforme normas comuns. É isto fácil de realizar? Já vêem vocês mesmos que isto é mais difícil que derrotar o czar, aos latifundiários e aos capitalistas. Para isso é preciso que o proletariado transforme, reeduque a uma parte dos camponeses, e atraia para seu lado os camponeses trabalhadores, com o fim de quebrar a resistência dos camponeses ricos, que lucram com a miséria dos demais. Resulta, pois, que a luta do proletariado está longe de haver terminado depois de haver derrubado o czar e expulsado aos latifundiários e aos capitalistas; justamente o leva-la a termo é o objetivo do regime a que chamamos ditadura do proletariado.

A luta de classes continua, só tem mudado de forma. É a luta de classe do proletariado que tem por objetivo impedir o regresso dos antigos exploradores e unir em um todo a dispersa e ignorante massa camponesa. A luta de classes continua e é nosso dever subordinar-lhe todos os interesses. Por isso lhe subordinamos nossa moral comunista. Dizemos: é moral o que serve para destruir a antiga sociedade exploradora e para agrupar todos os trabalhadores ao redor do proletariado, criador da nova sociedade comunista.

A moral comunista é a que serve a esta luta, a que une todos os trabalhadores contra a exploração e contra toda pequena propriedade, porque a pequena propriedade entrega a um indivíduo o que tem sido criado pelo trabalho de toda a sociedade. A terra é considerada entre nós como propriedade comum.

Que ocorre se desta propriedade comum tomo uma parte, se cultivo nela duas vezes mais trigo do que necessito, se especulo com o excedente da colheita, se calculo que quanto mais fome padeçam os outros, mais caro me pagarão? Trabalho então como um comunista? Não, trabalho como explorador, como proprietário. Contra isto necessitamos lutar. Se as coisas continuassem assim, voltaríamos ao passado, a cair sob o poder dos capitalistas e da burguesia, como tem ocorrido mais de uma vez nas revoluções anteriores. Para evitar que se restaure o poder dos capitalistas e da burguesia, devemos proibir o mercantilismo, devemos impedir que uns indivíduos enriqueçam às custas dos demais. Para isto é necessário que todos os trabalhadores se somem ao proletariado e instaurem a sociedade comunista. Nisto consiste precisamente a característica essencial da tarefa mais importante da União de Juventudes Comunistas e das organizações das juventudes comunistas. A antiga sociedade se baseava no seguinte princípio: saqueias a teu próximo ou te saqueia ele; trabalhas para outro, ou outro trabalha para ti; sejas escravista ou escravo. É natural que os homens educados em semelhante sociedade assimilem, por dize-lo assim, com o leite materno, a psicologia, o costume, a idéia de que não existe mais que amo ou escravo, ou pequeno proprietário, pequeno empregado, pequeno funcionário, intelectual, em uma palavra, homens que se ocupam exclusivamente do seu sem pensar nos demais.

Se eu exploro minha parcela de terra, pouco me importam os demais; se alguém tem fome, tanto melhor: venderei mais caro meu trigo. Se tenho meu postozinho de médico, engenheiro, de professor ou de empregado, que me importam os demais? Se me arrasto ante os poderosos, é possível que conserve meu posto e o melhor pode fazer carreira e chegar a ser burguês. Esta psicologia, esta mentalidade não podem existir em um comunista. Quando os operários e os camponeses demonstraram que somos capazes com nossas próprias forças de criar e defender uma nova sociedade, nesse mesmo momento nasceu a nova educação comunista, educação criada na luta contra os exploradores e em aliança com o proletariado, contra os egoístas e os pequenos proprietários, contra esse estado de espírito e esse costume que dizem: “Eu busco meu próprio benefício e o demais não me interessa”.

Têm aqui a resposta à pergunta de como se deve ensinar o comunismo à jovem geração. Só ligando cada passo de sua instrução, de sua educação e de sua formação à luta incessante dos proletários e dos trabalhadores contra a antiga sociedade dos exploradores, pode esta geração aprender o comunismo. Quando se nos fala de moral, dizemos: para um comunista, toda a moral reside nessa disciplina solidária e unida e nessa luta consciente das massas contra os exploradores. Não cremos na moral eterna, denunciamos a mentira de todas as lendas forjadas em torno da moral. A moral serve para que a sociedade humana se eleve à maior altura, para que se desembarace da exploração do trabalho.

Para alcançar esse fim necessitamos da jovem geração que começou a converter-se em homens conscientes nas condições de luta disciplinada e encarniçada contra a burguesia. Nesta luta, a juventude formará verdadeiros comunistas; a esta luta deve ligar e subordinar, em todo momento, sua instrução, educação e formação. A educação da juventude comunista não deve consistir em oferecer-lhe discursos adocicados de toda classe e regras de moralidade. Não, não é esta a educação. Quando um homem tem visto a seus pais viver sob o jugo dos latifundiários e dos capitalistas, quando tem ele mesmo participado nos sofrimentos dos que iniciaram a luta contra os exploradores, quando tem visto os sacrifícios que custa a continuação dessa luta e a defesa do conquistado e quão furiosos inimigos são os latifundiários e os capitalistas, esse homem, nesse ambiente, se educa como comunista. A base da moral comunista está na luta por consolidar e levar a seu término o comunismo. Igual base tem a educação, o ensino e a instrução comunistas. Esta é a resposta à pergunta de como tem que aprender o comunismo.

Não acreditamos no ensino, na educação nem na formação, se estas fossem relegadas ao fundo das escolas e separadas das tormentas da vida. Enquanto os operários e camponeses estão oprimidos por latifundiários e capitalistas, enquanto as escolas sigam em mãos dos latifundiários e capitalistas, a jovem geração seguirá cega e ignorante. Nossas escolas devem dar aos jovens os fundamentos da ciência, devem coloca-los em condições de forjar-se eles mesmos uma mentalidade comunista, devem fazer deles homens cultos. No tempo que passam na escola, esta tem que fazer deles participantes na luta pela libertação do jugo dos opressores. A União de Juventudes Comunistas tão só será digna de seu título de união da jovem geração comunista, quando relacione toda sua instrução, educação e formação com a parte que deve tomar na luta comum de todos os trabalhadores contra os exploradores. Porque sabem perfeitamente vocês que enquanto seja a Rússia a única república operária, e enquanto no resto do mundo subsista o antigo regime burguês, somos mais débeis que eles; que constantemente nos ameaçam novos ataques, e que só aprendendo a manter entre nós a coesão e a unidade, triunfaremos nas lutas futuras e, depois de havermo-nos fortalecido, nos faremos verdadeiramente invencíveis. Portanto, ser comunista significa organizar e unir a toda a jovem geração, dar exemplo de educação e disciplina nesta luta. Então poderão vocês empreender e levar a cabo a edificação da sociedade comunista.

Tenho aqui um exemplo que lhes fará entender melhor a coisa. Nós nos chamamos comunistas. Que significa a palavra comunista? “Comunista” vem da palavra latina communis, que significa comum. A sociedade comunista é a comunidade de tudo: do solo, das fábricas, do trabalho. Isto é o comunismo.

Pode haver trabalho comum se os homens exploram cada um a sua parcela? A comunidade do trabalho não se cria de repente. É impossível. Não cai do céu. Tem que conquista-la após longos esforços, longos sofrimentos, tem que cria-la, e isto se cria no curso da luta. Não se trata aqui de um livro velho, ninguém haveria acreditado em um livro. Se trata da experiência pessoal vivida. Quando Kolchak e Denikin avançavam contra nós, procedentes da Sibéria e do Sul, os camponeses estavam a seu favor. O bolchevismo não lhes agradava, porque os bolcheviques tomavam o trigo a preços estabelecidos. Porém depois de haver sofrido na Sibéria e na Ucrânia o poder de Kolchak e Denikin, os camponeses reconheceram que não podiam escolher mais do que um entre dois caminhos: ou voltar ao capitalismo, que os converteria de novo em escravos dos latifundiários, ou seguir aos operários que, por certo, não prometem o ouro nem o louro e que exigem uma disciplina de ferro e uma firmeza indomável na dura luta, porém que os liberam da escravidão dos capitalistas e dos latifundiários. Quando inclusive os camponeses submetidos na ignorância o compreenderam e sentiram por sua própria experiência, depois dessa dura lição, se fizeram partidários conscientes do comunismo. Esta mesma experiência é a que a União de Juventudes Comunistas deve tomar como base de toda a sua atividade.

Tenho respondido aos pontos: o que devemos aprender e o que devemos tomar da velha escola e da antiga ciência. Tratarei também de abordar a questão de como aprender isto: Só ligando indissoluvelmente e em todo momento a instrução, a educação e a formação da juventude à luta de todos os trabalhadores contra os exploradores.

Com alguns exemplos, extraídos da experiência do trabalho de certas organizações da juventude, gostaria de mostra-lhes agora, com a máxima clareza, como deve fazer-se a educação do comunismo. Todo mundo fala da liquidação do analfabetismo. Como sabem, em um país de analfabetos é impossível construir uma sociedade comunista. Não basta com que o poder dos soviets dê uma ordem, ou que o partido lance uma consigna, ou que determinado contingente dos melhores militantes se dedique a essa tarefa. É preciso que a jovem geração ponha também mãos à obra. O Comunismo consiste em que a juventude, os meninos e meninas pertencentes à União de Juventudes se digam: tem aqui o trabalho que nós devemos realizar; nos agruparemos e iremos a todos os povoados liquidar o analfabetismo, para que a próxima geração não tenha analfabetos. Aspiramos a que toda iniciativa da juventude em formação se dedique a essa obra. Vocês sabem que é impossível transformar rapidamente a Rússia ignorante e iletrada, em uma Rússia instruída; porém se a União de Juventudes põe nisso seu empenho, se toda a juventude trabalha pelo bem-estar de todos, os 400.000 jovens que a compõe terão o direito de chamar-se União de Juventudes Comunistas. Outra de suas missões é, depois de haver assimilado um ou outro conhecimento, a de ajudar os jovens que não têm podido desembaraçar-se por si mesmos das trevas da ignorância. Ser membro da União de Juventudes Comunistas é pôr seu trabalho e inteligência à serviço da causa comum. Nisto consiste a educação comunista. Só por este trabalho se convertem um jovem ou uma menina em verdadeiros comunistas. Somente se obtém neste trabalho resultados práticos, chegam a ser comunistas.

Tomem, por exemplo, o trabalho nas hortas suburbanas. Não é esta uma obra de primeiríssima importância? Esta é uma das tarefas da União de Juventudes Comunistas. O povo passa fome, nas fábricas há fome. Para salvarmo-nos da fome é necessário desenvolver a horticultura, porém a agricultura se faz à antiga. E agora, é preciso que os elementos mais conscientes ponham mãos à obra e verão vocês então crescer o número de hortas, aumentar sua superfície, melhorar o rendimento. Neste trabalho deve participar ativamente a União de Juventudes Comunistas. Cada uma de suas organizações ou células deve ver nisso seu dever imediato.

A União de Juventudes Comunistas deve ser o grupo de choque que em todos os terrenos aporte sua ajuda e manifeste sua iniciativa, seu espírito empreendedor. A União deve ser tal, que todos os operários vejam em seus membros gente cuja doutrina lhes seja talvez incompreensível, em cujas idéias não creiam talvez imediatamente, porém cujo trabalho real e cuja atividade mostrem que são eles os que indicam o verdadeiro caminho.

Se a União de Juventudes Comunistas não sabe organizar assim seu trabalho em todos os terrenos, é que se desvia até o antigo caminho burguês. Necessitamos ligar nossa educação à luta dos trabalhadores contra os exploradores, com o fim de ajudar aos primeiros a resolver os problemas derivados da doutrina comunista.

Os membros da Juventudes Comunistas devem consagrar todas suas horas de ócio a melhorar o cultivo das hortas, a organizar em uma fábrica qualquer a instrução da juventude, etc. De nossa Rússia pobre e miserável queremos fazer um país rico. E é preciso que a União de Juventudes Comunistas unifique sua formação, sua instrução e educação ao trabalho dos operários e dos camponeses e que não se encerre em suas escolas ou se limite a ler os livros ou os folhetos comunistas. Só trabalhando com os operários e camponeses, se pode chegar a ser um verdadeiro comunista. É preciso que todos vejam que qualquer um membro das Juventudes Comunistas é instruído, e que ao mesmo tempo sabe trabalhar. Quando todos vêem que temos eliminado da velha escola a antiga palmatória, que a temos substituído por uma disciplina consciente, que todos nossos jovens participam nos “sábados comunistas”, que utilizam as hortas suburbanas para ajudar a população, começarão a considerar o trabalho de um modo distinto de como o consideravam antes.

Os membros das Juventudes Comunistas devem, em seu povoado e em seu bairro, aportar sua contribuição, por exemplo –um pequeno exemplo- à manutenção da limpeza ou à distribuição de víveres. Como se faziam as coisas na velha sociedade capitalista? Cada um trabalhava só para si, ninguém se preocupava se havia anciãos ou enfermos, ou se todos os afazeres da casa recaíam sobre uma mulher, que por isso estava escravizada e esmagada. Quem tem o dever de lutar contra tudo isso? A União de Juventudes Comunistas, que deve dizer: nós transformaremos isto, organizaremos destacamentos de jovens que ajudarão nos trabalhos de limpeza, na distribuição dos víveres, correndo sistematicamente às casas, que trabalharão de forma organizada para o bem de toda sociedade, repartindo com acerto as forças e demonstrando que o bom trabalho é o trabalho organizado.

A geração que tem agora ao redor de 50 anos, não pode pensar em ver a sociedade comunista. Terá morrido antes. Porém a geração que tem hoje 15 anos, verá a sociedade comunista e será ela que a construirá. E deve saber que a construção dessa sociedade é a missão da sua vida. Na antiga sociedade, o trabalho se fazia por famílias isoladas e ninguém o coordenava, quando não fossem os latifundiários ou os capitalistas, opressores da massa do povo. Nós devemos organizar todos os trabalhos por sujos ou duros que sejam, de sorte que cada operário, cada camponês se diga: eu sou uma parte do grande exército do trabalho livre e saberei, sem latifundiários e sem capitalistas, organizar minha vida, saberei instaurar o regime comunista. É preciso que a União de Juventudes Comunistas eduque a todos desde a tenra idade no trabalho consciente e disciplinado. Só então poderemos esperar que os objetivos que nos propomos sejam alcançados. Devemos ter em conta que fazem falta pelo menos dez anos para eletrificar o país, para que nossa terra arruinada possa aproveitar as últimas conquistas da técnica. Pois bem, a geração que hoje tem 15 anos e que daqui há dez ou vinte viverá em uma sociedade comunista, deve organizar sua educação de maneira que a cada dia, em cada povoado ou cidade, a juventude resolva praticamente uma tarefa de trabalho coletivo, por minúsculo, por simples que seja. À medida que isto se realize em cada um dos povoados, à medida que se desenvolva a emulação comunista, à medida que a juventude mostre que sabe unir seus esforços, ficará assegurado o êxito da edificação comunista. Só considerando cada um de seus atos desde o ponto de vista deste êxito, só perguntando-se constantemente se temos feito tudo para chegar a ser trabalhadores unidos e conscientes, só através deste longo processo agrupará a União de Juventudes Comunistas o meio milhão de seus membros a um grande exército de trabalho e merecerá o respeito geral. (Vivos Aplausos)
 

RVI